sábado, 31 de agosto de 2013

Por isso digo e acredito, Ler devia ser proibido!

         Em conversa com o amigo Elizeu Filho, ele me convenceu que diante da situação atual da nossa cultura ocidental capitalista, se fosse proibido ler, as pessoa passariam a ler mais.
           Essa conversa me deu a ideia de escrevinhar os versos abaixo.
          Então, dedicada ao amigo Elizeu Filho e a todos e todas que valorizam a literatura, em especial a nossa rica literatura brasileira, apresento:


Por isso digo e acredito,
Ler devia ser proibido! (Para o amigo Elizeu Filho)
(Nivaldo CruzCredo – 31.08.2013)


No mundo atualmente
Tá tudo mesmo aos avesso
Sem local nem endereço
De forma inconsequente,
Pra tudo na vida tem gente
Principalmente o não permitido
Sendo o mocinho bandido,
É erro que não tá escrito
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser proibido!

O errado tá na moda,
Se não pode é que se faz
Ninguém tem mesmo paz
E a maioria não se incomoda,
O quadrado agora é roda,
O bom é o escondido,
Tudo tá bem no fingido
E todo mundo acha bonito,
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser probido!

A leitura é salutar
Pra tudo ela faz bem
Até pra saúde também,
Você pode acreditar,
Não tem por que duvidar,
Nem o que ser discutido
O sujeito é envolvido
Por um texto bem escrito,
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser proibido!

Já que não é valorizado
Aquilo que o bem faz,
Niguém dele vai atrás
É até inferiorizado,
Já que é desvalorizado
Tudo que é permitido,
O bom é o escondido
O que não está escrito,
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser permitido!

Escondido é que é gostoso,
O proibido é bem melhor
O bom é o pior
Ruim é maravilhoso
Decente é indecoroso,
Assim tá sendo percebido,
“ O mundo tá é perdido!”
Diz o velho Benedito,
Por isso digo e acredito,
Ler devias er proibido!

Homem com homem é casal,
Mulher com mulher também é,
A coisa tá virada seu Zé,
Hoje tá tudo normal,
Só o livro não é consumido
No formato devido,
Sabendo do que está escrito,
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser proibido!

A leitura nos liberta
Você pode ter certeza,
Nos faz ver a natureza
E toda verdade certa,
Deixa nossa mente aberta
Pra qualquer acontecido,
Pro que estava escondido
Por qualquer um maldito,
Por isso digo e acredtio,
Ler devia ser proibido!

Se proibir a leitura
As pessoas vão ler mais
Até se viciar é capaz
Nessa poibida aventura
Pois a toda criatura
Fascina o não permitido,
O se fazer escondido,
O praticar o ilícito,
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser proibido!

Fiz foi essa brincadeira
Para chamar sua atenção
Sobre a nossa situação
Que é triste mas verdadeira,
Da realidade brasileira,
Onde o livro é excluído,
O que é resto é permitido,
E quem faz errado é perito,
Por isso digo e acredito,
Ler devia ser proibido!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A Confusão do Tabaco da Véia

Amigos e amigas eis aqui o meu mais novo trabalho. É uma brincadeira mostrando maliciosidade pura e até inocente do meu povo do sertão nordestino bresileiro!




A Confusão do Tabaco da Véia
Nivaldo CruzCredo – 22.08.2103

Numa décima em forma de estrutura
Vou contar uma graça que aconteceu
Com um velho que é amigo meu
A mais simpática e alegre criatura
Tava ele vendendo raspadura
Lá no mei do mercado municipal
Quando apareceu um bruto animal
Ofendendo com toda ingnorância
Se achando de muita importância
Querendo ser aquele senhor tal.

Um rapaz de boa aparência
Não suportou e lhe deceu o porrête
Foi aí que começou o cacete
Depois de toda aquela indecência
Apareceu vindo lá da intendência
Um guardinha da cara de otário
Que se não fosse naquele horário
Ele taria era longe do serviço
E não ia acabar com o rebuliço
Que já tava ficando era precário.


