sábado, 1 de agosto de 2015

Jan Araújo E A Sua Bela Arte na Cerâmica

 
Convido você para conhecer um pouco de mais um dos grandes do Nordeste. Desta vez o Ceramista e Grande Artista Jan Araújo. Para esta tarefa busquei informações na internet e através do site http://www.marco500.com.br/designers/janaraujo/ descobri o seguinte:

 
“Filho do Mestre artesão Jotacê, o artista baiano Janshid Araújo desde criança fazia bichinhos e flores em cerâmica por diversão.

 
Há mais de 20 anos produz esculturas exclusivas com pinturas em tons suaves e harmoniosos, tendo como inspiração a fauna e a flora misturadas com o sagrado num processo totalmente artesanal.

 
Excelente desenhista, Jan teve facilidade de transferir para o barro todo seu talento, criatividade e habilidade presentes nas suas esculturas.

 
Atualmente produz média 15 esculturas por mês, usando sempre matéria prima de alta qualidade.


São peças em argila modeladas à mão livre, desde a estrutura do corpo até os mais delicados detalhes. Suas peças são pintadas com corantes minerais e vão para queima em forno aquecido a 900º. “
 
Você pode conhecer mais sobre o artista através do facebook pelo endereço https://www.facebook.com/jan.araujo.92?fref=ts 
Esta também é uma forma de entrar em contato com o mesmo!
 
 Sem sombra de dúvidas a obra mais conhecida de Jan Araújo é o Santo Dias Gomes que ele produziu para a Rede Globo de Televisão, sobre esta obra o site oficial da emissora, através do seguinte endereço 
http://gshow.globo.com/novelas/saramandaia/Fique-por-dentro/noticia/2013/06/dias-gomes-vira-santo-dias-padroeiro-de-bole-bole-na-historia-de-ricardo-linhares.html, disse o seguinte:


Ricardo Linhares é fã assumido do trio Dias Gomes, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Segundo ele, os três são como a santíssima trindade da teledramaturgia brasileira. Por isso, quando pensou na sinopse da nova versão de Saramandaia, de Dias Gomes, o autor não titubeou em homenagear o pai da criança: Linhares criou um santo padroeiro para cidade de Bole-Bole. O nome? Santo Dias! Não é genial?
" Toda cidade brasileira tem o seu santo padroeiro. Eu quis fugir do óbvio procurando um santo real para o cargo. Portanto, nada mais natural que em Bole-Bole o padroeiro seja Santo Dias. Inventei esse 'santo' especialmente para a trama. Ao mesmo tempo, trata-se de uma brincadeira, já que o Dias era comunista. Como ele era debochado e bem-humorado, eu sei que apreciaria a ironia dessa situação. Saramandaia é uma comédia onde nada pode ser levado muito a sério", explica Ricardo.
Encomendada pela produção de arte de Saramandaia a pedido de Linhares, a escultura de argila levou três semanas para ficar pronta. A assinatura é do artista baiano Jan Araújo, que tinha o desafio de retratar em sua arte toda a carreira do homenageado. "A orientação era de que a peça deveria retratar a toda a obra do Dias Gomes: teatro, livros, filmes e novelas, dando destaque especial à questão da censura sofrida pelo autor durante o período do regime militar. A coincidência foi que em meu desenho original, fiz o santo com um livro e uma pena nas mãos, o que acabou sendo solicitado posterirormente pela direção da novela."  Jan é representado pela MARCO500, empresa que reúne trabalhos de diversos artistas brasileiros.



