sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Juraci Dórea - Mais Um Orgulho Do Sertão Nordestino!

 
O “A Arte Do Meu Povo” trás mais um dos grandes artistas que esse nosso Nordeste tem a honra de ter como filho. Hoje você vai conhecer um pouco sobre Juraci Dórea e a sua arte sertaneja.

 
 
Isso seria impossível de ser feito sem a ajuda das informações contidas os sites pesquisados, que aqui fazemos questão de citar e dar os devidos créditos. Primeiro o http://www1.uefs.br/nes/juracidorea/interno.php?secao=biografia , que nos trás a seguinte informação sobre o artista:


“JURACI DÓREA (Juraci Dórea Falcão) nasceu em Feira de Santana, Bahia, em 15 de outubro de 1944. Filho de Elberto Lisboa Falcão e Julieta Dórea Falcão. Arquiteto diplomado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (dezembro de 1968).
 
Dirigiu o Departamento de Cultura do Município de Feira de Santana, na administração do professor José Raimundo Pereira de Azevedo, de 1994 a 1996, período em que idealizou o Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana (março de 2003).

 
Dedica-se às artes plásticas desde o começo dos anos 60 e já participou de numerosas exposições no Brasil e no exterior.”

 
Em outra  matéria do site http://www1.uefs.br/nes/juracidorea/interno.php?secao=artista_pinturas, sob o título ”JURACI DÓREA, o recriador do sertão” encontramos os seguintes textos:

 
“O discurso de Juraci Dórea é grandiloqüente e cheio de surpresas. O que faz dele um cronista do sertão e da brasilidade é o seu vivenciamento dentro do seu tema. Criatura e criador se fundem nos confins do sertão agreste. Seu objetivo é triplo: a imperiosidade de registrar o real dentro da sua contemporaneidade, viver o seu tema e criar o belo e o coloquial. Aí surge a nossa reflexão do que caracteriza sua pintura no oculto dialogar das suas figuras. Este é o seu mistério, mistério que desenvolveu criando indagações, pintando e construindo “esculturas símbolos” nas cercanias de pequenos povoados sertanejos dando assim a razão da sua arte. Tudo isto surge dentro da sua identidade geográfica e não frieza dos estúdios urbanos, recriando valores populares, onde o espaço é mais primordial do que o tempo. A atmosfera conseqüente das suas experiências nas cores e na técnica apurada é que o faz um dos mais importantes artistas brasileiros do momento. E a sua história continua a ser contada indefinidamente resultante do seu grande talento e capacidade de trabalho.(Calasans Neto)
Texto extraído do catálogo da exposição no Museu Regional de Feira de Santana/BA, em 1986.
 
A obra de Juraci Dórea abre-se como um estandarte sobre a vida sertaneja. Nela, viceja o espírito de um povo simples e humilde do Sertão, elevam-se grandes referências da cultura popular. Sobretudo, uma obra que se plasma nos largos gestos da arte contemporânea em que o artista se insere, enriquecendo-a com suas peculiaridades. Poeta do cotidiano sertanejo, e atento aos sonhos, crenças e mistérios que tecem o Sertão, Juraci Dórea encena a multiplicidade, na qual afloram sua variedade de temas e gentes, de gestos e atos, de falas, texturas, bichos e astros. Performa, ainda, um universo de singulridades, lavrando em casa coisa uma densa temporalidade e uma aura mítica. A obra de Juraci Dórea é diversa em suas formas e efeitos. Visceralmente documental, espraia-se contudo, no vasto território dos símbolos. Potencializa-se em gestos ancestrais, dobra-se em forças líricas. Sertão. O que seria apenas fluxo do tempo, peripécias corriqueiras da vida, ganha aura poética ou mesmo profética, ganha corpo perene nos gestos performáticos que captam o exercício humano de viver, de conviver – Amar, Lutar, Labutar, Sonhar, Prosear, Criar...(Rubens Alves Pereira)
Texto extraído do catálogo da exposição Cenas Brasileiras/ 2007 "

 
Se desejar saber mais sobre Juraci Dórea aconselho a buscar outras fontes na internet. Vale a pena conhecer esse e outros artistas que tanto engrandece a nossa Boa Cultura!