- Chegou a nossa otoridade!!
Gritou Zé que tava era melado
Cheio de cana lá do mercado,
Mas falou com uma sinceridade
Que até parecia ser verdade
Q' ele tivesse aquele tão respeito
Pelo tal quebra-faca do prefeito,
Foi momento cheim de graça
No meio daquela arruaça
Qu'era prova de muito desrrespeito.

O guardinha foi chegando
No mei daquela prezepada
Sem dizer sequer um nada
Toda gente foi empurrando
Foi aí que até quando
O Rapaz de boa aparência
Acertou uma diligência
No tirado a dono do mundo
Que o bendito vagabundo
Quase perde a sua conciência.


Deu uma vuadora retada
Passou por cima do guardinha
Se estatalou lá na mesinha
Que era usada por bancada
Pela velha dona Marivalda
Mulé braba do finado José
Que vendia muitopó de Rapé
Alí naquele lugar da feira,
O negóço num foi brincadeira
Acredite o sinhor se quiser .

O cabra caio de cheio
No mei da mercadoria
Fez uma grande estripulia
Bem lá naqueles meio
O negócio foi, foi feio
Que o produto avuô
E veja o sinhor seu dotô
Onde o danado caiu,
Todo mundo alí riu,
Um séro se quer sobrô.

O tal do tabaco da viúva
Tinha tanto lugar pra cair
Mais achou de pousar logo alí.
Tinha a banca cheia de uva
Ou a barraca da dona Ruiva
Mas caiu num lugar sem jeito
No mei um mói de Picão Preito
Na banca de Ton'i Raizeiro
Pai de santo, candoblezêro
E homi de muito respeito.

Num teve quem segurasse
E num desse uma boa rizada
Daquela situação inesperada
Nem quem alí esperasse
Tinha até que duvidasse
Que aquilo acontecêsse
Que produto alí decêsse
E provocasse a tal situação
O tabaco no mói do picão!
Imagine só o interesse.

Desse momento pra frente
Niguém ligava mais para a briga
Nem queria saber da intriga
Era a tal da cena somente
O assunto alí referente,
- Olha o lugar onde o tabaco caiu!
Gritou o bocudo do muleque Tiziu
A gargalhada foi uma somente
Foi rizarada de toda gente.
Quem tava lá logo sirriu.

O sacristão e o seu padre
Num foram os diferente
Cairam na rizada com toda gente
A cumade e o compadre,
E até a freirinha e a madre
Tudo se afroxô e se derreteu
Com o acontecido que aconteceu
No mei do mercado naquela feira
Era pra ser briga virou brincadeira
E bem foi assim que assucedeu.

O danado do cabra brigão
Ficou foi desorientado
Olhava pra tudo que é lado
E ninguém lhe dava atenção,
O que tava caído no chão
Ficou como cachorro fugido
Sem entender o acontecido
Pois foi ele que a situação gerou
Mas não sabia como provocou
Nem onde tinha caído.

O guardinha feito pateta
No meio daquilo tudo
Ficou besta, ficou mudo
Porque longe de ser poeta
Mais longe de ser profeta
Preferiu num entender
Pra não ter que ir prender
O culpado daquela zuada.
Ou daquela atrapalhada,
Ele nem queria saber.

Equanto a gozação imperava
O guardinha se picou
O que tava caído levantou,
O rapaz bom se ajeitava
A viuva de raiva berrava
O raizeiro sem jeito pedia
Mais respeito naquele dia
Foi aí que o prefeito chegou
E logo que viu perguntou
O motivo da tal rizadaria.

Um engraçadinho gritou então.
E o povo riu ainda mais
Os da frente e os de trás
- Foi o tabaco que caiu no picão!
O prefeito arregalou o zoião
E foi logo dizendo com grosseria
- Me respeite , deixe de ozadia!
Senão mando lhe prender
Aí você vai é bem ver
Onde acaba essa sua leutria.

O padre saiu para defender
Aquele paroquiano ozado,
Mas que não carregava o pecado
De o prefeito querer ofender,
Na verdade ele só fez foi dizer
O que alí tinha acontecido
Foi de um jeito bem lutrido,
Mas foi como o fato se deu
Assim o prefeito entendeu
E o caso ficou resolvido.

