sexta-feira, 28 de maio de 2010

Zé Dantas - O Parceiro De Seu Lua



O homenageado de hoje do “A Arte Do Meu Povo” já tem seu nome na galeria dos grandes das composições da Música Popular Brasileira (MPB).São suas, músicas de grande sucesso na voz de nomes como Luiz Gonzaga, como você verá abaixo.
Estou falando do grande Zé Dantas, um dos grandes compositores da MPB, em especial da Cultura Popular.
Pequisando sobre , encontrei o seguinte no site www.cliquemusic.uol.com.br/artistas/ver/ze-dantas :




José de Souza Dantas Filho — ou simplesmente Zé Dantas — (nasceu em 17/02/1921 e viajou fora do combinado11/03/1962) foi um compositor, poeta e folclorista fundamental para a fixação do baião como gênero de sucesso. Isso se deu graças às suas parcerias com Luiz Gonzaga a partir de 1950, quando este se separou do parceiro inicial, Humberto Teixeira. Mas em 1938 Zé já compunha suas primeiras músicas e escrevia crônicas sobre folclore para uma revista pernambucana. Foi em 1949 que conheceu Gonzagão e a partir do ano seguinte iniciaram uma profícua série de sucessos imortais assinados a quatro mãos, como "Vem Morena", "A Dança da Moda", "Riacho do Navio", "Vozes da Seca", "A Volta da Asa Branca", "Imbalança", "ABC do Sertão", "Algodão", "Cintura Fina" e "Forró de Mané Vito". O grupo vocal Quatro Ases e Um Coringa também obteve grande sucesso com "Derramaro o Gai", depois também imortalizada pelo Rei do Baião. Em 1951, compuseram mais um clássico, o baião "Sabiá", e no ano seguinte foram às paradas com a marcha junina "São João na Roça" e com a triste "Acauã" (esta assinada apenas por Zé). Atuou ainda ao lado de Paulo Roberto no programa No Mundo do Baião, na Rádio Nacional (RJ) em 1953, ano em que estouraram o "Xote das Meninas" e "Farinhada" (esta também apenas de Zé), na voz de Ivon Curi. Outro ícone do baião, Jackson do Pandeiro, também fez sucesso com uma canção de Zé Dantas, "Forró em Caruaru". Quando foi diretor folclórico da Rádio Mayrink Veiga, do Rio, o compositor chegou a regravar suas canções mais emblemáticas em disco. Mesmo depois de sua morte, todas as músicas da dupla continuaram a ser relidas pelos maiores nomes da MPB – até os dias de hoje – como Gal Costa, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Alceu Valença, Fagner, Marisa Monte e muitos grupos de Oxente Music e até da geração da música eletrônica.”




Abaixo, algumas das pérolas de Zé Dantas, que foram sucesso na voz de Luiz Gonzaga:

A Volta da Asa Branca
Zé Dantas -


Já faz três noites, que pro Norte relampeia,
A Asa Branca, ouvindo o ronco do trovão,
Já bateu asas, e voltou pro meu sertão,
Ai, ai, eu vou embora, vou cuidar da plantação,
Já bateu asas, e voltou pro meu sertão,
Ai, ai, eu vou embora, vou cuidar da plantação,
A seca tem de desertar da minha terra,
Mas felizmente, Deus agora se alembrou,
De mandar chuva, pra este sertão sofredor,
Sertão das mulhé séria, dos homens trabalhador,
De mandar chuva, pra este sertão sofredor,
Sertão das mulhé séria, dos homens trabalhador.
Rios correndo, as cachoeiras tão zuando,
Terra molhada, mato verde que riqueza,
E a Asa Branca, salva e canta que beleza,
Está o povo alegre, mais alegre a natureza,
E a Asa Branca, salva e canta que beleza,
Está o povo alegre, mais alegre a natureza.
Sentindo a chuva eu me recordo de Rosinha,
A linda flor do meu sertão Pernambucano,
E se a safra não atrapalhar meus plano,
Que que há, o Seu Vigário, vou casar no fim do ano!






Acauã
Zé Dantas


Acauã, acauã
Vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tarde agoirando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão

Acauã, acauã
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo

Toda noite no sertão
Canta o joão corta-pau
A coruja, mãe da lua
O peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã

Acauã, acauã...









Cintura Fina
Zé Dantas


Minha morena, venha pra ca
Pra dan? xote, se deita em meu cangote
E pode cochilar
Tu es mulher pra homem nenhum
Botar defeito, por isso satisfeito
Com voc?u vou dan?
Vem ca, cintura fina, cintura de pil?
Cintura de menina, vem ca meu cora?
Quando eu abraco essa cintura de pil?
Fico frio, arrepiado, quase morro de paix?
E fecho os olhos quando sinto o teu calor
Pois teu corpo so foi feito pros cochilos do amor.