E  VIVA A ARTE DO MEU POVO!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Artista Pedro Lima E A Chapada Diamantina


O “A Arte Do Meu Povo” tem a honra de apresentar-lhe outro Grande Artista Plástico do Nordeste do Brasil.

O Mestre Pedro Lima é da cidade de Seabra na Chapada Diamantina, estado da Bahia do Nordeste Brasileiro. O artista trás junto com a sua sensibilidade artística a simplicidade, a harmonia e a tranquilidade das pessoas da Chapada baiana.

                                          Pedro Lima. Foto: Enilson Lázaro
 
Convido você a conhecer Pedro Lima...




SEABRA - Pedro Lima


Inspirado pelas habilidades da mãe em diferentes áreas, Pedro Lima desenha desde criança, quando os professores descobriram seu talento e começaram a solicitá-lo para encantar as aulas e os eventos escolares. A vivência na zona rural marcou o seu estilo. Atualmente o artista plástico já acumula mais de dois mil trabalhos e é conhecido pela diversidade temática de sua produção. Ele passeia pelo surrealismo, impressionismo e hiper-realismo, retratando tanto os cenários naturais da Chapada Diamantina quanto seus personagens, em ações do cotidiano, e problemas sociais.Com a obra “Tapando o sol com a peneira”, ele foi premiado nos Salões de Artes Visuais da Bahia 2014 (Etapa Barreiras).”


Já o jornalista Pedro Moraes utilizando o seu  https://pmoraes.wordpress.com/tag/pedro-lima/  , diz o seguinte sobre o artista:


[...]Pedro Lima é um artista versátil, tem uma obra marcada por várias fases, desde as paisagens e cozinhas do interior a pintura abstrata. Galvão Júnior  traz nessa exposição coletiva, quadros que representam  a temática sertaneja, entrelaçando-a com a tecnologia. Akarneiro, pinta elementos da alma sertaneja como flores de mandacaru, quiabento, barrigudas, carros de boi, com um toque de surrealismo, no estilo que o pintor chama de  Surrealismo Sertanejo. Fernando Queiroz tem uma pintura realista, mostrando o dia-a-dia do homem do campo.[...]”


 Enilson Lázaro usando a sua página no face (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208024421799206&set=o.396644960444392&type=3) informou o seguinte :

O artista plástico Pedro Lima lançou o Projeto “Seabra em Tela, Outros Olhares”, através do qual pretende retratar as principais vilas e povoados do Município. O projeto do artista é percorrer as principais localidades e com “olhar de artista” transferir para tela um pouco da história do Município.

O projeto está em andamento com telas já pintadas dos Povoado de Alagadiço, Sonhém, Basílio, Serra do Queimadão, Baixão Velho, Lagoa do Baixão e Baixaozinho, respetivamente do Município de Seabra. 

 Dentre os Povoados escolhidos, além dos já realizados, fazem parte do roteiro Lagoa da Boa Vista, Campestre, Gado Bravo, Matinha dos Mendes, Olhos D’Água do Antônio Francisco, Velame, Jatobá, Cascudo, Cochó do Malheiro, Baraúnas do Malheiro, Varzea, Bebedouro, Lagoa do Baixão, Prata e Churé. Outras localidades poderão ser visitadas, preferencialmente aquelas que possuem aglomeração antiga, que contenha uma história ou cenas ímpar para ser registrada.

A pretensão do artista é que no mês de junho de 2016, fará uma exposição dos trabalhos. O título do projeto é sugestivo para uma perspectiva de "outros olhares" das nossas raízes.”


