sábado, 28 de abril de 2012

A Rola Traquina Do Padre Bento

Este é o meu primeiro trabalho em decassílabo. Sei que preciso me aperfeiçoar muito, mas já é um começo.Espero que gostem, comentem e critiquem. " E VIVA A ARTE DO MEU POVO!"


A Rola Traquina Do Padre Bento
Nivaldo CruzCredo – 26.04.2012
 
No meio do sertão da Bahia
Tinha uma pequena cidade
Sem muita diversidade
Das outras que  lá existia,
Era mais uma sesmaria
Dentro do chão nordestino,
Que cumpria o seu destino
De viver com a sequidão
Que crava naquele chão
A lei dum clima assassino.

No meio de tanta tristeza
Fome, sede, doença e morte,
Religião era esperança e sorte
Para o cristão que tinha certeza
Que ficaria tudo uma beleza,
Se se cumprisse as penitências
E se pagasse as idulgências
Que o vigário sempre falava,
Se ouvissem o que ele pregava
E o sermão das insistências.

Tudo que era acontecido
Alí naquele dito local,
Fazia parte do mal
Pelo pecado trazido,
Por isso o povo era acometido
De tanta falta de sorte,
Da presença constante da morte,
Da tristeza sempre presente,
Da seca que leva os parente
Pelos caminho sem norte.

É nessa dura realidade
Que vivia o padre Bento,
Homem puro e de talento
Pra viver da caridade,
Ele era de verdade
Quasemente um São Francisco,
Não corria nenhum risco
De cair no tal pecado,
Pois era  bem vacinado
E de bondade era um  arisco.

Nessa bondade exemplar
O padre era admirado,
Por todos bem respeitado
Sendo autoridade no lugar,
Bastava alguma coisa falar
Que todo mundo o ouvia,
E em silêncio cumpria
O que ele havia pedido,
Sem muxoxo ou gemido
Era assim que acontecia.

O padre Bento gostava
De caminhar pela região,
De conhecer cada cidadão
Que naquele lugar morava,
Por cada canto que andava
A mata, a caatinga e a cidade,
Conheciam sua caridade
E o seu jeito  bem protetor,
Das coisas que o bom  criador
Colocou com a humanidade.

Planta, bicho e gente
Para ele era tudo igual,
Não mereciam o mal
Nem se  tratar diferente,
Pois o padre era crente
Que tudo é parte de Deus,
Que  são todos filhos seus
Não merece menosprezo,
Nem tão pouco o desprezo
Daqueles que não são ateus.

Em uma de suas caminhadas
O nosso bom vigário,
Vinha rezando o rosário
Quando ouviu umas piadas,
Um tanto quanto engasgadas
Vindas de uma moita de mato,
Foi lá constatar o fato
E saber o que acontecia,
Viu uma cena que estremecia
E o deixou estupefato.

Uma rolinha fogo pagô
Por uma cascavél era devorada,
Na frente da sua ninhada,
O padre uma vara pegou
E a cobra escurraçou,
Perto do ninho ele viu,
E então foi que sentiu
Uma grande comoção,
Um aperto no coração
Quando um filhote surgiu.

Foi tudo o que sobrou
Daquela familia de passarinho,
Não tinha mais nada no ninho
Com lágrimas nos olhos olhou,
E outro jeito não achou
A não ser pegar pra criar,
E não deixar maltratar
Aquela criatura inocente,
Aquele ser tão carente
Com ele iria morar.

Assim com muito cuidado
Padre Bento se abaixou,
Com as duas mãos pegou
Aquele ser abeçoado,
Que teve a sorte de ser achado
Por uma alma bondosa,
E por demais caridosa
Um defensor da vida,
Naquela terra sofrida
Árida, seca e penosa.

A criaturinha bem aconchegada
Entre as mãos do padre no peito,
Acalmo-se e fez dali o seu leito
Ficou  bem despreocupada,
Na inocência a pobre coitada
Nem imaginava o que se passou,
E o perigo que enfrentou
Que até podia está morta,
Mas isso não mais importa
Porque  o santo  vigário lhe adotou.


Padre Bento mudou seu roteiro
Resolveu para casa voltar,
Para melhor poder cuidar
Do passarinho aventureiro,
Que carecia de cuidado inteiro
Por ser tão frágil e pequeno,
Num tinha direito o empeno
A pobre da avizinha,
Que agora por certo tinha
Um lar tranquilo e sereno.