Mas a confusão num acabava
A viúva queria saber e ouvir
O seu prejuízo quem ia cobrir,
O raizeiro o mói de picão limpava,
Aí o povo todo ria e espirrava
Com a força daquele tabaco
E não tirava da cabeça um taco
de toda aquela lembrança
Aí é que sorria até velho, e criança
Até mesmo o doente e o fraco.

sábado, 13 de outubro de 2012

O Messias Dos Ricos... De Humildade





As informações aqui contidas,  sobre o mestre, forma encontradas no site http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/B_EcaDeQueiros.htm e são as seguintes:



“Diplomata e escritor muito apreciado em todo o mundo e considerado um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, Eça de Queirós nasceu José Maria Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim-Portugal, no dia 25 de Novembro de 1845. Seu nome muitas vezes tem sido, de forma equivocada, grafado como "Eça de Queiroz".
Eça de Queirós morreu em Paris-França, no dia 16 de Agosto de 1900 (Funeral em Lisboa - 17 de Agosto)



Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Depois de ter estudado nalguns colégios do Porto matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, completando a sua formatura em 1866. Foi depois para Leiria redigir um jornal político, mas não tardou que viesse para Lisboa, onde residia seu pai, e em 1867 estabeleceu-se como advogado, profissão que exerceu algum tempo, mas que abandonou pouco depois, por não lhe parecer que pudesse alcançar um futuro lisonjeiro. Era amigo íntimo de Antero de Quental, com quem viveu fraternalmente, e com ele e outros formou uma ligação seleta e verdadeira agremiação literária para controvérsias humorísticas e instrutivas. Nessas assembléias entraram Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura. “




Agora o A ARTE DO MEU POVO apresenta, a adaptação para Poesia Popular do conto “O Suave Milagre”de Eça de Queirós:



O Messias Dos Ricos... De Humildade
Nivaldo CruzCredo – 13.10.2012

Texto adaptado do conto “O Suave Milagre”, do escritor Eça de Queirós.

Nesse tempo,   Jesus Cristo
Ainda na Galiléia pregava
Falava, ensinava e curava,
Era sempre bem visto
Fazendo muito isto
Nas belas margens do Tiberíade
Como  uma pessoa humilde,
Mas a noticia já se espalhava
Até em Enganim já estava,
Do estado de Issacar, a rica cidade.

Um homem de olhos ardentes
E semblante deslumbrado,
Anunciava em alto brado
Para todos os viventes
Que ficassem bem crentes
Pois existia um profeta novo,
Curando os males do povo
Esse Rabi famoso
Era bem maravilhoso.
Ele dizia: eu rogo, eu louvo!

Esse Rabi novo anunciava
Do reino de Deus a chegada,
Em Magdala, na estrada
Ele fazia milagre, curava
Quem ia até ele, lhe procurava,
Foi bem o que aconteceu
E assim se sucedeu
Com o servo do romano decurião,
Que foi curado de lepra na ocasião
Sem ele nem tocar um membro seu.

A cura aconteceu,
  com sombra da mão
O servo ficou são
E muito lhe agradeceu,
Houve outro milagre seu,
O filho de Jairo, ressuscitou
Quando os  gerassênios visitou,
Jairo era da sinagoga doutor
Dos livros era contador,
Esses milagres a todos assombrou.

Mulheres, pastores, seareiros
Queriam bem saber,
O Jesus conhecer
E ver os milagres verdadeiros
Para não serem os derradeiros
Nessa  tal combinação
De alcançar a salvação
Do Messias da Judéia,
Essa era a ideia
Que tomava a multidão.

Começaram a perguntar
Se diante dele se refugiava
E a espada de fogo estava?
Se as duas  torres haviam de estar
Ao seu lado, a ladear
De um lado a torre de Cogue
E do outro a torre de Mongogue,
Como no livro estava escrito
E nas escrituras bem dito?
O homem só disse: reze e rogue!

Sem mais nada falar,
Ele apanhou o cajado
Sacudiu o cabelo despenteado
E pensativo começou a caminhar,
Sumindo sem rastro deixar,
Mas uma esperança ficou,
O ambiente se transformou,
Será que o Messias tava chegando?
Essa dúvida em  todos estava ficando.
E a pergunta ia se espalhando.

