sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Janete Lainha: Uma Verdadeira Mestra Da Cultura


Hoje o “A Arte Do Meu Povo” apresenta essa grande artista, ela é um misto de Atriz, Poetisa, Cordelista, Artista Plástica, Xilogravurista. Além disso tudo, ainda é incentivadora, fomentadora e produtora Cultural, para ela cabe sim e muito bem o título de Mestra da Cultura. Estamos falando de Janete Lainha, uma grapiúna virada na gota. Mulher de Raça, Talento e Fé. 
Na pesquisa feita, encontrou-se esse belo texto no endereço eletrônico https://ilheuscomamor.wordpress.com/category/janete-lainha/, que define muito bem essa grande Artista, Baiana e Nordestina!Então vamos conhecer um pouco de quem é Janete Lainha:


A cabeça das pessoas é algo muito interessante e contraditório. Enquanto algumas gostam do amarelo, outras preferem o azul. Isso para se falar de gosto. Quanto aos costumes, existem muitas outras coisas ainda mais interessantes. Alguns acham que determinados costumes são permitidos, e não há nada demais em fazê-lo, outros acham um absurdo. E por aí vai. Essa conversa toda é para falar dos romances de Jorge Amado. Enquanto alguns se escandalizam com suas histórias, outros querem assumir tal ou qual personagem. Enquanto alguns entendem que Gabriela é uma “devassa”, outras sentem orgulho de ser cognominada Gabriela.
 Estou falando também, de muitas outras, mas, especificamente de JANETE LAINHA, a “Gabriela de Ilhéus”.
Janete Lainha Coelho nasceu em Ilhéus, num dia em que se comemorava São Jorge, um dos nossos padroeiros. Ela é “filha de Oxossi e, sobretudo, Artista. Apaixonada pela Literatura Universal e todas as formas de Arte, tem uma especial devoção pelo Cordel”.
Janete atua na Casa dos Artistas, no Vesúvio, e em muitos outros lugares, como Gabriela. Atua em muitos outros espetáculos, tendo se transformado em baluarte da cultura popular local.
Seus trabalhos literários são publicados em jornais, revistas e antologias, que impressionam pela força e elegância. Vários destes trabalhos foram premiados em concursos nacionais e em festivais, e atestam a qualidade de sua poética. Seus escritos geralmente comentam, através de uma ótica moderna e universal, o drama do ser humano”.
Janete utiliza o pseudônimo de “Nordestina a trovadora educadora” e uma literatura-informe cultural com rima desprovida e tradição rica.
Em suas publicações, na última página, tem o texto que colocamos a seguir.

 A História recorre cada vez mais a fontes informais para examinar os personagens e fatos que marcam a trajetória de um povo. Seguindo essa tendência, a pesquisadora baiana Janete Lainha Coelho, a Trovadora Educadora se utiliza do cordel. Como cordelista, dispõe de mais de 400 títulos espalhados pelo Brasil. Frágeis folhetos vendidos nas praias (foi pioneira) e feiras nordestinas, para traçar um curioso panorama da realidade brasileira nos últimos anos. Do Cordel ao matuto de Jorge Amado a Minervino Silva, quase nada escapa a crítica mordaz dos poetas populares, com rimas geralmente desprovidas, mas que revelam uma riquíssima visão de mundo."
Para conhecer mais sobre a Artista visite https://www.facebook.com/janete.lainha !

e Viva “A Arte Do Meu Povo”!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Luiz Natividade: Um Presente Das Alagoas Para A Bahia



Hoje é dia de conhecer mais sobre esse grande artista ,Cordelista, Artista Plástico e um dos principais nomes da Xilogravura na Bahia, Luiz Natividade.Embora não seja baiano de nascimento, Luiz é um apaixonado por essa terra mãe do Brasil, aqui formou-se artista, aqui formou família, aqui ele nos dar orgulho. 
Para conhecer mais sobre esse artista buscamos algumas informações no site https://mapadapalavra.ba.gov.br/luiz-natividade/ e são essas informações que você ver abaixo:

 “Luiz Natividade é natural de Junqueiro, Alagoas, nasceu em 07 de maio 1961, filho de Benicio Natividade Costa e Maria Edite Costa. Veio para a Bahia para estudar e por aqui ficou. Foi batizado e registrado como José Luiz Costa, depois entrou na justiça para ratificação de documentos, solicitando o sobrenome da família, Natividade, que seu pai, por falta de instrução, não colocou em sua certidão de nascimento. Teve uma infância feliz no Sítio Vazia de Cima, onde morou até os 6 anos de idade, vendo as festas populares, como Guerreiro, Diana, Chegança e Reisado.
 Depois seu pai transferiu a família para a cidade de Junqueiro, Alagoas, em 1966. Aprendeu com o tio, a fazer suas primeiras cordas de palha de coqueiro e colher de pau. Passava suas tardes na carpintaria do mestre Manoel Marques, homem de inteligência brilhante, Mestre de obras, carpinteiro, incentivador da cultura popular na cidade. Cresceu vendo sua mãe riscando, desenhando, costurando e bordando roupinhas de bebê. Isso contribuiu para sua formação de desenhista. Iniciou seus estudos na Cidade de Junqueiro. ABC na escola rural; depois no Padre Aurélio Góis; e a seguir no Ginásio Nossa Senhora Divina Pastora. Em 1980 muda-se para Salvador, onde completou seus estudos.
 Formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia, Escola de Belas Artes, em 1993. Realizou mais de 50 exposições nos seus 30 anos de arte. Sua primeira foi na cidade de Castro Alves (Bahia), em 1985, a convite do artista plástico Balbino Azevedo; a segunda, na sua cidade Natal, Junqueiro (Alagoas), em 1985. Idealizador do projeto Natividade de Xilogravura, levando essa arte milenar aos quatro cantos do Brasil, fazendo cursos, oficinas e palestras de xilogravuras.
 Tornou-se empreendedor individual em 2010 com literatura e cordel, trazendo a Mini Literatura de Cordel e o manual de xilogravura. Poeta, desenhista, pintor, xilogravador e escritor. Realiza oficinas de xilogravuras e exposições de poemas de cordel em diveros eventos culturais na Bahia e em outros estados.
 Já escreveu os cordéis: Marieta que eu vi viver, O homem da mesa, Manual de xilogravura – uma ideia feita a mão, O orgulhoso que tropeçou na sorte, O mendigo que virou senador, Junqueiro minha vida e vários outros. 

Mantém o blogwww.natividadexilo.blogspot.com, onde divulga seus trabalhos."



e  ' VIVA A ARTE DO MEU POVO'

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Juraci Dórea - Mais Um Orgulho Do Sertão Nordestino!

 
O “A Arte Do Meu Povo” trás mais um dos grandes artistas que esse nosso Nordeste tem a honra de ter como filho. Hoje você vai conhecer um pouco sobre Juraci Dórea e a sua arte sertaneja.

 
 
Isso seria impossível de ser feito sem a ajuda das informações contidas os sites pesquisados, que aqui fazemos questão de citar e dar os devidos créditos. Primeiro o http://www1.uefs.br/nes/juracidorea/interno.php?secao=biografia , que nos trás a seguinte informação sobre o artista:


“JURACI DÓREA (Juraci Dórea Falcão) nasceu em Feira de Santana, Bahia, em 15 de outubro de 1944. Filho de Elberto Lisboa Falcão e Julieta Dórea Falcão. Arquiteto diplomado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (dezembro de 1968).
 
Dirigiu o Departamento de Cultura do Município de Feira de Santana, na administração do professor José Raimundo Pereira de Azevedo, de 1994 a 1996, período em que idealizou o Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana (março de 2003).

 
Dedica-se às artes plásticas desde o começo dos anos 60 e já participou de numerosas exposições no Brasil e no exterior.”

 
Em outra  matéria do site http://www1.uefs.br/nes/juracidorea/interno.php?secao=artista_pinturas, sob o título ”JURACI DÓREA, o recriador do sertão” encontramos os seguintes textos:

 
“O discurso de Juraci Dórea é grandiloqüente e cheio de surpresas. O que faz dele um cronista do sertão e da brasilidade é o seu vivenciamento dentro do seu tema. Criatura e criador se fundem nos confins do sertão agreste. Seu objetivo é triplo: a imperiosidade de registrar o real dentro da sua contemporaneidade, viver o seu tema e criar o belo e o coloquial. Aí surge a nossa reflexão do que caracteriza sua pintura no oculto dialogar das suas figuras. Este é o seu mistério, mistério que desenvolveu criando indagações, pintando e construindo “esculturas símbolos” nas cercanias de pequenos povoados sertanejos dando assim a razão da sua arte. Tudo isto surge dentro da sua identidade geográfica e não frieza dos estúdios urbanos, recriando valores populares, onde o espaço é mais primordial do que o tempo. A atmosfera conseqüente das suas experiências nas cores e na técnica apurada é que o faz um dos mais importantes artistas brasileiros do momento. E a sua história continua a ser contada indefinidamente resultante do seu grande talento e capacidade de trabalho.(Calasans Neto)
Texto extraído do catálogo da exposição no Museu Regional de Feira de Santana/BA, em 1986.
 