No caminho ia pensando
Como da criatura cuidar,
O que fazer para alimentar
Tudo isso   ia matutando,
Foi assim mesmo que quando
Uma ideia lhe acometeu,
Um sorriso maroto ele deu
E olhou para a criaturinha,
Seu nome seria Santinha
Disse com o jeito seu.

Chegou na casa paroquial
Tratou logo de arrumar,
Para santinha um bom lugar
Que não podia ser o quintal,
Onde  seria comida de outro animal
Resolveu então colocá-la na camarinha,
Perto de um  grande baú que tinha
E guardava com muito cuidado,
Pois lhe tinha sido dado
Por sua santa mãezinha.

Ajeitou um ninho aconchegante
Com muito conforto e carinho,
Para dar para aquele serzinho
Tudo de mais importante,
Seu amor ao ser chegante
Tava escrito em sua cara
Com uma alegria bem rara
Que tomava o seu semblante,
Era uma alegria  desconstante
Dessas que a gente repara.

O tempo foi indo, passando
E o amor do padre crescendo,
A avizinha também respondendo
Os dois iam se apegando,
O povo todo tava reparando
Naquela amizade bonita,
Que paracia uma fita
Essas coisa de cinema,
Que é quando vida tema
Em ser coisa esquesita.

A primeira preocupação
De como a coisinha alimentar,
O vigário achou como ajustar
E isso virou até atração,
Pro povo da  região
Que vinha de longe pra ver,
Padre Bento dar de comer
A sua rolinha fogo pagô,
Vinha pobre e vinha doutor
Só pra forma poder conhecer.

O padre colocava o passarinho
Em cima de uma mesa,
Depois com sua esperteza
Ia até um pequeno cantinho,
E atrás das garrafas de vinho
Pegava a ração que fabricava,
Botava na boca e mastigava
Até virar uma papa, um mingal
Botava no bico do animal
E esse se deliciava.

O povo ia ao delírio
Coma quele tal espetáculo,
E não viam nenhum  obstáculo
Era até um bom colírio,
No cotidiano de martírio
Daquela gente sofrida,
Ver tanta amizade reunida
Nos dois seres abençoados,
Que foram bem coroados
Com o que há de melhor na vida.

Santinha tava crescendo
Sob os cuidados do vigário,
Que não economizava erário
Pra lhe ver desenvolvendo,
De tudo ia aprendendo
A rolinha era muito da inteligente,
Chamava muito atenção da gente
Só faltava mesmo falar,
E ir rezar missa lá no altar
Pra esse montão de crente.

Com tamanha esperteza
Santinha  fez até apresentação,
Foi o Espirito Santo na grande Paixão
Quem viu diz que foi uma beleza,
E até deu muita certeza
Que coisa igual nunca existiu,
E por aquelas bandas nunca se viu
O passarinho era um danado de sabido,
Tudo ele tinha aprendido
Do que o padre lhe serviu.

Onde padre Bento andava
Santinha também lá ia,
O povo admirava então quando via
 A forma como os dois ajustava,
Pois se um tava quieto o outro parava
Era uma verdadeira combinação,
Assim como a farinha e o feijão
A noite com a  dama lua,
As casas  com a sua rua
E todo o tipo de união.

Era a tal rolinha do vigário
Falavam os maldosos em gozação,
Fazendo anedota da situação
Já as beatas faziam o contrário,
E até rezavam o rosário
Pela a saúde da sabida Santinha,
Pois era santa aquela avezinha,
De todo jeito ali se falava
Do passarinho que o padre cuidava
E que vivia na sua camarinha.

No meio daquilo tudo
Tinha gente que não gostava,
E até mesmo zangava
Se fazendo de surdo mudo,
Dizendo que era um absurdo
Que o povo tava era cego,
Que aquilo era mais prego
E não tinha nada de cruz
Pois era do diabo num era de Jesus
Aquele bicho de légo.

Quem luta pela vida
Encontra muita oposição,
Com o padre não foi diferente
Aquela opção escolhida,
Também era a mais sofrida
Pois  era muito do perseguido,
Nunca tinah sido agredido
Mas ameaça não faltava,
Diria que até sobrava
Na vida do sacerdote querido.

Alheia e por fora de tudo isso
Santinha ia era bem crescendo,
A cada dia mais desenvolvendo
Dando muito trabalho e serviço,
Fazendo um consumiço
Nos cabelos do seu dono,
Que tava perdendo o sono
Com as suas estrepulias,
Somadas as tais rebeldias
Que chegavam com o mês nono.