Em Enganim na ocasião vivia
Um velho de nome Obede,
O seu nome descende
Da família Pontifical da sesmaria,
Que sacrifícios no monte Ebal fazia,
Senhor de fartos rebanhos,
E de  Vinhas de diversos tamanhos,
Mas o coração cheio de orgulho
Duro igual a pedregulho
E de gestos bem estranhos.

Porém um vento árido e abrasado
Que das terras de Assur soprava
Suas rezes mais gordas matava,
Deixando ele desesperado
E para aumentar o seu maugrado,
As parreiras das suas vinhas
Ficaram todas sequinhas
Então, ele a Deus foi maldizendo,
Pelo peso da idade gemendo
E cuspindo suas farpinhas.
Apenas ouviu falar no Rabi da Judéia
Que ficou todo animado,
Achando a solução pro seu estado,
Teve logo a brilhante ideia
De buscar na  Galiléia
Esse novo e famoso feiticeiro
E lhe oferecer dinheiro,
Pois devia ser igual aos que havia
Com a diferença de ser nova, sua magia
Era essa a ideia do interesseiro.

Obede ordenou a seus  empregados
Que por toda Galiléia procurassem
E o Rabi novo encontrassem,
Lhe oferecessem  resultados
E presentes jamais esperados,
Mas ao estado de Issacar o levasse
Custasse quanto custasse,
Enganim,  ele tinha que visitar
E sua magia tinha que  utilizar
Para que seu prejuízo acabasse.

Os servos o obedecendo
Amarraram o cinto de couro,
Colocaram moedas de ouro
Quando ia amanhecendo
Pelo caminho foram descendo
Pegaram das Caravanas a estrada
E começaram a empreitada
Em busca de Jesus Cristo,
Pelos lugares onde foi visto
Em sua  grande caminhada.

Depois de muito andar
O Tiberíade resplandeceu
Junto ao dia que amanheceu,
Muito belo naquele lugar,
Sem tempo para desperdiçar,
Eles começaram a perguntas fazer
E sobre Jesus queriam saber,
Ele estava por ali?
Quem conhecia o Rabi?
Ninguém queria dizer.

Mas um pescador que ali estava
Desamarrando sua embarcação,
Deu a eles a informação
De que tanto precisava,
O Rabi que ali ficava
No mês de Ijar, havia partido
E com seus discípulos, tinha subido,
Para os lados que o rio Jordão
Leva suas águas, é a direção
E o caminho a ser seguido.

Não o encontraram no lugar indicado
Nem em qualquer outro lugar,
Depois de cansar de procurar,
Pois em todo o lugar chegado
O Rabi já tinha passado
Para Enganim voltar, resolveram
E  de volta o caminho volveram,
Obede teve grande decepção,
Seus servos falharam na missão,
Mas a história do Cristo conheceram.

Cada dia mais se espelhava
A fama do Rabi de Nazaré,
Filho do carpinteiro José,
Que falava de Deus e curava
Todo aquele que o procurava,
Era também o filho de Maria,
Sua fama Cada vez mais crescia,
Era o Messias  da Judéia.
Naquele tempo lá na Cesaréia
Um centurião áspero e perverso existia.

Por Públio Sétimo era conhecido
Comandava toda a região
Lutou com Tibério, em sua Legião,
Por este foi reconhecido,
Com grandes somas era ele mantido,
Mas tinha uma enorme tristeza,
Sua filha, a maior riqueza,
De um grande mal sofria
Que aos poucos lhe consumia,
Sua morte já era certeza.

Quando soube do Nazareno,
Públio os soldados reuniu
Com armas e mantimentos supriu
Do grande ao pequeno,
Com jeito pouco sereno
Todo o exercito ordenou
Trouxesse até ele, o superior,
O novo famoso Rabi,
- Quero ele bem aqui!
Foi o que o centurião falou.

Sétimo do seu jeito acreditava,
Se Cristo um pobre ressucitou ,
E das mãos da morte ele o tirou,
Sua filha Jesus curava,
Se isso fizesse muita riqueza lhe dava,
Tudo que quisesse, daria,
Mas sua filha saudável queria,
Os soldado, saíram a procura,
Começaram essa missão dura
De encontrar o filho de Maria.