 
Linhares não esconde sua surpresa com o resultado. "A escultura realizada foi muito além do que eu havia imaginado. Ficou linda! É um trabalho de grande qualidade. E é totalmente brasileira, remetendo à nossa arte popular. Vai ser muito divertido ver os personagens pedindo benção a Santo Dias/Gomes!"
O autor da segunda versão da nova novela das 23h não nega que bebeu na fonte desses grandes dramaturgos e delega a eles a primazia de terem aberto os caminhos para que sua geração pudesse brilhar hoje nas telinhas. " Dias, Janete e Ivani Ribeiro são os alicerces da teledramaturgia brasileira. Sem eles, não existiria a nossa telenovela, do jeito que a conhecemos hoje. Eles expuseram o Brasil real na TV, misturando folhetim, observação dos costumes e crítica social, numa época de censura férrea. São os nossos pioneiros. Além disso, no teatro, Dias, ao lado de Nelson Rodrigues e Jorge Andrade, foi um dos grandes dramaturgos brasileiros do século passado. Infelizmente, todos esses autores que citei não são devidamente valorizados hoje em dia. Daí, a importância de se fazerem novas versões das obras televisivas que marcaram época."
E então? O Santio Dias ficou a cara de Dias Gomes ou não ficou?"

e VIVA " A ARTE DO MEU POVO"!!!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Antonio Carneiro: O AKarneiro do Sertão Nordestino

 Com o objetivo de mostrar a “Arte do Meu Povo”, apresento-lhe agora o grande Artista Plástico Antonio Carneiro Dourado, artisticamente conhecido por Akarneiro.
 Para essa tarefa utilizaremos as informações contidas no site oficial do artista, o  http://www.akarneiro.com.br, que aconselho você a fazer uma visita e conhecer ainda mais desse grande da nossa cultura.
 
Segundo o site:



AKarneiro - Antônio Carneiro Dourado
Natural da Fazenda Morrinho (de terra de coloração vermelho-pardo) Município de Canarana, Sertão da Bahia. Filho de Manoel Cardoso Dourado e Izaura Carneiro Dourado, aos 16 anos tomou gosto pela sua terra, colocando-a na sua "principiante" forma de pintar.

Pinta suas bruacas, casas de farinha, flores de mandacaru, quiabento, gravatá, barriguda, casinholas, carros de boi e a nossa alma sertaneja.

 
Com os companheiros Pedro Lima, Galvão Júnior, Cleonildo Leite, Magno, Aricélia, Charles, Canarana, André Marques, Joan Sodré, Rosilda e muitos outros; formaram a caravana Ser Tão Baiano a qual percorreu cidades como; Utinga, Barreiras, Seabra e Vitória da Conquista, participando de exposições e outros eventos em centros culturais e espaços publcos.
 
Ao longo de décadas de carreira, Antônio Karneiro afinou gradualmente suas técnicas e seu olhar, tornando-se um pintor multifacetado. Sua mão é clássica. Apesar de autodidata, o artista baiano sorveu com naturalidade os diversos estilos das escolas européias, como se fosse um trabalho ordinário dominar com mérito várias tradições. Estas escolas – realismo, impressionismo, surrealismo, cubismo, expressionismo, e até a pop art – fluem nas telas harmoniosamente. Seu olhar, por outro lado, é bastante particular. 
 Os temas de Karneiro são recorrentes. Em suas vibrantes pinturas nos deparamos com os objetos que coloriram a sua infância sertaneja: cercas delgadas como os dedos de um homem faminto; potes de argila que recendem a sangue; barrigudas curvadas tal qual mães que perderam seus filhos; casebres rústicos que se amontoam como favelas até descansarem nas primeiras nuvens do firmamento; um céu dum laranja vivaz e explosivo que se expande ao limite, antes de se apagar numa leve camada púrpura – um crepúsculo com laivos de esperança. A arte reside na conjunção de ambos.
 A mão e os olhos de Karneiro, como que por magia, criam mundos saborosos, palpáveis, infinitos. E, diante do limiar da moldura, repousa o público. Enquanto apreciamos suas últimas obras, nos perguntamos quais de suas múltiplas facetas estarão ainda por emergir, entre o profundo carmesim de sua paleta de tintas, e a vastidão de uma tela em branco.