 E na sua página oficial do face (https://www.facebook.com/Artista-Pedro-Lima-396644960444392/about/?entry_point=page_nav_about_item&tab=page_info) o artista nos diz apenas isso:





 Pedro Lima, pintor Baiano de Seabra na Chapada Diamantina.”


 Conheça mais sobre o Artista Plástico Pedro Lima no Blog do mesmo:

"http://pedrolimacores.blogspot.com/2012/07/pintor-pedro-lima.html"




E     "VIVA A ARTE DO MEU POVO"!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Fernando Queiroz - Mais Um Grande Artista do Nordeste!



O “A Arte do Meu Povo” apresenta para você mais um grande artista brasileiro, nordestino e baiano.

Como diz o célebre Rolando Boldrin: "É preciso tirar o Brasil da gaveta!"

Concordando com essa frase e acreditando que ao contrário do que a grande mídia quer nos convencer, de que hoje vivemos uma crise cultural, com produções pobres e de baixa qualidade.

O “ A Arte Do Meu Povo” mostra que tem muita gente boa fazendo coisas boas, em todos os campos da Arte, defendendo até que existe mais gente boa fazendo coisa boa, do que gente fazendo o que não presta. O que é preciso, é divulgar esses artistas e esses trabalhos maravilhosos.


Assim, você é convidado agora a conhecer o Artista Plástico Fernando Queiroz, nascido no dia 11 de abril de 1974, na ciadade de Barra Do Rio Grande, no da estado Bahia, onde vive até hoje.



Fernando Queiroz nasceu e mora na cidade da Barra-BA, na confluência do rio Grande com o São Francisco.[...]”




Quem é ele?

José Fernando de Oliveira Queiroz, 36 anos e é natural da cidade de Barra - BA.
Profissão: Artista- Pintor

"É difícil falar de nós mesmo, mas sou uma pessoa que sempre procura entender o próximo"(Fernando Queiroz) 

ENTREVISTA:

Poly- Como e quando surgiu seu interesse pela pintura? 

Fernando- Como todos os artistas desde criança já amava o desenho a pintura já sonhava com paisagens

Poly- Você acha que seu trabalho tem o valor que merece?

Fernando- O valor começa com o próprio artista ele tem que passar essa convicção claro reconhecendo suas limitações eu posso falar que graças a Deus que estou sendo valorizado com meu trabalho

Poly- Qual a sua inspiração para as suas produções artística?

Fernando- Meus temas são inspirados em cenas reais a vida do povo ribeirinho e seu modo de vida e costumes,lavadeiras, pescadores e demais cenas que mostram vida do homem do sertão.Eu procuro no meu trabalho, mostrar aspectos simples da vida humana. Meus personagens demonstram, que apesar das dificuldades inerentes a existência, a vida continua. Renoir disse um dia que a vida já tinha muita coisa horrível pra serem mostradas. Eu me apego a esta verdade eu acho que a arte é pra dar conforto e esperança as pessoas. "

Poly- Quanto custa em média seus quadros?

Fernando- Depende do tamanho e da composição os valores variam muito.

Poly- Qual a sua obra de maior orgulho até hoje?

Fernando- Tem varias, mas posso citar entre elas as telas Raízes, fim da temporada de pesca, Fim de tarde, O barquinho, pesca farta, Os ciganos ...

Poly- Seus anseios para o futuro?

Fernando-Ver meu trabalho em grandes galerias e sendo valorizado entre os marchands, pois isso é o objetivo de quase todo artista.

Poly- Onde já expôs seu trabalho até hoje?

Fernando- Em pequenas galerias em Salvador exposição no banco do Brasil em algumas cidades do interior da Bahia e em uma revista dedicada a pintura




Poly- Qual a técnica que vc usa pra pintar?

Fernando- È pincelada solta toques rápidos pintura que funciona se olhada a certa distância, ou seja, Impressionismo puro!

Poly- Fernando Queiroz, tem Ídolos?


