quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nivaldo Cruz Em Quem Diria Heim????



Outro dia, estava lendo uma matéria na internet e achei-a muito interessante.Um misto de história de mentiroso, fábula e lição motivacional de equipe. Mas na realidade era verdade e tinha acontecido mesmo.
Diante de tal fato, resolvi colocar a notícia em forma de verso popular.
E aqui está, lei e veja se não realmente inacreditável essa história.



Quem Diria Heim????
Nivaldo Cruz – 23.03.2010


O grande La Fonteine
Não podia imaginar
E pela cabeça dos irmãos
Grim jamais iria passar
Uma história como essa
Que agora vou contar.

E o mais interessante,
Que ela não é invenção
É a mais pura verdade.
Aconteceu cidadão.
Parece fábula ou lenda.
Mas não é nenhuma ficção.

O acontecido se deu
Em pleno mês de fevereiro
No Reino Unido, Na Europa
Dentro dum galinheiro,
Você nem imagina o que foi.
Da pra ganhar dinheiro.

Através da internet
A noticia, a mim chegou
O site G1.com bizarro
Foi quem noticiou
No dia três de março
A notícia publicou.

A história incrível
Que se assucedeu
Inacreditável é
Mas de fato aconteceu
E eu não vou enrrolar mais,
Vou contar o que se deu.

Quatro galos de briga
Comandaram uma ação
E dentro do galinheiro
Fizeram uma revolução
Provando que a força
Nunca vence a união.

Dude, Izzy, Pongo e Pecky
Dos heróis da nossa história
Esses são os nomes
Que devem ficar na glória
Pois a façanha que realizaram
Não sairá da memória.


Esses bravos / corajosos
Perceberam em um momento
Algo errado no galinheiro,
Um estranho movimento,
Tinha perigo por perto
Foi esse o pressentimento.

Com certeza não deu outra
Tinha raposa rondando
E tava ali por perto
Só o momento esperando
Pra atacar o galinheiro
E com ele ir acabando.

Os galos então começaram
A um plano arquitetar
Deixaram tudo pronto
Pra começar a atacar
Assim que a Raposa
Decidisse a entrar.

Foi então que se deu
A raposa assim entrou
Um galinheiro em fúria
Para surpresa ela encontrou
Recebeu tanta bicada
Que a danada não suportou.

Dude, o galo mais bravo
Foi quem comandou a ação
Partiu pra cima da bicha
Parecendo um furacão
Ela tomou um susto
E ficou sem noção.

Aí não teve mais jeito
Pra ensaiar uma reação
Era tentar se proteger
Daquela rebelião,
Bicada de tudo que é lado
Não tinha como fugir não.

Até uma mesa velha
Foi como arma usada
Pra nocautear a raposa
Que tava desesperada
Sem saber o que fazer
Com a situação inesperada.

Michele, a dona da fazenda
E do galinheiro contou
Ao jornal inglês “ Metro”
Que a ela entrevistou,
Que na manhã seguinte
Quando viu a cena assustou.

Dentro do seu galinheiro
Tinha uma raposa morta
Toda cheia de bicada
E estava fechada a porta,
A mesa estava caída
E a portinhola torta.

As galinha fizeram isso!
Foi o que ela pensou.
Ficando muito feliz
Com o que se passou.
Suas galinhas estavam ali
Nenhuma se quer faltou.

Essa história muito real
Vem mais uma vez ensinar
Que não se pode nem deve
Ao pequeno desprezar
Porque todos têm qualidades.
Ninguém pode duvidar.

Ela ensina também,
O valor que tem a união
Não existe perigo certo
Se um ao outro der a mão.
O impossível só existe
Pra um, pra todos não.

Fica aqui minha humilde,
Mas sincera contribuição
De mostrar essa notícia
Que também é uma lição
Para todos dessa e
Da próxima geração.

Escolhi fazer isso
Em verso popular
Porque é outra coisa
Que se precisa valorizar
Ela é nossa cultura
E devemos apreciar.

Mais uma vez com humildade
Quero um pedido fazer
Valorize o que é nosso
Pois e bom pra se viver
A gente se conhece
E valoriza o nosso ser.


"A Arte Do Meu Povo!"