Farinhada
Zé Dantas


Tava na peneira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
Na farinhada lá da Serra do Teixeira
Namorei uma cabôca nunca vi tão feiticeira
A mininada descascava macaxeira
Zé Migué no caititú e eu e ela na peneira.
Tava na peineira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
O vento dava sacudia a cabilêra
Levantava a saia dela no balanço da peneira


Fechei os óio e o vento foi soprando
Quando deu um ridimuinho sem querer tava
espiando.
Tava na peneira eu tava peneirando

Eu tava num namoro eu tava namorando.
De madrugada nós fiquemos ali sozinho
O pai dela soube disso deu de perna no caminho
Chegando lá até riu da brincadeira.




Forró de Caruaru
Zé Dantas


No forró de Sá Joaninha
No Caruarú
Cumpade Mané Bento
Só fartava tu
Nunca vi meu cumpade
Forgansa tão boa
tão cheia de brinquedo, de animação
Bebendo na função
Nós dansemo sem pará
Num galope de matá

Mas arta madrugada
Pro mode uma danada
Qui vei de Tacaratú
Matemo dois sordado
Quato cabo e um sargento
Cumpade Mané Bento
Só fartava tú
Meu irmão Jisuino
Grudô numa nega
Chamego dum sujeito valente e brigão
Eu vi qui a confusão
Não tardava cumeçá
Pois o cabra de punhá
Cum cara de assassino
Partiu prá Jisuino
tava feito o sururú
Matemo dois sordado
Quato cabo e um sargento
Cumpade Mané Bento
Só fartava tú
Pro Dotô Delegado
Que veio trombudo
Eu diche que naquela grande confusão
Só hove uns arranhão
Mas o cabra morredô
Nesse tempo de calô
Tem a carne reimosa
O véi zombô da prosa
Fugi do Caruarú
Matemo dois sordado
Quato cabo e um sargento
Cumpade mané Bento.






"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!"

5 comentários:

  1. Parabéns e agradeciementos pelo seu trabalho. Dois grandes e poderosos nomes da nossa arte mais autêntica. Não há quem consiga ficar parado com letra e música dessa dupla. É por trabalhos como esse seu (divulgar, difundir, incentivar) que ainda vemos que há brasileiros preservando nossa cultura.

    Forte abraço,

    hmoura, editor de
    viratexto.net

    . . .

    ResponderExcluir
  2. A Arte Do Meu Povo, parabéns a todos que fazem parte desta maravilhosa página, ainda mais quando recebemos um grande aprendizado através de todos(as) os(as) senhores(as), sobre a vida deste grande fenômeno chamado Zé Dantas, um dos nossos maiores autores da nossa Cultura Popular Nordestina, o nosso verdadeiro doutor do Baião, Xote, Forró e Marchas Juninas...Grandes clássicos que vivem e sobrevivem na mente e no coração do nosso povo nordestino e, porque não vos dizer do nosso povo brasileiro. Através do nosso saudoso eterno lembrado, nosso grande interprete Luiz Gonzaga do Nascimento - O nosso Rei do Baião ***** Obrigado à todos os senhores deste maravilhoso Blog, por nos deixar participar desta maravilhosa página tão especial e digna aos nossos queridos amados representantes da nossa cultura popular nordestina... Vossa Excelência: Luiz Gonzaga do Nascimento e Nosso Embaixador: Zé Dantas - Diretos do Pernambuco para todos os Continentes do nosso Planeta Terra... Abraços à todos muita Luz, que o bom Deus os ilumine à todos os senhores desta maravilhosa Página Eletrônica chamada.... A Arte Do Meu Povo.... A quem nós deixa-mos o nosso Forte abraço, até outra oportunidade... Eddy Lima e Banda Raízes do Nordeste ***** Eddy Lima Show - O Interprete de Luiz Gonzaga do Nascimento - O Rei do Baião e seus Parceiros Musicais *****Eddy Lima Show ****

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Excluir
  3. Como tem gente boa nesse Nordeste de meu Deus!!!!!Pena que o próprio nordestino não saiba dar valor. Parabéns pleo Blog. Presta um grande serviço à cultura nordestina.
    Paulo Gondim

    ResponderExcluir
  4. Quando vejo um cantador
    Com a viola na mão
    Tirando verso do pinho
    Do Fundo do coração
    Dá uma vontade danada
    De botar o pé na estrada
    E voltar pro meu Sertão!

    Paulo Gondim

    ResponderExcluir