Fernando-Vários o Impressionismo Francês, Monet,Pissarro,Sysley a Escola de Barbizon e pintores como Emile Gruppé,Dan Gerhartz,Foster Caddel,Scott Burdick,Paul Strisik alista é enorme... “

Já no site http://museudeartecontemporaneamac.blogspot.com.br/ , encontrou-se o seguinte texto:

Fernando Queiroz 



JOSÉ FERNANDO DE OLIVEIRA QUEIROZ nasceu na cidade de Barra, na confluência do Rio Grande com o São Francisco, no Estado da Bahia, Brasil. Autodidata, desde criança pintava e desenhava, desenvolvendo um grande talento para as artes plásticas.  A simplicidade de seus temas nos leva a um resgate da infância e dos sentimentos, à essência do homem, uma visão poética de quem convive com as cenas do Velho Chico, como é chamado carinhosamente o Rio São Francisco. 


O artista, que já participou de diversas exposições, possui trabalhos em grande parte do país e no exterior, como Estados Unidos, França e Itália. 



O artista sofreu influências da Escola de Barbizon e os impressionistas. Fernando se especializou em óleo sobre tela.


Segundo Fernando: "Trago de uma maneira pitoresca e colorida um pouco do universo poético do povo ribeirinho, muitas vezes distante da realidade dos grandes centros urbanos".[...]





Você pode entrar em contato com o Artista através do facebook que é Fernando Queiroz



 ou pelo telefone celular de número (74) 98828-3260.




E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Padre Antonio Vieira E os Modos do Verbo Furtar

 
Padre Antonio Vieira E os Modos do Verbo Furtar
Nivaldo CruzCredo
28.11.2015



1
O lendário e histórico
Padre Antonio Vieira
Dono de uma oratória
Invejável e verdadeira
O maior orador que pisou
Nesta terra brasileira.
 
2
Em um meia cinco cinco(1655)
Fez um discurso belo
Para Rei João IV
E sua corte em paralelo
Usando o seu dom
 Afiado como cutelo.
 
3
Foi na bonita Lisboa,
A famosa capital
Da nossa metrópole,
Importante Portugal,
Mas o assunto foi um
Brasil que parece  atual.
 
4
Ele apresentou ali, todos
Os modos do verbo furtar
No sermão do Bom ladrão
Para assim  bem ilustrar
O que acontecia aqui
E para todos vir mostrar.
 
5
Ele bem disse quase assim
“- Tanto que aqui chegam,
Começam a furtar pelo
Modo indicativo, (vejam),
Porque a primeira informação
Que dos antigos  desejam.
 
6
E a estes chegam pedir
Que lhes possam apontar,
Os caminhos por onde
Eles possam furtar,
 Querendo que indiquem
Como tudo abarcar.

7
- Furtam pelo  imperativo,
Porque como têm o mero
 Poder, todo ele aplicam
Despoticamente com esmero
Para as execuções da rapina,
Parecendo o próprio Nero.
 
8
 Furtam pelo mandativo,
Aceitam quanto lhes mandam;
Para que mandem todos,
Os que por ali andam,
Assim , não são aceitos
Os que não mandam e desandam.
 
9
 Furtam pelo optativo,
Desejando quanto parece bem,
E gabando as coisas desejadas,
Não se importando quem
Sejam os donos delas,
As fazem suas, também.
 
10
- Furtam pelo conjuntivo,
Porque ajuntam o seu cabedal
Com os que manejam muito,
Achando coisa natural,
Basta só que ajuntem ,
Sendo meeiros na ganância tal.
 
11
Continuam furtando
- Furtam pelo  potencial,
Porque sem  ter pretexto,
Nem cerimônia coisa e tal,
Usam de sua potência,
Em todo ato imoral.
 
12
- Furtam pelo  permissivo,
Porque permitem que furtem,
Todos os outros que queiram
Que também  isso curtem,
Estes compram permissões,
Das quais aqueles se nutrem.
 
13
- Furtam pelo  infinitivo,
Porque não tem fim o furtar
Com o fim de um governo,
Eles buscam outro lugar
E sempre  deixam raízes,
Para os furtos continuar.