A obra de Juraci Dórea abre-se como um estandarte sobre a vida sertaneja. Nela, viceja o espírito de um povo simples e humilde do Sertão, elevam-se grandes referências da cultura popular. Sobretudo, uma obra que se plasma nos largos gestos da arte contemporânea em que o artista se insere, enriquecendo-a com suas peculiaridades. Poeta do cotidiano sertanejo, e atento aos sonhos, crenças e mistérios que tecem o Sertão, Juraci Dórea encena a multiplicidade, na qual afloram sua variedade de temas e gentes, de gestos e atos, de falas, texturas, bichos e astros. Performa, ainda, um universo de singulridades, lavrando em casa coisa uma densa temporalidade e uma aura mítica. A obra de Juraci Dórea é diversa em suas formas e efeitos. Visceralmente documental, espraia-se contudo, no vasto território dos símbolos. Potencializa-se em gestos ancestrais, dobra-se em forças líricas. Sertão. O que seria apenas fluxo do tempo, peripécias corriqueiras da vida, ganha aura poética ou mesmo profética, ganha corpo perene nos gestos performáticos que captam o exercício humano de viver, de conviver – Amar, Lutar, Labutar, Sonhar, Prosear, Criar...(Rubens Alves Pereira)
Texto extraído do catálogo da exposição Cenas Brasileiras/ 2007 "

 
Se desejar saber mais sobre Juraci Dórea aconselho a buscar outras fontes na internet. Vale a pena conhecer esse e outros artistas que tanto engrandece a nossa Boa Cultura!


E  VIVA A ARTE DO MEU POVO!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Artista Pedro Lima E A Chapada Diamantina


O “A Arte Do Meu Povo” tem a honra de apresentar-lhe outro Grande Artista Plástico do Nordeste do Brasil.

O Mestre Pedro Lima é da cidade de Seabra na Chapada Diamantina, estado da Bahia do Nordeste Brasileiro. O artista trás junto com a sua sensibilidade artística a simplicidade, a harmonia e a tranquilidade das pessoas da Chapada baiana.

                                          Pedro Lima. Foto: Enilson Lázaro
 
Convido você a conhecer Pedro Lima...




SEABRA - Pedro Lima


Inspirado pelas habilidades da mãe em diferentes áreas, Pedro Lima desenha desde criança, quando os professores descobriram seu talento e começaram a solicitá-lo para encantar as aulas e os eventos escolares. A vivência na zona rural marcou o seu estilo. Atualmente o artista plástico já acumula mais de dois mil trabalhos e é conhecido pela diversidade temática de sua produção. Ele passeia pelo surrealismo, impressionismo e hiper-realismo, retratando tanto os cenários naturais da Chapada Diamantina quanto seus personagens, em ações do cotidiano, e problemas sociais.Com a obra “Tapando o sol com a peneira”, ele foi premiado nos Salões de Artes Visuais da Bahia 2014 (Etapa Barreiras).”


Já o jornalista Pedro Moraes utilizando o seu  https://pmoraes.wordpress.com/tag/pedro-lima/  , diz o seguinte sobre o artista:


[...]Pedro Lima é um artista versátil, tem uma obra marcada por várias fases, desde as paisagens e cozinhas do interior a pintura abstrata. Galvão Júnior  traz nessa exposição coletiva, quadros que representam  a temática sertaneja, entrelaçando-a com a tecnologia. Akarneiro, pinta elementos da alma sertaneja como flores de mandacaru, quiabento, barrigudas, carros de boi, com um toque de surrealismo, no estilo que o pintor chama de  Surrealismo Sertanejo. Fernando Queiroz tem uma pintura realista, mostrando o dia-a-dia do homem do campo.[...]”


 Enilson Lázaro usando a sua página no face (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208024421799206&set=o.396644960444392&type=3) informou o seguinte :

O artista plástico Pedro Lima lançou o Projeto “Seabra em Tela, Outros Olhares”, através do qual pretende retratar as principais vilas e povoados do Município. O projeto do artista é percorrer as principais localidades e com “olhar de artista” transferir para tela um pouco da história do Município.