Paulo Raviere
Me. Letras e Tradução - UFBA “
 
Curriculum Artístico

Dados pessoais
Nome completo: Antônio Carneiro Dourado
Nascido a 15 de Março de 1960
Nome em citações: AKarneiro
Sexo: masculino
 
Endereço profissional
Local: Ateliê situado a Rua Rio Paraguaçú, 30, Recanto das Arvores, CEP 44900-000 Irecê-BA
Telefones: (74) 3641-6520 / (74) 3641-3303 / (74) 9998-0074
E-mail: akarneiro@akarneiro.com.br
URL da homepage: http:// www.akarneiro.com.br
Face: https://www.facebook.com/antonio.carneiro.9619?fref=ts
 
Atuação profissional
Pintor
Técnico em Artes Gráficas
Formação: Autodidata


Premiações
2008 - Vanguarda do Sertão, evento da Rádio Líder FM
2002 - Medalha de Honra ao Mérito pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
1994 - Cidadão Honorário da cidade de Barro Alto, Bahia
 
Exposições Individuais
2014 - Nada é Para Sempre, Topvel, Irecê, Bahia.
2014 - IFBA, Irecê, Bahia.
2009 - Exposição Resgate Cultural, Mulungu do Morro, Bahia.
2007 - Exposição de Inauguração do Espaço UNEB, Irecê, Bahia.
2000 - Pizza House, Irecê, Bahia.
1998 - Banco do Nordeste, Irecê, Bahia.
1997 - Feira Internacional de Arte e Artesanato Popular (FIAAP), Salvador, Bahia.
1996 - Hotel Golden Palace, Irecê, Bahia.
1995 - Hotel Fiesta, Irecê, Bahia.
1994 - Biblioteca Pública de Irecê, Bahia.
1994 - Baneb, Irecê, Bahia.
1990 - Ser Tão Baiano, Banco do Brasil, Irecê, Bahia.
1989 - Feira do Interior, Salvador, Bahia.
 
Exposições Coletivas

2014 - Arte Cidadã VIII, Centro Cultural Câmara dos Deputados, Brasília, DF.
2013 - Chapadas e Sertões, Topvel, Irecê, Bahia.
2012 - Kombi das Artes, Irevel, Irecê, Bahia.
2011 - Ser Tão Franciscano, Topvel, Irecê, Bahia.
2009 - Novembro Colorido, Topvel, Irecê, Bahia.
2000 - Bier Natal Ireceense, Irecê, Bahia.
1998 - Caravana da Cultura, no Centro de Cultura de Barreiras, Bahia.
1997 - Caravana da Cultura, AABB de Vitória da Conquista, Bahia.
1987 a 1992 - Semana de Arte e Cultura (SEMARC), Irecê, Bahia.
1997 - Topvel Irecê, Bahia.
1993 - Hotel Caraíbas, Irecê, Bahia.

 
Publicação dos livros:
Dourado, Antônio Carneiro. Descobrimento de Salobro, Salobro, 1992. (Desenvolvimento de material didático ou instrucional)
Dourado, Antônio Carneiro. Ser Tão Baiano, Mini-dicionário de Reginalismo, 1987. (Desenvolvimento de material didático ilustrado)



e "VIVA A ARTE DO MEU POVO!"

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Eduardo Lima de Capim Grosso - Ba Para o Mundo



Para isso passamos a utilizar informações  do site oficial do artista, http://ateliereduardolima.xpg.uol.com.br/:

 
         “Eduardo Lima artista plástico baiano, casado, dois filhos. Nascido em 1977 na cidade de Capim Grosso interior da Bahia. Atualmente reside na cidade de Barreiras BA.
Autodidata, desde os dez anos de idade se destaca pelo seu talento artístico. Trabalhou como frentista e pintava nas horas vagas. Hoje dedica-se exclusivamente a arte (Pintura em tela). Já participou de varia exposições coletivas e individuais no Brasil  no exterior. Apaixonado pela arte e por suas raízes nordestinas Eduardo retrata através de suas pinceladas a simplicidade, o cotidiano e a cultura do nordeste.”