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ceumar - Uma Estrela Brasileira Das Minas Gerais



Outro dia, assistindo a TV Senado, me deparei com um dos raros momentos de coisa boa na TV Brasileira.Uma cantora/compositora que ainda não tinha tido o prazer de conhecer.Na hora me apaixonei pela voz doce, pela jeito bem brasileiro de interpretar, pelas músicas inteligentes e bem nossas.Na mesma noite comecei a pesquisar essa artista maravilhosa.



E é ela a homenageada de hoje do nosso “A Arte Do Meu Povo”, a boa mineirinha Ceumar. Se você não teve ainda a oportunidade de conhecer o trabalho desta artista genuinamente brasileira, não perca mais tempo acesse agora mesmo o site http://www.ceumar.com.br/dindinha/index.htm lá você vai encontrar informações sobre a Ceumar, vai ter o previlégio de ouvir algumas das suas belas canções, ver fotos e muito mais. Foi lá que encontrei essa autobiografia da nossa homenageada de hoje.

“ Eu nasci na serra da Mantiqueira, em Itanhandu, pequena cidade cheia de bonitezas no sul de Minas.www.itanhandu.com.br
Música sempre fez parte da casa. Meu pai, Clélio, era cantor na juventude, fazia pequenos shows com o "Trinhandu". Era chamado "A voz de veludo"! Foi um pioneiro: teve o primeiro violão elétrico da região! Minha mãe, Wilmar, sempre afinada nas últimas do rádio, cantava pela casa enquanto cuidava das três meninas: eu e minhas irmãs. Sou a caçula, Clélia, a mais velha e Cilene, a do meio. O instrumento da infância de todas foi o piano, e desde pequena estudamos teoria musical. Meu avô ( pai de minha mãe) era regente de orquestra, tocava tuba. Era impossível escapar da música!!! Só peguei no violão aos 16 anos. Queria participar de um festival e precisava de uma música. No violão foi mais fácil compor e eu acabei ganhando meu primeiro prêmio como melhor intérprete! Daí passei a tocar no colégio, nas festinhas, na praça... os amigos davam a maior força!
Com 18 fui fazer cursinho em BH e entrei numa escola incrível - Fundação de Educação Artística - onde a música começou a ter outra dimensão.Lá estudei violão clássico e canto. Cheguei a cursar um ano e meio de Disign Gráfico mas já cantava na noite, e não deu pra conciliar. Desde então minha profissão é cantar. Quanto tempo!!!
Fui fazendo outras coisas paralelas: jingles, backing-vocal para amigos, pequenos shows, eventos, casamentos!!! Passei um tempo em Itajubá, cidade próxima à minha e cheia de atividades culturais. Cantava e também fazia aulas de dança, teatro e inglês. Foi lá o primeiro show que fiz ( roteiro, figurino, arranjos...) chamado " 30 músicas que você não ouve no rádio". Estive em Salvador por 8 meses, cantei no carnaval de 94 e adorei o contato com o ritmo da Bahia!
Cheguei em Sampa em junho de 95 pra inaugurar um bar na Alameda Tietê com uma banda. Já tinha na agenda o telefone de Zeca e Chico , pois desde os tempos de Beagá conhecia o som deles (cantei Mama África num festival e tirei 4º lugar!!!) através de uma amiga que sempre divulgava os novos por lá, a Rossana Decelso. No primeiro encontro com Zeca já pesquei algumas músicas dele. Comecei a cantar alguma coisa em shows e a gente sempre trocava idéias depois. Até surgir a idéia de fazer o primeiro disco. Junto com Tata Fernandes começamos a pensar em repertório e formamos um trio bem animado!!! Era dezembro de 97. Daí foram se juntando vários amigos, grandes músicos e o Dindinha saiu, em janeiro de 2000.”




Aqui algumas das letras das músicas de Ceumar :



PLANETA CORAÇÃO
Compositor(es): Ceumar


Cada vez que eu desanimo
Eu envelheço um pouco
Às vezes tenho dez anos e viajo feito louco
Planetas, cometas, satélites
Nada me segura
Tenho o mundo a meus pés
E nas mãos só ternura


Quem viaja comigo nessa cápsula, embarcação
Vamos seguir tranqüilos
Vamos conhecer o Japão


Tua presença é combustível
Pro foguete coração
Que me anima na hora certa
Pra cantar feito criança esta canção







NARIZ DO PALHAÇO
Compositor(es): Ceumar / Tata Fernandes


O sangue é da cor do nariz do palhaço
E o show já começou
E é bom correr pro abraço
Depois de marcar o gol