A rolinha estava danada
Mexia com toda gente,
Deixava o padre de cabeça quente
Dando em menino bicada,
Tava era da muito abusada
A Santinha do bom pastor,
Que rezava com muito fervor
Para que ela sossegasse,
E que por Deus  acalmasse
Todo aquele grande furor.
A Santinha se divertia
Com toda aquela situação,
Corria com sacristão
De dentro da sacristia,
Depois sorrindo parecia
Com a carreira do coitado,
Que só parava do outro lado
Com a lingua no pescoço,
Era o maior alvoroço
Com o que se tinha passado.

Certo dia um coronel mandatário
Metido nessa tal de eleição,
Resolveu dar no padre uma lição
E dentro do confessionário,
Prenderam o pobre vigário
Uns jagunços de aluguel,
Vindos a mando do coronel
Era pra dar um corretivo,
De não deixar o padre vivo
E jogar seu corpo ao léu.

Mas  Santinha tudo percebendo
Saiu foi bem desesperada,
Fazendo a maior prezepada
Pela praça e ruas correndo,
O povo que tava vendo
Ficou  muito do intrigado,
A rolinha naquele estado
E o padre não estava atrás?
Tava acontecendo algo de mais
Aquilo tava era errado.

Uma multidão na igreja adentrou
Os jagunços fugiram  de medo,
No padre não  tocaram o dedo
Assim Santinha seu amigo salvou,
Pagando a dívida que ele não lhe cobrou
O tal do coronel pegou foi maleita,
E morreu com essa desfeita
Assim a heroína traquina rolinha,
Voltou a viver aprontando soltinha
Na sua boa liberdade perfeita.




domingo, 18 de março de 2012

José Acaci, Um Poeta Educador !



Quanto mais tenho contato com a genialidade dos poetas populares do Brasil, mais me convenço que, embora a grande mídia não aceite, esse país está desenvolvendo culturalmente sim. A nossa verdadeira cultura tupiniquim pouco a pouco tá chegando e conquistando o seu lugar.

E é com esse sentimento que o “A Arte Do Meu Povo” homenageia, com muito orgulho, um dos incentivadores da utilização do cordel na educação nordestina. Poeta José Acaci(genial)...



“Vice-Presidente da Academia de Letras de Parnamirim/RN, José Acaci é professor, compositor, e poeta cordelista. Nascido em Macaíba/RN, herdou do pai, Chagas Ramalho, o dom e a paixão pela literatura de cordel, e da mãe, Dona Mariquinha, a sabedoria e a garra e para enfrentar as batalhas da vida sempre sorrindo.

O seu primeiro livro foi Histórias de Rio pequeno- Uma Viagem Poética sobre a História de Parnamirim”, Autor também dos CD’s Cordas e Cordéis e “Do Cordel à Embolada” e de mais de sessenta folhetos de literatura de cordel, Acaci lança agora a segunda edição de Conselhos Pra Juventude.



Desde 2006 o poeta trabalha no projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula, que é aplicado em Escolas Municipais do Município de Parnamirim, no qual ele leva o incentivo à leitura, o estudo e a valorização do meio ambiente, o conhecimento da cultura nordestina, e a importância dos valores humanos e sociais através da literatura de cordel.

Semestralmente participa da Semana BNB de Oficinas Culturais. Projeto que leva às cidades do interior do Rio Grande do Norte, oficinas de Teatro, Rádio, Vídeo, Fotografia, Produção de Projetos e Literatura de Cordel. O projeto já foi aplicado nas cidades de Santa Cruz do Inharé, Sítio Novo, Parnamirim, Angicos e Caiçara do Norte.



Acaci é Membro da SPVA _ Sociedade dos Poetas Vivos a Afins do RN, e pela sua contribuição à cultura potiguar, já recebeu muitas homenagens de escolas públicas do RN, do SESC/RN e da Aliança Francesa, além dos títulos:

Mérito Cultural Luiz da Câmara Cascudo, concedido pela Academia Caxambuense de Letras/MG;

Mérito Poético Olegário Mariano, pela Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores e,

Consul Poeta Del Mundo, pela Organização Internacional Poetas Del Mundo, com sede no Chile.




Acaci é um apaixonado pela arte, que sonha com uma educação de resultados e uma sociedade mais justa e consciente dos seus deveres e responsabilidades com o futuro do lugar onde vive."