14
- Estes  modos conjugam
Por todas as tais pessoas;
Porque a primeira  do verbo
É a sua mesmo e não é  atoa
As segundas os seus auxiliares
Que também ficam numa boa.
 
15
Já as terceiras, quantas para
Isso têm industria e ciência,
Assim todos e todas roubam,
Sem nem se quer prudência,
Se achado nesse direito,
Fazendo disso a providência.
 
16
Através de  todos os tempos,
Eles furtam juntamente,
Já que no real o seu tempo,
Sempre é mesmo o  presente,
Colhem quanto pode  dá
Seu mandato inconsequente.
 
17
Para incluírem no presente,
O pretérito e o tal  futuro
Do pretérito desenterram,
Crime ficando maduro,
Qual vendem  perdões e
Dívidas esquecidas, a juro.
 
18
Que se pagam inteiramente,
Do futuro  eles empenham
As rendas  que antecipam
Os contratos que convenham
Com que tudo o caído e não
Caído as mãos lhe venham.
 
19
- Finalmente  nos mesmos tempos
 Não escapam os imperfeitos,
Perfeitos, plusquam perfeitos,
E quaisquer outros, nos direitos
Furtam, furtaram, furtavam,
Furtariam dos mesmos jeitos.
 
20
Em todos os seus tempos,
Haveriam mesmo de furtar
Porque não escolhem mesmo
Nem tempo certo para estar,
Mais se mais houvesse
Iam no seu nome colocar.

21
Em suma que o resumo
De toda rapante conjugação
Vem desta ser o supino
Do mesmo verbo em ação,
A furtar mesmo para furtar.
Sem medo e com noção.
 
22
Quando eles têm conjugado
Assim toda  voz ativa,
E o miserável povo
Suportado a passiva,
Eles, como se tivera feito
Grandes serviços, dão viva.

23
Com  essa roubalheira
Tornam a seus Estados
Muito mais pobres
De despojos carregados,
Fica mesmo consumido,
Ficando  assim roubado.

24
Cada mandato destes,
Em própria significação
Vem a ser uma licença
Geral in scriptis, então
Ou um passaporte
Para furtar a nação.”

25
Viu-se os modos do verbo furtar,
Modo imperativo, modo mandativo,
Modo optativo, modo potencial,
Modo conjuntivo, modo permissivo
Seus  tempos e suas pessoas
E até o modo infinitivo.

26
Foi o Padre Antonio Vieira
Que assim mesmo falou
Lá no século dezessete
No sermão que comandou
Todos os modos do verbo
Furtar no Brasil apresentou.

27
Roubar dinheiro público
Aqui não é novidade
Seja império ou república
Sempre roubaram de verdade
E o povo sempre pagou
Com  sua ingenuidade.

28
Sempre foi massa de manobra
Para os ratos do poder,
O que verdadeiramente
Precisa mesmo saber,
É  sua história real,
Para poder se defender.
 
29
Então não caia na tal
Armadilha do esperto,
Que quer roubar também,
Haja do jeito certo
Procure, busque, pesquise
Em dados de longe e de perto.
 
30
Assim forme você mesmo
Sua ideia e  opinião,
Não caia nas asneiras
Que fala a televisão,
Os sites,  rádios, jornais
Os meios de comunicação.
 
31
Pois todos  eles defendem
O grupo a qual pertencem
E não estão com o povo,
Como querem que pensem
Por isso não se iluda,
Senão são eles que vencem.

32
O sermão do bom ladrão
É na internet que está,
Peço que procure e busque
Tenho certeza  vai encontrar
E se lê-lo todo e com calma
Um bom texto vai achar.
