Onde se escondem os passos da imaginação
Se for pra fazer um laço
Use as próprias mãos
Se o sonho alcançar cansaço

Não o deite na movediça
Cama macia da ilusão
Se não for pra ter poesia
De que vale a inspiração
Se não for pra ter poesia
De que vale a inspiração




MARACATUBARÃO
Compositor(es): Ceumar


Na praia do Pina ouvindo um maracatu
Na praia do Pina ouvindo um maracatu
Maracatubarão

Um dia em Recife
Sol a pino na praia do Pina
Fomos nadar
O mar estava um ouro
Mais parecia um tesouro
Ali só pra gente se esbaldar

Ninguém sabia era que a alegria
Desse nosso mergulho
Não tardava por esperar

Ali submerso o senhor dos mares
Por todos os lugares
A nos espreitar

Ai, ai, ai, ai
Que confusão
O mar não está pra peixe aqui não
Ai, ai, ai, ai
Que situação
O mar aqui tá mais pra tubarão




"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!"

terça-feira, 6 de abril de 2010

O Cantador De Taperoá Vital Fárias



O Homenageado de hoje tem uma história interessante. Embora uma boa parte dos brasileiros conheçam algum trabalho seu, e até cantem, poucos são os que sabem que é dele e conhecem um pouco mais desse grande brasileiro, paraibano de Taperoá, enorme talento, cantador de primeira linha e poeta dos melhores que esse país já produziu.
Vital Farias é o homenageado de hoje do “A Arte Do Meu Povo”.
Para falar de Vital, como sempre faço, busquei informação. E na minha pesquisa encontrei o site oficial www.vitalfarias.hpg.ig.com.br e foi dele que retirei essas palavras:

Vital Farias fez seus primeiros estudos em casa, com seus irmãos mais velhos, lendo folhetos de cordel, ainda na Pedra D'Água, sítio onde nasceu, no município de Taperoá - Paraíba. Logo depois, começou seus contatos com a cidade de Taperoá, onde cursou o primário no Grupo Escolar Felix Daltro. Fez exame de admissão e parte do ginásio na Escola Professor Minervino Cavalcanti, que funcionou no mesmo grupo escolar, idealizado pela então benfeitor e amigo de todos nós Dr. Adonias de Queirós Melo (dentista, homem de muito amor pelas causas educativas).”

No site tem muito mais, aconselho você a fazer uma visita.



Das deliciosas obras de Vital Farias, aqui estão algumas pra você se deliciar...


Ai que Sodade d´ocê

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade d'ocê
Se um dia você se alembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade d'ocê
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
E eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina eu gosto mesmo é d'ocê






Caso você Case

Caso você case
Não escreva nota
Não destrave a porta
Não esteja morta
Não estrague a horta
Faca que não corta
Mulher semi-morta
Sem cara, sem fala, sem bala,
Sem hora, sem ala
É necessário tudo: mudo, surdo, absurdo
É necessário nada, fada, fa, nada
Nada em fa
É necessário: nada, tudo, mudo, surdo, absurdo
Nada em fa fazer
Caso você case
Não escreva nota musical
Não destrave a porta do quintal
Não esteja morta
Não estrague a horta


Era casa era jardim


Era casa era jardim
Noites e um bandolim
Os olhares nas varandas
E um cheiro de jasmim
Lara, lara, lara, lara, lara

Era um telhado um pombal
Melodias e madrigal
E ninguém nem percebia
Que o real e a fantasia
Se separam no final
Lara, lara, lara, lara, lara






Veja Margarida

Eu vou partir pra cidade garantida, proibida
arranjar meio de vida, Margarida
pra você gostar de mim
essas feridas da vida, Margarida
essas feridas da vida, amarga vida
pra você gostar...

Veja você,
arco-íris já mudou de cor
uma rosa nunca mais desabrochou
e eu não quero ver você
|com esse gosto de sabão na boca

veja meu bem, gasolina vai subir de preço
eu não quero nunca mais seu endereço
ou é o começo do fim ou é o fim...

Eu vou partir
pra cidade garantida, proibida
arranjar meio de vida, Margarida
pra você gostar de mim

Essas feridas da vida, Margarida
essas feridas da vida, amarga vida
pra você gostar de mim

Essas feridas da vida, Margarida
essas feridas da vida, amarga vida
pra você gostar de nós




Saga Da Amazônia


Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d'água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas

Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores

Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira

Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá

O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar

Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar???
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura

No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:

Pos mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar

Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração

Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador...