Agora você terá o prazer de conhecer um pouco do grande talento do POETA José Acaci:



O DIREITO ROMANO

Recebi um desafio
de um velho camarada
que eu fiquei duvidoso
se topava essa empreitada:
Pensar num texto em cordel
e escrever no papel
sem cometer um engano,
ser bastante categórico
e escrever um breve histórico
sobre o Direito Romano.

Para escrever esses versos,
eu busquei inspiração
num texto tão bem escrito
que me chamou atenção
pelo seu ensinamento
de que oitenta por cento
dos artigos que se explana,
foram confeccionados
formulados e estudados
direto da Lei Romana.

Foi Flávia Lages de Castro
quem me chamou atenção,
que os principais fundamentos
do direito em discussão,
têm fundamento na história
de Roma, que em sua glória,
nos deu os contra e os pós,
e o texto dela retoma
que a história de Roma
é também de todos nós.

Dos três períodos da história,
chamo atenção com firmeza
para o primeiro período,
que foi o da realeza.
O rei, com poder total,
lá no seu trono real,
comandava esse cenário,
do civil ao militar,
a igreja do lugar,
e até o judiciário.

Já o segundo período
se chama republicano,
quando o senado perdeu
o seu poder soberano.
Foi quando os magistrados
passaram a ser indicados
cada qual com sua função,
como cônsules pretores,
e os edis que eram sensores
nos problemas da nação.

E seguindo essa sequência
veio o período do império,
que em relação a história,
foi um tempo muito sério.
Tempo de muito rigor,
no qual o imperador
tinha o dom de comandar
e influir no cenário,
no poder judiciário,
no civil e o militar.



A história é associada
ao Direito Romano
desde a sua fundação
até o Justiniano.
Que já no século seis
mostrou a hora e a vez
de definir novo pleito,
e buscou a direção
para a consolidação
do Estado de Direito.

O Estado de Direito
fundamentava a semente
de cada um ter o seu,
e viver honestamente.
Sem lesar o companheiro,
nem roubar o seu parceiro ,
que acaso fosse seu sócio,
pra evitar desafetos,
e dar os passos corretos
pra existir um negócio.

Eis que o Direito Romano
dividiu-se em três momentos,
que eu vou tentar explicá-los
dando os encaminhamentos:
O arcaico era o primeiro,
que tinha no seu roteiro
os vários ritualismos,
e a família como centro
do poder e sempre dentro
de todos os formalismos.

Veio o período clássico,
e durante esse momento
o direito teve o auge
do seu desenvolvimento.
Aí aparecem vultos
chamados jurisconsultos,
e a figura dos pretores,
e os artigos pensados
foram pré-organizados
por aqueles pensadores.

Já o período pós-clássico
deve ficar na memória,
e deve ficar marcado
para sempre na história
pela nova discussão
e a codificação
das leis que foram criadas,
e foram tendo reformas
e ganhando novas formas
pra hoje serem aplicadas.

Eis que o Direito Romano
trouxe novos horizontes
pra nossa sociedade,
e ele tem como fontes
os atos processuais,
e lhe acrescento mais,
costumes e plebiscitos,
dos plebeus antepassados
e os atos dos magistrados
que eram chamados editos.

Também quero acrescentar
a ação dos senadores
cujas deliberações
guiavam os imperadores.
Era o Senatus-Consultus,
que junto aos jurisconsultos
com suas opiniões,
ditaram de frase em frase,
e assim formularam a base
para as constituições.

Eu vou terminando aqui
botando em primeiro plano
a importância do estudo
sobre o Direito Romano.
Que esse cordel seja um prumo
pra que você tenha um rumo
e lhe sirva como guia,
se acaso tenha gostado,
lhe digo muito obrigado,
adeus, até outro dia.



SER HONESTO NO BRASIL É INCONSTITUCIONAL


Quando um político é eleito
pra defender seu mandato,
logo no primeiro ato
tudo é bonito e perfeito.
Diz que é um homem direito,
se agarra à Constituição
e jura a toda nação
que é um homem honesto,
deixando ali seu protesto
contra a corrupção.

Mas a negociação
já está a passos largos
pelas mudanças de cargos...
E adeus Constituição.
É um fazendo pressão,
e outro querendo propina.