O projeto está em andamento com telas já pintadas dos Povoado de Alagadiço, Sonhém, Basílio, Serra do Queimadão, Baixão Velho, Lagoa do Baixão e Baixaozinho, respetivamente do Município de Seabra. 

 Dentre os Povoados escolhidos, além dos já realizados, fazem parte do roteiro Lagoa da Boa Vista, Campestre, Gado Bravo, Matinha dos Mendes, Olhos D’Água do Antônio Francisco, Velame, Jatobá, Cascudo, Cochó do Malheiro, Baraúnas do Malheiro, Varzea, Bebedouro, Lagoa do Baixão, Prata e Churé. Outras localidades poderão ser visitadas, preferencialmente aquelas que possuem aglomeração antiga, que contenha uma história ou cenas ímpar para ser registrada.

A pretensão do artista é que no mês de junho de 2016, fará uma exposição dos trabalhos. O título do projeto é sugestivo para uma perspectiva de "outros olhares" das nossas raízes.”


 E na sua página oficial do face (https://www.facebook.com/Artista-Pedro-Lima-396644960444392/about/?entry_point=page_nav_about_item&tab=page_info) o artista nos diz apenas isso:





 Pedro Lima, pintor Baiano de Seabra na Chapada Diamantina.”


 Conheça mais sobre o Artista Plástico Pedro Lima no Blog do mesmo:

"http://pedrolimacores.blogspot.com/2012/07/pintor-pedro-lima.html"




E     "VIVA A ARTE DO MEU POVO"!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Fernando Queiroz - Mais Um Grande Artista do Nordeste!



O “A Arte do Meu Povo” apresenta para você mais um grande artista brasileiro, nordestino e baiano.

Como diz o célebre Rolando Boldrin: "É preciso tirar o Brasil da gaveta!"

Concordando com essa frase e acreditando que ao contrário do que a grande mídia quer nos convencer, de que hoje vivemos uma crise cultural, com produções pobres e de baixa qualidade.

O “ A Arte Do Meu Povo” mostra que tem muita gente boa fazendo coisas boas, em todos os campos da Arte, defendendo até que existe mais gente boa fazendo coisa boa, do que gente fazendo o que não presta. O que é preciso, é divulgar esses artistas e esses trabalhos maravilhosos.


Assim, você é convidado agora a conhecer o Artista Plástico Fernando Queiroz, nascido no dia 11 de abril de 1974, na ciadade de Barra Do Rio Grande, no da estado Bahia, onde vive até hoje.



Fernando Queiroz nasceu e mora na cidade da Barra-BA, na confluência do rio Grande com o São Francisco.[...]”




Quem é ele?

José Fernando de Oliveira Queiroz, 36 anos e é natural da cidade de Barra - BA.
Profissão: Artista- Pintor

"É difícil falar de nós mesmo, mas sou uma pessoa que sempre procura entender o próximo"(Fernando Queiroz) 

ENTREVISTA:

Poly- Como e quando surgiu seu interesse pela pintura? 

Fernando- Como todos os artistas desde criança já amava o desenho a pintura já sonhava com paisagens

Poly- Você acha que seu trabalho tem o valor que merece?

Fernando- O valor começa com o próprio artista ele tem que passar essa convicção claro reconhecendo suas limitações eu posso falar que graças a Deus que estou sendo valorizado com meu trabalho

Poly- Qual a sua inspiração para as suas produções artística?

Fernando- Meus temas são inspirados em cenas reais a vida do povo ribeirinho e seu modo de vida e costumes,lavadeiras, pescadores e demais cenas que mostram vida do homem do sertão.Eu procuro no meu trabalho, mostrar aspectos simples da vida humana. Meus personagens demonstram, que apesar das dificuldades inerentes a existência, a vida continua. Renoir disse um dia que a vida já tinha muita coisa horrível pra serem mostradas. Eu me apego a esta verdade eu acho que a arte é pra dar conforto e esperança as pessoas. "

Poly- Quanto custa em média seus quadros?

Fernando- Depende do tamanho e da composição os valores variam muito.

Poly- Qual a sua obra de maior orgulho até hoje?

Fernando- Tem varias, mas posso citar entre elas as telas Raízes, fim da temporada de pesca, Fim de tarde, O barquinho, pesca farta, Os ciganos ...

Poly- Seus anseios para o futuro?

Fernando-Ver meu trabalho em grandes galerias e sendo valorizado entre os marchands, pois isso é o objetivo de quase todo artista.

Poly- Onde já expôs seu trabalho até hoje?