"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!"

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cescé Um Cantador De Feira De Santana



Hoje, o Arte Do Meu Povo se orgulha de homenagear outro grande nome da Cultura Popular.
O homenageado de hoje é representante da Cultura Popular na música, na velha e boa música de raiz.
Cescé, é um artista daqueles que deve ser escrito assim ARTISTA, dono de um talento excepcional, uma humildade sem igual, esse feirense retado teve seu ponto alto nos 80 juntamente com outros cantadores regionais.






Para contar mais, vamos utilizar as palavras do site http://www.vivafeira.com.br/cesce/ ...


“Antônio Carlos Amorim, é um cantor, compositor e instrumentista, nascido em Feira de Santana e aqui reconhecido como tal, pelos seus méritos, com características pessoais arraigadamente baiana e sertaneja. Prestigiado entre os artistas da cidade, Cescé é uma espécie de referência de qualidade, dedicando-se a música regional de forma absoluta, sem fazer grandes concessões a estilos de influência que ele julgue violar os princípios regionalista que defende.
Com uma carreira respeitada também fora do limites de Feira de Santana, Cescé já atuou com grandes artistas do cenário nacional, que por ele mantém uma relação de respeito e admiração a exemplo de Zé Ramalho, Raimundo Sodré, Xangai, Geraldo Azevedo, Elomar e muitos outros.
Cescé, tem vários discos gravados em vinil e em Cds, sempre na linha da música regionalista e nordestina a exemplo do CD "Olhos D'água" onde privilegia o forró, ou como na produção do show "Cantos e Cantorias" onde busca fazer um resgate musical, desta feita privilegiando a cantoria, em um show que podemos adjetivar de memorável.
Como ser humano Cescé também se destaca por sua natureza calma e desligada do mundo (pelo menos deste mundo estressante que vivemos), como relata em seu Blog, Cristóvam Aguiar, algumas estórias que aproveitamos aqui. "O cantor Cescé é o sujeito mais desligado deste mundo. Certo dia ele e o compositor e músico Alcivando Luz, que era tão desligado quanto ele, acertaram um show numa cidade. Saíram de Feira para fazer o show e encontraram o clube fechado. Procuraram o diretor social que os contratou e foram reclamar com cara de poucos amigos. “Pô! Como é que você cancela o show e não avisa nada pra gente”? Calmo e irônico, o diretor esclareceu: “Não cancelei o show não amigos, vocês é que chegaram com um dia de atraso”. Já em outra oportunidade, ele havia montado uma banda e acertou um show, também para uma cidade vizinha a Feira. Quando chegou lá tava tudo fechado. Ele desceu do ônibus e foi procurar o contratante. Encontrou o cara num bar, bebendo com amigos e este, quando o viu, ficou surpreso: “Ué! Você por aqui?” É que Cescé chegou com a banda uma semana adiantado."
Outra boa estória contada por Aguiar é sobre uma vez, "na praia, ele (Cescé) se meteu a surfar. Só que quando ele levou a prancha para pegar uma onda, em vez de seguir em direção à praia, as ondas o levavam cada vez mais para alto mar. Ele tentava remar com as mãos, mas as ondas o puxavam de volta. Os amigos, percebendo o que acontecia, gritaram pra ele: “Tenha calma, Cescé!”. E ele, tranqüilo: “Eu tô calmo, o mar é que está nervoso”." Para conhecerem estas e outras estórias sobre Cescé contadas por Cristóvam Aguiar, façam uma visita ao Blog "Sempre Livre", clicando no seguinte link: http://cristovamaguiar2.blogspot.com/2009/11/cronica-da-semana.html.
Fato é que Cescé apesar de seu jeito especial de se relacionar com as coisas comuns do mundo, quando se trata de música o moço é inteiramente ligado e intransigente na qualidade, defendendo a música regional e nordestina de forma ferrenha e, para quem duvida, ele mostra como se faz música de boa qualidade da melhor maneira. (VIVA FEIRA 2010)”





“E VIVA A ARTE DO MEU POVO!”

domingo, 4 de abril de 2010

A Caminhada Do Nosso Folclore !