 
CURRICULUM 
  • 2005 – Exposição  Individual – Casa da Cultura – Valente - BA
  • 2005 – Exposição Individual – Sicoob – Capim Grosso – BA
  • 2005 – Exposição Coletiva – 5° Concurso Cultural Salão da Editora On-Line – SP
  • 2006 – Exposição Coletiva – 6° Concurso Cultural Salão da Editora On-Line – SP
  • 2006 – Exposição Coletiva – Accademia Internazionale D’arte Moderna AIAM – Roma
  • 2006 – Exposição Coletiva - III Salão de arte brasileira em Viena – Áustria
  • 2006 – Exposição Individual – Palácio das artes – Barreiras – BA
  • 2006 – Exposição Coletiva – Salão Regional - Alagoinhas – BA
  • 2007 – Exposição Coletiva – “London Arte Week” – Londres
  • 2007 – Exposição Coletiva – Salão Internacional da ANAP – Poços de Caldas – MG “

 Você tem mais informações sobre o Artista Plástico Eduardo Lima, e também mais obras expostas, através do facebook, o endereço é o seguinte: https://www.facebook.com/atelieeduardolima .

E VIVA...

"A ARTE DO MEU POVO!!"

sábado, 29 de novembro de 2014

“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado

Nivaldo CruzCredo – 26.12.2014


Quem critica o seu falar
Não aceita seu sotaque
Vive  dando é ataque
Com os costumes do lugar
E também não quer aceitar
Sua história, seu passado,
Chama o povo de atrasado,
Querendo impor outra postura,
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.

Eu admiro muito seu Zé,
Gosto de dona Maria,
Porque com a sua alegria
Vai mostrando quem é,
E goste quem quiser,
Desse jeito de ser tratado,
Não vejo nenhum pecado,
Mas sim, carinho e doçura,
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.


Acordar com o galo cantando
Sentindo o cheiro do mato,
Isso é bem viver de fato,
É o sertão  que vem encantando
A natureza  que está falando,
- Olha Deus aqui do lado!
Se ela fala está falado,
É a verdade de forma pura,
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.


Tem fumo de rolo e  farinha
Muita alegria, conversa  e zuada
É a feira da semana esperada,
No Nordeste em toda cidadezinha
É quando se toma uma caninha
Pela alegria do lucro apurado
Ou esquecer  outro resultado,
Também tem o doce da raspadura.
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.


A história de Canudos e Conselheiro,
O forró e o baião de Gonzagão,
Os causos da vida de Lampião,
O grande Jackson do Pandeiro,
Lembrança do bando de cangaceiro,
Tudo poesia em verso bem versado,
La dentro do cordel bem ritimado,
Contando toda  nossa aventura,
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.


Vaqueiro na lida do dia a dia
Atrás de novilha desgarrada
Por dentro de caatinga bem fechada,
Não deixando fugir a alegria,
Nem desistindo da sua valentia
Dentro do seu gibão rasgado
Debaixo do chapéu de couro surrado
Aguentando toda essa quentura,
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.

A cacimba velha seca, vazia,
Só um pouco d'água pra beber
A criação começa a morrer,
Haja reza Jesus, Ave-Maria
É sofrimento dia após dia,
Um jegue de carote carregado
Caminhando léguas lado a lado,
É imagem de uma vida triste e dura,
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.

Quando a chuva cai lá no sertão,
Sobe  cheiro de terra barrunfada,
Começa a encher toda a aguada,
É sorriso aberto na cara do irmão,
Alegria que causa comoção,
É esperança nascendo no enlutado,
O cenário vai ficando alterado,
Nem parace mais aquele de amargura.
“ Quem não valoriza sua cultura,
Não merece ser respeitado”.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O que defendia e falava Ariano Suassuna

O que defendia e falava Ariano Suassuna
Nivaldo CruzCredo – 24.07.2014



Suassuna nasceu na Parahyba
Era um bom paraibano
Mas no  belo Recife
Aprendeu ser pernambucano
E na sua pequena Taperoá
Era  o menino Ariano.

Se formou em Direito,
Por falta de outra opção,
Mas nem um dia da vida
Ele exerceu a profissão,
Pois defender a nossa cultura
Era sua verdadeira missão.

Dizia isso para todo mundo
No lugar que ele chegava,
Não ofendia ninguém
No lugar onde estava,
E a beleza da cultura popular
Para todos sempre mostrava.

Os tipos que mais admirava
Era o doido, era o palhaço,
Era também o mentiroso
Cada um com o seu traço
Mostrando a criatividade
E todo desembaraço.