Fernando- Em pequenas galerias em Salvador exposição no banco do Brasil em algumas cidades do interior da Bahia e em uma revista dedicada a pintura




Poly- Qual a técnica que vc usa pra pintar?

Fernando- È pincelada solta toques rápidos pintura que funciona se olhada a certa distância, ou seja, Impressionismo puro!

Poly- Fernando Queiroz, tem Ídolos?


Fernando-Vários o Impressionismo Francês, Monet,Pissarro,Sysley a Escola de Barbizon e pintores como Emile Gruppé,Dan Gerhartz,Foster Caddel,Scott Burdick,Paul Strisik alista é enorme... “

Já no site http://museudeartecontemporaneamac.blogspot.com.br/ , encontrou-se o seguinte texto:

Fernando Queiroz 



JOSÉ FERNANDO DE OLIVEIRA QUEIROZ nasceu na cidade de Barra, na confluência do Rio Grande com o São Francisco, no Estado da Bahia, Brasil. Autodidata, desde criança pintava e desenhava, desenvolvendo um grande talento para as artes plásticas.  A simplicidade de seus temas nos leva a um resgate da infância e dos sentimentos, à essência do homem, uma visão poética de quem convive com as cenas do Velho Chico, como é chamado carinhosamente o Rio São Francisco. 


O artista, que já participou de diversas exposições, possui trabalhos em grande parte do país e no exterior, como Estados Unidos, França e Itália. 



O artista sofreu influências da Escola de Barbizon e os impressionistas. Fernando se especializou em óleo sobre tela.


Segundo Fernando: "Trago de uma maneira pitoresca e colorida um pouco do universo poético do povo ribeirinho, muitas vezes distante da realidade dos grandes centros urbanos".[...]





Você pode entrar em contato com o Artista através do facebook que é Fernando Queiroz



 ou pelo telefone celular de número (74) 98828-3260.




E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Padre Antonio Vieira E os Modos do Verbo Furtar

 
Padre Antonio Vieira E os Modos do Verbo Furtar
Nivaldo CruzCredo
28.11.2015



1
O lendário e histórico
Padre Antonio Vieira
Dono de uma oratória
Invejável e verdadeira
O maior orador que pisou
Nesta terra brasileira.
 
2
Em um meia cinco cinco(1655)
Fez um discurso belo
Para Rei João IV
E sua corte em paralelo
Usando o seu dom
 Afiado como cutelo.
 
3
Foi na bonita Lisboa,
A famosa capital
Da nossa metrópole,
Importante Portugal,
Mas o assunto foi um
Brasil que parece  atual.
 
4
Ele apresentou ali, todos
Os modos do verbo furtar
No sermão do Bom ladrão
Para assim  bem ilustrar
O que acontecia aqui
E para todos vir mostrar.
 
5
Ele bem disse quase assim
“- Tanto que aqui chegam,
Começam a furtar pelo
Modo indicativo, (vejam),
Porque a primeira informação
Que dos antigos  desejam.
 
6
E a estes chegam pedir
Que lhes possam apontar,
Os caminhos por onde
Eles possam furtar,
 Querendo que indiquem
Como tudo abarcar.

7
- Furtam pelo  imperativo,
Porque como têm o mero
 Poder, todo ele aplicam
Despoticamente com esmero
Para as execuções da rapina,
Parecendo o próprio Nero.
 
8
 Furtam pelo mandativo,
Aceitam quanto lhes mandam;
Para que mandem todos,
Os que por ali andam,
Assim , não são aceitos
Os que não mandam e desandam.
 
9
 Furtam pelo optativo,
Desejando quanto parece bem,
E gabando as coisas desejadas,
Não se importando quem
Sejam os donos delas,
As fazem suas, também.
 
10
- Furtam pelo conjuntivo,
Porque ajuntam o seu cabedal
Com os que manejam muito,
Achando coisa natural,
Basta só que ajuntem ,
Sendo meeiros na ganância tal.
 
11
Continuam furtando
- Furtam pelo  potencial,
Porque sem  ter pretexto,
Nem cerimônia coisa e tal,
Usam de sua potência,
Em todo ato imoral.
 
12
- Furtam pelo  permissivo,
Porque permitem que furtem,
Todos os outros que queiram
Que também  isso curtem,
Estes compram permissões,
Das quais aqueles se nutrem.
 
13
- Furtam pelo  infinitivo,
Porque não tem fim o furtar
Com o fim de um governo,
Eles buscam outro lugar
E sempre  deixam raízes,
Para os furtos continuar.