Como se falou anteriormente, falarei aqui sobre alguns projetos do CUCA para valorizar a Cultura Popular na região de Feira de Santana.
Para começar vou falar da Caminhada do Folclore que é a reunião de várias manifestações da cultura popular nordestina. Iniciou no ano 2000 e a cada ano aumenta em participação, tanto de, Grupos Folclóricos como de espectadores.




Pesquisando sobre o tema encontrei informação no http://blogs.abril.com.br/lenidavid/2009/08/caminhada-folclore-em-feira-santana.html que diz o seguinte:

“Resgate e preservação da tradição popular, como forma de valorizar a cultura, expressão maior de um povo. Este é o objetivo da Caminhada do Folclore, uma promoção da Universidade Estadual de Feira de Santana, através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). “







Já no portal http://www.uefs.br encontrei a opinião da atual diretora CUCA professora Selma Oliveira..

“ “A proposta é realizar um desfile de grupos folclóricos que vão mostrar diferentes aspectos dos traços culturais de Feira de Santana e de outros municípios da Bahia”, afirma Selma Oliveira, diretora do Cuca. [...]

[...] Selma Oliveira, diretora do Cuca, avalia o crescimento do evento, que, a cada ano, incorpora novos grupos, aumentando o número de participantes. “Não por acaso, a Caminhada do Folclore está inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil, por indicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)”, conclui a diretora. ”






Na mesma fonte está a definição do reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana:

“Para o reitor da Uefs, José Carlos Barreto, a Caminhada representa a oportunidade de mostrar o que temos de mais rico em termos de cultura popular, proporcionando visibilidade aos grupos.”


Aqui uma das belíssimas apresentações folcloricas, captada pela lente do fotógrafo Aldo Lima!




Ainda o portal UEFS trás essas informações:


“Autêntica expressão de um povo que se quer singular, transmitida de geração para geração, a cultura popular nordestina é considerada uma das mais ricas, com suas tradições, festas, lendas e mitos.
A presença dos Caretas, fanfarras, baianas, bumba-meu-boi, samba de roda, maculelê, reisado, capoeira e muitas outras manifestações da cultura popular nordestina, emprestam um colorido especial à avenida Getúlio Vargas. Esses variados aspectos das manifestações culturais foram apresentados em desfile durante a Caminhada.”




Se você se interessar sobre esse assunto aconselho entrar no Portal UEFS.


"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!"

sábado, 3 de abril de 2010

Centro Universitário De Cultura E Arte, O Nosso CUCA



Hoje a homenagem do “A Arte Do Meu Povo”vai para mais um canto de cultura em Feira de Santana. No inicio da semana se homenageou uma iniciativa privada de incentivo a cultura popular que é o “Cidade da Cultura” de Asa Filho, o espaço homenageado de hoje é uma iniciativa do poder público, mais especificamente da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

O Canto de Cultura Homenageado de hoje é o Centro Universitário de Cultura e Arte, o nosso CUCA, que incentiva é propicía um espaço para a exposição e divulgação de trabalhos artísticos de todas as áreas. Agora graças a sensibilidade da sua diretora Selma Oliveira, o CUCA é um forte instrumento de incentivo a Cultura Popular com vários projetos nessa área, que estarão presentes no nosso blog em outra oportunidade.

Hoje a homenagem é para o CUCA e também para sua diretora atual professora Selma Oliveira.





Para saber mais sobre esse Centro de Cultura da Cidade Princesa é bom visitar o portal
http://www.uefs.br/portal/sites/cuca lá você vai encontrar textos como esse:

“Fundado em 1995, o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) constitui-se na unidade organizacional responsável pela gestão da política cultural da Universidade Estadual de Feira de Santana junto à comunidade acadêmica e à sociedade da região sob sua abrangência direta. Sua origem remonta ao reitorado do Prof. Josué da Silva Mello, quando a Universidade reconheceu a necessidade de constituição de setor que pudesse atender à crescente demanda por ações culturais, que até então eram desenvolvidas de forma pontual e isolada, quer pela Pró-Reitoria de Extensão, quer pelos departamentos.”