Inspirado no sermão do Bom ladrão do Padre Antônio Vieira que nasceu em Lisboa, em 1608, e morreu na Bahia, em 1697.
Com sete anos de idade, veio para o Brasil e entrou para a Companhia de Jesus.
Por defender posições favoráveis aos índios e aos judeus, foi condenado à prisão pela Inquisição, onde ficou por dois anos.
O Sermão do Bom Ladrão, foi escrito em 1655, pelo Padre Antônio Vieira.
Ele proferiu este sermão na Igreja da Misericórdia de Lisboa (Conceição Velha), perante D. João IV e sua corte. Lá também estavam os maiores dignitários do reino, juízes, ministros e conselheiros.



Fontes: http://www.passeiweb.com/estudos/livros/sermao_do_bom_ladrao e http://www.soliteratura.com.br/barroco/barroco06.php






quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

LAUDATO SI', PAPA FRANCISCO!








 
LAUDATO SI', PAPA FRANCISCO!
Nivaldo CruzCredo




1
Jorge Mario Bergoglio,
Primeiro papa americano,
Em 13 de março de 13,
Foi eleito soberano,
Na atual igreja Católica
Ficou no primeiro plano.



2
17 de dezembro de 1936
Nasceu ele na Argentina,
É da companhia de Jesus
Da América Latina,
Defender o mais carente
É sua opção, missão e sina.


3
O nome de Francisco,
O papa logo assumiu,
Compromisso com o pobre
Foi o que ele sugeriu,
Adotando o nome do santo
Mais popular que surgiu.


4
No seu pontificado
A igreja toma outro rumo,
Voltando-se para humildade
Retornando ao seu prumo,
Nos ensinamentos do Cristo
Vive o pontífice sumo.


5
Pelo Espirito Santo,
Ele vem sendo guiado,
Assim fala o seu povo,
Sobre seu pontificado,
Cada dia em cada canto
Ele fica mais amado.

6
Dar exemplos concretos
Da sua grande humildade,
Recenbendo a todos
Com imensa bondade,
Passa para quem é cristão
Ou não, muita sinceridade.

7
O nosso Papa Franciso
Vem ganhando simpatia,
De toda a humanidade
Que o recebe com alegria,
Nesse tempo atribulado
Com tanta hipocresia.

8
Francisco é esperança,
De um tempo novo
Com mais vida para
O planeta e para o povo,
Assim cada um pensa,
-Eu rogo, eu louvo!

9
Em 15 no terceiro ano
Da sua bela gestão,
Francisco nos dá,
Uma carta reflexão,
É a Laudato Si' uma
Encíclica de comunhão.

10
Laudato Si' em latim,
Significa louvado sejas,
E era o cantava Francisco,
Nas horas benfazejas,
Nosso santo humilde
Agradecendo pelas elezas.

11
Agradecendo a Deus,
Nosso Francisco de Assis,
“Laudato Si', Mi' Signore”,
Cantava muito feliz,
Vivendo na sua humildade
Livre como um Concriz.

12
Assim Francisco, o Papa
Para todos nós escreveu,
Esta carta encíclica
Que o seu povo recebeu,
Como um documento
De muito interesse seu.

13
A primeira encíclica papal
Do nosso Papa Francisco,
Vem alertar a todos e todas
Sobre esse grande risco,
Do mau trato com a natureza
O extermínio do nosso aprisco.

14
Ele começa mostrando
O que a Igreja já falou,
Sobre esse assunto
O que já se divulgou,
Fala de São Francisco
E que se preocupou.

15
O Papa Paulo Sexto disse
“Por causa da exploração
A natureza e o homem
Corre risco de destruição.”
Isso foi em 75 e até
Hoje continua a degradção.

16
São João Paulo Segundo
Chegou até advertir
“Que ao homem só preocupava
O que podia consumir,
Sem se dar conta do mal
Que no futuro podia vir.”

17
Bento Dezesseis convidou
“ Eliminar as disfunções
Na economia mundial,
Sugerindo as nações,
Cuidar do meio ambiente
Para as futuras gerações.”

18
Bartolomeu, o patriarca,
Chama nossa atenção,
“ Crime contra a natureza
É crime contra nós é o irmão
E é um grande pecado
Contra Deus, pai da criação.”