O exercito de Públio Centurião
Tiveram os mesmos resultados
Que de Obede o empregados,
Buscaram por toda a região,
Invadiram casas, templos, plantação
Mas em todo e qualquer  lugar
O Messias tinha acabado de passar,
Nas cidades de Cesaréia, Decápolis, Áscalon,
Jopé, Iduméia, Enganim e Hébron,
Não ficou lugar sem procurar.

Sem mais poder fazer
O exercito para Cesaréia voltou
E a Sétimo se apresentou,
Este teve que reconhecer
E de muito se entristecer,
Em pouco tempo se ouviu
Um grito que invadiu
Toda rua e lugar da cidade,
Aconteceu a prevista fatalidade,
A filha querida de Públio partiu.

Públio chorava e Obede sofria
Essas estórias corriam o mundo
E de um jeito bem profundo
A fama do Cristo crescia
Fortalecendo a cada dia,
Gente de todo lugar
Queriam com ele estar,
Queriam dele saber
O que deviam fazer
Pra das doenças curar.

Entre Enganim e Cesaréia vivia
Uma viúva em penoso estado
Sem saúde e com um filho alejado,
Naquele tempo  mulher que não possuía
Um homem na sua companhia
Era por todos muito rejeitada
E ao léu a pobre era deixada,
Nesse lugar abandonado
Um mendigo velho e cansado
Pediu o favor de uma estada.

A viúva de bom coração
Deu ao  mendigo estadia,
Este repartiu o que trazia,
Um pedaço duro de pão
E ali sentados no chão
Começaram a dialogar,
O mendigo põe-se a contar
Histórias do Rabi que multiplicava
Pão e peixe, curava, ressuscitava
E ensinava como a Deus amar.

Contou o que com Obede aconteceu
E de Públio Sétimo a história,
Os dois não tiveram vitória
Nenhum, o Cristo conheceu,
O dinheiro não exerceu
Sobre Jesus nem um poder,
Nem chegou a conhecer,
Por mais que tivesse tentado
Só chegava  era atrasado,
Ninguém conseguia entender.

A noite por ali passou,
O dia chegou, amanheceu,
O mendigo a viúva agradeceu
E o seu rumo tomou,
Mas sem quere despertou,
Na criança que tudo ouviu
Uma esperança surgiu,
Aquela criatura aleijada
Por  Jesus podia ser curada,
Foi  isso que o menino sentiu.

A criança olhou a mãe e pediu,
- Mãezinha vai ao cristo procurar
E traz ele para mim curar!
A mãe grande tristeza sentiu,
Que até não resistiu
E em prantos respondeu,
- Filhinho quem sou eu,
Uma viúva pobre e abandonada
Que  vive  aqui,  rejeitada
Por fariseu  e judeu .

Não posso aqui te deixar
E ir em busca do Rabi da Galiléia
Se até Públio da Cesaréia
Tentou ele encontrar,
Procurou em todo lugar,
Colocou o seu exercito,
Dele nem chegou perto
E Obede que é abastado
Botou muito empregado
E o Cristo não encontrou decerto.
O menino põe-se a chorar
E disse – Oh mãe, ele ama os pequenos!
Os que não têm venenos,
A senhora vai achar
E trazer ele pra curar,
O meu mal é tão pesado,
Ele vai me deixar sarado,
Eu nisso acredito
Ele é o nosso Cristo
Por Deus foi enviado.

A viúva com toda a comoção
Disse – Filhinho querido
O meu peito está ferido,
Pois não tem solução,
Ninguém na região
A morada do Rabi me apontaria,
Nem comigo falaria,
Se no cristo é grande a bondade,
No homem é grande a maldade,
Eu não o encontraria.

Aquele casebre era  só emoção
Mãe e filho chorando,
O menino acreditando
A mãe na dura desilusão
Foi quando aconteceu então
Uma coisa que atenção chamou  ,
O menino as duas mãos levantou
E disse – Mãe eu quero ver Jesus!
A porta se abriu , entrou uma luz
E Jesus Cristo falou – AQUI ESTOU!

Essa emocionante e bela estória
É do grande Eça de Queirós
Que orgulho traz para nós
Pela sua trajetória
Seu nome estar na história
Da  boa literatura,
Peço enriqueça sua cultura,
Leia livros desse escritor
E conhecerás o esplendor
De tão grande criatura.





"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!!"