Como dito acima também é homenageada hoje no nosso blog a atual diretora atual do CUCA pelo belo trabalho que vem fazendo de incentivo a nossa Cultura Popular para conhecer mais da professora Selma foi extraído do portal da UEFS as seguintes informações:

Selma Soares de Oliveira é Museóloga, Mestre em Teoria e História da Arte pela Universidade Federal da Bahia. Participou, entre 1994 e 1997, do Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1996, desenvolveu o projeto de pesquisa e documentação da coleção de arte sacra do Museu Arquidiocesano Dom Joaquim, Brusque, em Santa Catarina. Ainda em 1996, elaborou o projeto de implantação do Museu do Sertão, em Monte Santo, Bahia. Coordenou o projeto de criação do Museu de Arte Sacra de Feira de Santana, da UEFS. Atualmente é professora do Programa de Pós- Graduação em Desenho da Uefs. ”


“E VIVA A ARTE DO MEU POVO!”

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Ser Tão Elomar



Homegeou-se aqui o cantador Xangai, e homenagear esse grande artista brasileiro sem homenagear outra figura ilustre do mesmo porte e da mesma contemporaneidade seria um crime.

Por isso, hoje o homenageado é o poeta/cantador Elomar, representante fiel da denominada cultura de raiz.

Elomar trás no seu trabalho poético o verdadeiro sertão, com todas as suas forças.
Você pode conhecer mais desse grande artista brasileiro visitando a sua página oficial que é www.elomar.com.br




Aqui vamos conhecer um pouco mais de Elomar lendo as informações que o site WIKIPÉDIA trás sobre ele.

“Nasceu Elomar na Fazenda Boa Vista, pertencente aos seus avós, Sr. Virgilio Ferraz e Sra Dona Maricota Gusmão Figueira.
A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música "Ecos de uma Estrofe de Abacuc".
Seus pais eram o Sr. Ernesto Santos Mello, filho de tradicional família da zona da mata de Itambé, Bahia e a Sra. Dona Eurides Gusmão Figueira Mello. Tem dois irmãos Dima e Neide.
Dos três aos sete anos de idade, viveu na cidade de Vitória da Conquista, passando depois a morar nas fazendas de seus parentes como a Fazenda São Joaquim que tanto lhe inspirou músicas, a as Fazendas Brejo, Coatis e Palmeira.
Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, no final da década de 1960. Teve uma passagem rápida também pela Escola de Música dessa Universidade.
Casado com Adalmária de Carvalho Mello, pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do maestro João Omar.
Elomar prefere viver a maior parte do seu tempo nas suas fazendas. A Fazenda Gameleira, que ele chama de Casa dos Carneiros, imortalizada na música Cantiga do Amigo, localizada a 22 Km de Vitória da Conquista, na Fazenda Duas Passagens,que se localiza na bacia do Rio Gavião, e na Fazenda Lagoa dos Patos, na Chapada Diamantina.
Elomar, assim como Glauber Rocha e Xangai, é descendente direto do Bandeirante e Sertanista João Gonçalves da Costa, fundador em 1783 do Arraial da Conquista, hoje a cidade de Vitória da Conquista.
Orlando Celino, pintor conquistense e único que Elomar permite retratá-lo, recebeu em 2003, encomenda para pintar um quadro de João Gonçalves da Costa que iria integrar ao monumento de Jacy Flores, em Conquista. Não existindo gravura deste personagem histórico e Elomar como descendente, permitiu que as suas feições fossem usadas para a representação deste ancestral. Este quadro denomonado Capitão-Mor João Gonçalves da Costa, está hoje, na Casa Régis Pacheco, em Vitória da Conquista, um museu político e casa de eventos inaugurado em 05 de abril de 2007.
De 2000 a 2004 viveu na pequena cidade de Lagoa Real, contratado pela Prefeitura local, para formar um coral e criar um projeto de ópera sertaneja.
Depois que gravou seu primeiro disco …Das Barrancas do Rio Gavião, passou a investir mais na sua carreira musical, bastante influenciados pela tradição ibérico e árabe que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro, mas foi só no final dos anos 1970 e início dos 80 que deu menos ênfase à arquitetura para dedicar-se à peregrinação pelos teatros do país, de palco em palco, tocando e interpretando o seu cancioneiro e trechos do que viriam a ser suas composições de formato erudito, como autos.
Boa parte dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza (sic); título de linguagem atribuída por ele.
Com seu estilo típico de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro. Gravou em 1990 o festejado disco "Elomar em Concerto", acompanhado pelo Quarteto Bessler-Reis. Avesso à exposição na mídia para divulgação do seu próprio trabalho, prefere a vida reclusa da fazenda, longe das grandes metrópoles, criando bodes como o que inspirou ao cartunista Henfil o personagem Francisco Orellana. Mesmo assim, algumas de suas composições ficaram relativamente famosas, como "Clariô", "O Violeiro", "Arrumação" e "O Peão na Amarração".”