Falando sobre  cada um
Ele sempre defendia
A essência brasileira
Para todos exibia
E sobre a mentira
O mestre sempre Dizia:

“Existe a mentira com asa,
E a mentira com rabo,
A mentira de Deus,
A mentira do diabo
Da segunda eu não gosto,
Na primeira me acabo.”

“Não troco o meu Oxente,
Pelo oquei de ninguém”
Disseram que ele disse
Eu nunca ouvi, porém
É a cara de Ariano
Isso muito lhe convém.

Se nascesse na Rússia
Ele mudo nasceria
Porque aquela língua
Ele nunca aprenderia
Falava assim Ariano
Com toda sua simpatia.

O português nossa língua
O mestre sempre defendia
Ficava  revoltado com o
Estrangerismo de hoje em dia
Empobrecendo nosso línguajar
Dia e noite, noite e dia.

Lembrava sempre que
Miguel de Cervante
Autor de Dom Quixote
O maior cavaleiro andante
Da nossa língua madre
Era um eterno amante.

Criticava sem medo
A pobreza cultural
Dessas músicas que hoje
Fazem sucesso tal
Mas com letras imbecis
Chegando a ser bestial.

Com seu jeito genial
A todos e a todas cativava
Sua simplicidade culta
Humildade irradiava
E sem pudor nenhum
A cultura popular babava.

Católico fervoroso,
Isso nunca escondeu
Porém como escritor
O povo sempre defendeu
E as mazelas da Igreja
Era material para humor seu.

Eleito para de letras
A brasileira Academia
Seu Fardão foi produzido
Por uma costureira que havia
Na cidade do Recife
Bem na sua periferia.

A bordadeira também
Foi a que produzia
Dos blocos carnavalescos
A sua bela fantasia,
Assim ele valorizava
O povo que defendia.

Nunca saiu do Brasil
Dizia que não precisava
Conhecia o mundo todo
Pelos livros que estudava,
Era sua terra e o seu povo
O que ele mais amava.

Ganhou vários prêmios
Muitos internacionais,
Não foi buscar nenhum
Dele é que vinham atrás,
Ele os bem recebia
Satisfeito por demais.

Foi convidado para receber
Um prêmio que mereceu,
Devido a esse convite
Uma mudança se deu,
E aí nascia o palestrante,
O grande personagem seu.

O convite dizia assim
Ir trajado com Esporte Fino
Ariano pensou, pensou
Na sua cabeça deu um tino
E mais uma vez o gênio
Aprontou uma de menino.

Mandou fazer o paletó
E calça de negra   cor,
A camisa social rubra
Ele também encomendou,
Para a  costureira , a mesma
Que o seu fardão costurou.

Foi assim receber o prêmio
Alegre como um menino
Vestido como queria
Com o seu Sport fino
Homenageando  o Sport seu
Time de coração nordestino.

A partir desta data
A roupa não parou de usar,
Toda vez que palestrava
A   combinação estava lá,
O preto e o vermelho
Era o seu jeito popular.

O Circo da Onça Pintada
Foi o seu grande projeto
Onde ele se dizia  o palhaço
Da cultura era objeto
Vivia para ser dela
Corpo e alma completo.

De Pernambuco ele foi
O Secretário de Cultura
Levou música, levou teatro,
Levou dança e  literatura,
Para todo o canto do estado
E para o Brasil a aventura.

Seu maior sucesso foi
O Auto da Compadecida
A peça que virou filme e
Na Tv ficou mais conhecida
Sendo o maior sucesso
De cultura popular exibida.

Também muito conhecido
“A Pedra do Reino” carrega
Um reino imaginário
Que a mitologia agrega
Para o Nordeste poético
Que a sua raiz não nega.

A escola de arte Armorial,
Ariano  fez e  idealizou
Para defender a cultura popular
Com esse objetivo criou,
Tem música, alfabeto, literatura
Tudo mostrando o nosso valor.

Ariano é fonte muito rica
Para quem quiser pesquisar,
Aqui o poeta só quis
Algumas ideias mostrar,
Do que pregava o mestre
Defensor da cultura Popular.

Peço para você leitor
Conheça mais o Nordeste
Sobre a nosso povo
Do litoral e  do agreste,
Porque fazendo isso
De cultura você se veste.