19
O Papa Francisco mostra
O que está acontecendo,
Com a nossa casa comum
Que está mesmo padecendo,
E de consciência urgente
De nós está carecendo.
20
Todo dia a natureza
Morre por poluição,
Pessoas, plantas e bichos
Que ficam em exposição,
São afetados por gases
Vindos da industrial produção.

21
O desmatemento criminoso,
Descarte de gases na atmosfera
Vão matando nascentes rios,
Acabando com muitas feras
E comprometendo até
As flores da primavera.

22
Provoca mudanças no clima
E com elas a destruição,
Em tragédias naturais
Afetando a população,
Na maioria das vezes
A mais pobre da nação.

23
O consumo irresponsável
Também muito prejudica,
Pois o descarte do resto
Que consome a parte rica,
Vai direto para o ambiente
E a morte lá é que fica.

24
Centena de milhões
É todo ano a produção,
Do lixo do consumo
Da nossa população,
Que leva toda a terra
Para a certa extinção.

25
Custa-nos reconhecer
O funcionamento axemplar,
Da nossa mãe natureza,
Que vem alimentar,
Todos na mais perfeita
Forma de ordenar.

26
Substâncias nutritivas,
Alimentam os vegetais,
Estes servem de alimentos,
Para herbivóros animais,
Que são também comida
Dos carnívoros totais.

27
Uma nova consciência,
Um novo modo de viver,
É que se faz necessário
Para tudo sobreviver,
Se não for assim o amanhã,
Não vai acontecer.

28
Cada um a sua parte
Tem mesmo que fazer
A pessoa comum,
Os que estão no poder
Empresas, Religiões,
Tudo que quer viver.

29
Tem que sair do discurso
E tem que ser agora,
Não se tem mais tempo,
Não se aceita demora,
Porque já pode ser tarde,
O mundo clama melhora.

30
O documento é muito rico
Tem muita explicação,
O Papa fala de tudo
Para nos chamar atenção,
Pois seremos responsáveis
Pela nossa extinção.

31
Ou a gente muda agora
Ou não vai ter futuro não,
Busque estudar a encíclica
Para a nossa salvação,
Laudato Si' é a nauteza
Clamando compaixão.

32
Nós não estamos
Dentro da Natureza,
Nós somos é ela
Tenha disto certeza,
Isso é o que nos mostra
Francisco com clareza.

33
Esta carta do Papa
É de muita importância,
Para todos e todas
Não importa a militância,
Nem credo, nem cor
Todos têm relevância.

34
O assunto é mesmo sério
E tembém é muito urgente,
Não dar mais para esperar,
Bricar com a vida da gente,
Vamos fazer nossa parte
Seja tu ateu ou crente.

35
Não é mais pelos filhos
Ou por nossos herdeiros,
É por cada um de nós
Pois seremos derradeiros,
A natureza está mostrado
Através desses letreiros.

36
O Espirito Santo de Deus,
Acredito e ouso a dizer,
É que fala por Francisco,
Para a gente copreender,
O risco que corremos se
A mudança não acontecer.

37
Pela Enciclica Laudato SI',
Que tu sejas louvado,
Querido Papa Francisco,
Por ter nos presenteado
Com este documento que
Deixa teu povo alertado.

38
Agora é com a gente,
Essa é a nossa missão,
Divulgar para todo mundo
Essa verdadeira lição,
Estou fazendo minha parte,
Espero a sua meu irmão.

39
Escreví esse folheto,
Só para nos mostrar,
Que a culpa é nossa,
Do mundo está como está
E só depende de nós
Para ele melhorar.


40
Nossos hábitos de vida
Precisamos mesmo mudar
Consumir bem menos
E aprender a reciclar,
Viver na humildade
Senão tudo vai acabar.








Fonte do desenho : caricatura do Papa Francisco por Amarildo. Disponível em: amarildocharge.wordpress.com