Agora um pouco da genialidade de Elomar....



A donzela Tiadora
(Elomar)


E a donzela Tiadora
qui nas asa da aurora
vei À sala do rei
infrentá sete sábios
sete sábios da lei
venceu sete perguntas
e de bôca-de-côro
recebeu cumo prenda
mili dobra de ôro
respondeu qui a noite
discanso do trabai
incobre os malfeitores
e qui do anjericó
beleza dos amores
e qui da vilhilice
vistidura de dores
na eterna mininice
foi-se num poldo bai
isso vai muito longe
foi no seclo do pai

A função
(Elomar)


Vem João
trais as viola siguro na mão
pega a manduréba atiça os tição
carrega pru terrêro os banco e as cadêra
e chama as minina prá rodá o baião
Nós dois sentado junto da foguêra
vamo fazê a nossa brincadêra e cantá
a lijêra moda de lovação
em homenage ao nosso São João
e prá acabá cum a saudade matadêra
voce canta lijêra, canto moirão
voce canta lijêra, canto moirão

ai meu São João, lá das aligria
ai meu São João, lá das aligria
a saudade cada dia mais me doi no coração

Vem João, vamo meu bichin cantá o moirão
tem um bicho roeno o meu coração
cuano eu era minino a vida era manêra
não pensava na vida junto da foguêra
brincano cun's irmão a noite intêra
sem me dá qui êsse tempo bom
havéra de passá
e a saudade me chegá essa féra
quem pensá qui êsse bicho é da cidade
s'ingana a saudade nasceu cá no Sertão
na bêra da foguêra de São João
na bêra du'a foguêra de São João

ai meu São João, lá das aligria
ai meu São João, lá das aligria
a saudade cada dia mais me doi no coração

A meu deus um canto novo
(Elomar)


Bem de longe na grande viagem
Sobrecarregado para o descansar
Emergi de paragens ciganas
Pelos mãos de Elmana, santos como a luz
E em silêncio cotemplo, então
Mais nada a revelar
Fadigado e farto de clamar às pedras
De ensinar justiça ao mordo pecador
Oh lua nova quem me dera
Eu me encontrar com ela
No pispei de tudo
Na quadra perdida
Na manhã da estrada
E começar tudo de novo
Topei in certa altura da jornada
Com um qui nem tinha pernas para andar
Comoveu-me em grande compaixão
Voltano o olhar para os céus
Recomendou-me aos Deus
Senhor de todos nós rogando
Nada me faltar
Resfriando o amor a fé e a caridade
Vejo o semelhante entrar em confusão
Oh lua nova quem me dera
No pispei de tudo
Na quadra perdida
Na manhã da estrada
É começar tudo de novo
Boas novas de plena alegria
Passaram dois dias da ressurreição
Refulgida uma beleza estranha
Que emergiu da entranha
Dos plaas azuis
Num esplendor de glória
Avistaram u'a grande luz
Fadigado e farto de clamar às pedras
De propor justiça ao mordo pecador
Vô prossiguino istrada a fora
Rumo à istrêla canora
E ao Senhor das Searas a Jesus eu lôvo
Levam os quatros ventos
Ao meu Deus um canto novo

Arrumação
(Elomar)


Josefina sai cá fora e vem vê
olha os fôrro ramiado vai chovê
vai trimina ridusi toda a criação
das banda de lá do ri Gavião
chiquêra prá cá já ronca o truvão
futuca a tuia, pega o catadô
vamo plantá feijão no pó
Mãe Purdença inda num culheu o ái
o ái roxo essa lavora tardã
diligença pega panicum balai
vai cum tua irmã, vai num pulo só
vai culhê o ái, ái de tua avó
futuca a tuia, pega o catadô
vamo plantá feijão no pó
lua nova sussarana vai passá
"sêda branca" na passada ela levô
ponta d'unha lua fina risca no céu
a onça prisunha a cara de réu
o pai do chiquêro a gata comeu
foi num truvejo c'ua zagaia só
foi tanto sangue de dá dó
os cigano já subiro bêra ri
é só danos todo ano nunca vi
paciência já num guento a pirsiguição
já sô um cavo véi nesse meu sertão
tudo qui juntei foi só prá ladrão
futuca a tuia, pega o catadô
vamo plantá feijão no pó





"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!"