Sobre o grande Ariano
Para terminar vou dizer
O grande mestre deixou
Uma lição para mim e para você
Valorizemos o que nosso
Senão a gente vai se perder.

Mestre Ariano subiu
Para perto da Compadecida,
Vai ficar de lá ajudando
A nossa luta, a nossa lida,
A valorização da nossa Cultura
Seu amor, seu tudo, sua vida.

Morre o homem, nasce o santo
Da Cultura Nordestina, Protetor
Perdeu-se na terra um guerreiro,
No Céu ganhou um defensor
A Cultura Popular Nordestina,
Com Ariano e Jesus, nosso senhor.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cabra Valente




Cabra Valente
Nivaldo CruzCredo – 23.02.2014



Hoje amanheci diferente
Fiquei meio atravessado,
Fui num Centro Espírita
E mandei um bom recado
Para dizer a Lampião,
Se quisesse sair na mão
Viesse, que eu tava preparado.

Que o tipo de arma
Ele que  escolhesse,
Mas que não demorasse
Se não quisesse que eu descesse,
Por que aí  ia ser  pior,
Então era  bem melhor
Que ele não esmorecesse.

Enquanto me preparava
Peguei uma cascavel
Arranquei o seu chucalho
Com uma mordida cruel
Depois soltei  a bicha
Que correu feito lagartixa
Por esse mundaréu.

Peguei uma onça pelo rabo
Sacudi a danada  no  ar,
A tal ficou foi tonta
Sem aguentar nem andar
Saiu  bêbada cambaleando
Se batendo, desconjuntando
Sem nem para trás olhar.

Num ôco dum pé de pau,
Ví uma casa de italiana
Era abelha para danar
Mas aí eu fui sacana
Subí alí,  meti a mão
Tomei mel do cabação
E saí cuspindo fulana.

Quando em minha casa
Eu vinha chegando
Um bicho esquisito com
Cheiro de enxofre soltando
Atravessou na minha frente,
Quando ia bater nele de repente,
O tal foi logo me falando.

- Eu vim foi bem em paz
Não me bata por favor
Tô aqui é com um recado
De Lampião pro senhor,
Ele disse que não vem cá
Porque não quer mais brigar,
Hoje ele tem outro valor.

Fiquei bem revoltado
E muito emputecido,
Perguntei pro tal diabo,
O que tinha acontecido
Para o rei do cangaço nordestino
Ter virado um Zé Mufino,
Cabra frôxo, desmilinguido.

O talzinho me respondeu,
- Lampião tá diferente
Não quer saber mais de briga
Até brinca com a gente
Virou cabra estudioso,
É aluno do tinhoso,
Mas não é inconsequente.

Diz ele que tá se preparando
Para quando pra cá voltar,
Ele vai é tomar o Nordeste
Mas sem arma de fogo usar,
De um jeito bem matreiro
Vai ser rei desse lado brasileiro.
E nisso você pode acreditar.

Eu não me aguentei e perguntei,
- Que diabo vai fazer Lampião
Para tomar o Nordeste e ser rei
Sem o seu Parabelum na mão?
Ele sem cerimônia me respondeu,
- Só com o estudo, compreendeu?
Eu bem incafifado disse, - Não!

Ele olhou pra minha cara
Rindo de arreganhar os dente,
Eu olhei feio pro bicho
E de forma impaciente
Peguei pelo gogó do cabra
E disse: - Se avexe logo, se abra!
Joguei o coisa lá pra frente.


Ele voou  bem alto e
Caiu por lá  estatalado
Foi falando ligeiro
De modo bem apressado
- Não se  aperrêi meu branco
Que sou só um diabo manco
E bicho  véi de recado.

Mas respondendo sua pergunta,
Lampião já tá certo, vai voltar
Vai nascer aqui no Nordeste
E em tudo vai  mandar,
Para isso o próprio cão
Tá lhe dando a lição,
Para ele poder governar.

Como um advogado
Ele vai  bem começar
Depois em juiz de direito
Vai ele se transformar
Dai para ser rei é ligeiro
Pois vai ser  matreiro
Na arte de enganar.