14
- Estes  modos conjugam
Por todas as tais pessoas;
Porque a primeira  do verbo
É a sua mesmo e não é  atoa
As segundas os seus auxiliares
Que também ficam numa boa.
 
15
Já as terceiras, quantas para
Isso têm industria e ciência,
Assim todos e todas roubam,
Sem nem se quer prudência,
Se achado nesse direito,
Fazendo disso a providência.
 
16
Através de  todos os tempos,
Eles furtam juntamente,
Já que no real o seu tempo,
Sempre é mesmo o  presente,
Colhem quanto pode  dá
Seu mandato inconsequente.
 
17
Para incluírem no presente,
O pretérito e o tal  futuro
Do pretérito desenterram,
Crime ficando maduro,
Qual vendem  perdões e
Dívidas esquecidas, a juro.
 
18
Que se pagam inteiramente,
Do futuro  eles empenham
As rendas  que antecipam
Os contratos que convenham
Com que tudo o caído e não
Caído as mãos lhe venham.
 
19
- Finalmente  nos mesmos tempos
 Não escapam os imperfeitos,
Perfeitos, plusquam perfeitos,
E quaisquer outros, nos direitos
Furtam, furtaram, furtavam,
Furtariam dos mesmos jeitos.
 
20
Em todos os seus tempos,
Haveriam mesmo de furtar
Porque não escolhem mesmo
Nem tempo certo para estar,
Mais se mais houvesse
Iam no seu nome colocar.

21
Em suma que o resumo
De toda rapante conjugação
Vem desta ser o supino
Do mesmo verbo em ação,
A furtar mesmo para furtar.
Sem medo e com noção.
 
22
Quando eles têm conjugado
Assim toda  voz ativa,
E o miserável povo
Suportado a passiva,
Eles, como se tivera feito
Grandes serviços, dão viva.

23
Com  essa roubalheira
Tornam a seus Estados
Muito mais pobres
De despojos carregados,
Fica mesmo consumido,
Ficando  assim roubado.

24
Cada mandato destes,
Em própria significação
Vem a ser uma licença
Geral in scriptis, então
Ou um passaporte
Para furtar a nação.”

25
Viu-se os modos do verbo furtar,
Modo imperativo, modo mandativo,
Modo optativo, modo potencial,
Modo conjuntivo, modo permissivo
Seus  tempos e suas pessoas
E até o modo infinitivo.

26
Foi o Padre Antonio Vieira
Que assim mesmo falou
Lá no século dezessete
No sermão que comandou
Todos os modos do verbo
Furtar no Brasil apresentou.

27
Roubar dinheiro público
Aqui não é novidade
Seja império ou república
Sempre roubaram de verdade
E o povo sempre pagou
Com  sua ingenuidade.

28
Sempre foi massa de manobra
Para os ratos do poder,
O que verdadeiramente
Precisa mesmo saber,
É  sua história real,
Para poder se defender.
 
29
Então não caia na tal
Armadilha do esperto,
Que quer roubar também,
Haja do jeito certo
Procure, busque, pesquise
Em dados de longe e de perto.
 
30
Assim forme você mesmo
Sua ideia e  opinião,
Não caia nas asneiras
Que fala a televisão,
Os sites,  rádios, jornais
Os meios de comunicação.
 
31
Pois todos  eles defendem
O grupo a qual pertencem
E não estão com o povo,
Como querem que pensem
Por isso não se iluda,
Senão são eles que vencem.

32
O sermão do bom ladrão
É na internet que está,
Peço que procure e busque
Tenho certeza  vai encontrar
E se lê-lo todo e com calma
Um bom texto vai achar.
















Inspirado no sermão do Bom ladrão do Padre Antônio Vieira que nasceu em Lisboa, em 1608, e morreu na Bahia, em 1697.
Com sete anos de idade, veio para o Brasil e entrou para a Companhia de Jesus.
Por defender posições favoráveis aos índios e aos judeus, foi condenado à prisão pela Inquisição, onde ficou por dois anos.
O Sermão do Bom Ladrão, foi escrito em 1655, pelo Padre Antônio Vieira.
Ele proferiu este sermão na Igreja da Misericórdia de Lisboa (Conceição Velha), perante D. João IV e sua corte. Lá também estavam os maiores dignitários do reino, juízes, ministros e conselheiros.



Fontes: http://www.passeiweb.com/estudos/livros/sermao_do_bom_ladrao e http://www.soliteratura.com.br/barroco/barroco06.php