Sendo assim ele não quer
Mais em arma pegar
Já liberou seus cabra tudo
Todos eles para estudar
Vão ser tudo advogado
Para continuar no pecado
E nenhum se salvar.

Dizendo isso o bicho explodiu,
Uma catinga de enxofre ficou,
Fiquei tonteado sem saber
Se o que o dito feio falou,
Era mesmo verdade verdadeira
Ou se era  uma besta brincadeira
Que o  cabra  Lampião aplicou.

Num confio, nem desconfio
Seja como for tô  preparado
Só ando na posição de ataque
Tô com corpo bem fechado
Pode ser o que for ,vir o que vier
E de onde for, pode vir se quiser
Eu sou é  cabra valente falado.

Não corro de perigo nenhum
Sou é valente Nordestino
Pode vir de qualquer um
Que não fujo meu destino
Seja gente ou bicho imundo
Seja desse ou do outro mundo,
Cai na pêa igual menino.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Para Rezar!!

Para Rezar!!
Nivaldo CruzCredo – 21.02.2014

Para o amigo/irmão de todas as horas Edmilson Santos


Pai nosso que estás no Céu,
Mas um dia esteve na terra
Sabe quanto a gente erra
Das as coisas do mundaréu
Desempenhou bem o papel
De vir aqui e ensinar
O que fazer para se salvar
Como evitar o pecado,
Como sair do errado,
Para no céu também morar.

Santificado seja o vosso nome,
Tão Grandioso e forte
Que a todos dá um Norte,
Matando do espirito a fome
De todo que a tua palavra come.
Mostrando que és Deus verdadeiro
Não qualquer aventureiro
Que busca fama e glória,
Tu és a verdadeira vitória
Para este mundo inteiro.

O vosso reino venha a nós,
Reino de paz e de alegria
Toda hora, todo dia
Estando cheio de vós
Nos tirando da vida atroz
E nos dando a eternidade
Vivendo na verdade
Que só nele existe,
Deixando de ser triste
Essa nossa realidade.

Seja feita a tua vontade,
De nos tornar santificados
Livres de todos os pecados
Seguidores da verdade
E da plena felicidade,
Tudo isso seja feito
Do teu modo, do teu jeito,
Pois é o mais correto
Isso sim é muito certo
Esse sim é que é perfeito.

Assim na terra, como no céu,
Dos anjos as grandes legiões
Dos santos as multidões
Seguem o seu divino papel
Seguindo o grande Cordel
Do segredo universal
Onde cada um, cada qual
Tem sua tarefa, sua missão
Buscando a real união
Para o grande evento Final.

Nos dai hoje, o pão nosso de cada dia,
É o que nos faz viver,
E também nos faz querer
Toda forma de energia
E buscar a eterna alegria
Que só o senhor pode nos dar,
É  o que nos faz rezar
Acreditando no viver eternamente
Em uma vida diferente
Junto de ti, no teu altar.


Perdoai as nossas ofensas,
Que não são poucas
Nem menos loucas,
São por muitas crenças,
Verdadeiras doenças
De seres em construção,
Que não são perfeitos não
Isso o senhor sabe bem
E o senhor sabe também,
Que temos bom coração.


Como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
Como é difícil esse pedido,
Mas nos glorificamos
Cada vez que o aceitamos,
A dificuldade é saber perdoar
É em no outro acreditar.
Porém deve-se fazer da tentativa
Cada vez mais repetitiva
Se ao céu quiser chegar.

Não nos deixeis cair em tentação,
Porque o mundo é traiçoeiro
Um covil cruel e verdadeiro
Para quem quer ser cristão,
Tudo tem um sim e um não
Todo caminho é tentador,
Sem tua ajuda senhor
Não temos como andar
E pelo caminho certo chegar
Ao teu abraço salvador.

E livra-nos de todo mal,
Existente dentro de nós,
Pois só este fere a vós,
Qualquer outro é natural
De uma decisão irracional
Desta tua evolutiva criação,
Que tanto tens estimação
E que muito tem errado
Sendo geradora de pecado
Digna de tua compreensão.


Amém!