Tudo por trás da cortina
ou por debaixo do pano.
Entra ano e chega ano
e a coisa vira rotina.
Há poucos meses atrás
só não ouviu quem não quis,
que esse nosso país
estava com todo gás.

Arrecadando bem mais
que muitos outros países,
e que as novas diretrizes
que nunca antes se viu,
deixaram nosso Brasil
imune a todas as crises.
Mas crise é só o que avança
aqui na nossa nação:
tem crise na educação,
tem crise na segurança,
na saúde da criança,
nos leitos dos hospitais,
nas estradas federais,
nos transportes e nos portos,

crise nos aeroportos,
e escolas municipais.
Os políticos se escondendo
por trás da imunidade,
e o jogo da impunidade
nosso país ta perdendo,
e quem tem olho ta vendo
a crise na juventude
e o crack, de forma rude,
destruindo nossos lares,
e os nossos parlamentares
sem tomar uma atitude.



Tem crise nos bastidores
desses hospitais lotados.
Brasileiros humilhados,
jogados nos corredores.
E no excesso de assessores
desse político ladrão,
esse mesmo cidadão
que num primeiro momento
fez um belo juramento
ante a Constituição.

Uma nova lei foi criada
pra não deixar eleger
e não botar no poder
quem fizesse coisa errada.
Mas a nossa pátria amada
foi vítima de um novo ato,
que nos mostrou o retrato
dessa turma que garimpa:
nossa lei da ficha limpa
ficou pra outro mandato.

Com tanta politicagem,
tanto roubo, safadeza,
falcatrua, esperteza,
extorsão e malandragem,
só falta vir a mensagem
do Senado Federal,
que nesse tempo atual,
de uma maneira sutil,
ser honesto no Brasil
é inconstitucional.




Nessa Vida, Quem Pega o Bonde Errado/ Vai Parar na Estação do Desengano


Eu já tive uma esposa querida,
A mulher que me fazia feliz,
Foi tão grande a besteira que eu fiz
Que perdi o amor da minha vida.
Tive um caso com uma mulher fingida
E assim fui entrando pelo cano,
Deixar minha mulher foi um engano,
Hoje choro lembrando do passado,
Nesta vida, quem pega o bonde errado,
Vai parar na estação do desengano.

Quem se perde no caminho do vício,
Na maconha, no crack, ou na cachaça,
Tem a vida jogada na desgraça,
É sujeito a cair num precipício.
Diga “não” para a droga no início,
Antes que você entre pelo cano,
Pois ela degenera o ser humano,
E o transforma em um pobre coitado,
Nesta vida, quem pega o bonde errado,
Vai parar na estação do desengano.




A IMPORTÂNCIA REAL DO PROFESSOR


Se você é um bom advogado,
se é juiz, ou se é um engenheiro,
se hoje você tem muito dinheiro,
deve ter estudado pra danado.
Parabéns por você ter alcançado,
pois merece essa honra com louvor,
não esqueça que antes de ser doutor,
você foi um aluno no passado.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.

Professor que acorda sempre cedo,
pra chegar sempre no horário certo,
sua vida é como um livro aberto,
sua história tem sempre um grande enredo.
Se adoece ele chega a sentir medo
de não poder mostrar o seu valor,
pede a Deus para livrá-lo da dor,
pra na sala outra vez ser abraçado.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.

No trabalho incessante mete o peito,
Descobrindo maneiras de ensinar,
Está sempre disposto a explicar,
E explica sempre de um novo jeito,
Pra falar dele, eu sei que sou suspeito,
Mas eu quero gozar este sabor,
De cantar para o mundo seu valor,
E dizer que de amor ele é cercado,
Eu só quero que fique registrado
A importância real do professor.

Se na sua labuta ele se cansa,
Pede a Deus que lhe dê mais energia,
Mais saúde e mais sabedoria,
E nessa caminhada ele avança.
Sua própria história se entrança,
Com a história do bravo lutador,
Enalteço seu nome e seu valor,
E lhe digo: “És um bem aventurado”.
Eu só quero que fique registrado
a importância real do professor.






As informações aqui contidas foram encontradas através de pesquisa e tendo como fontes os sites: http://espacodocordel.blogspot.com/2011/11/biografia-de-jose-acaci.html e também http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1706950 . Convido você a fazer uma visita a estes sites, tenho certeza que irá gostar muito.



"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!!"

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um Poeta Do Tamanho Da Amazônia, Celdo Braga!

Faz uns meses que chegou em minhas mãos uns Cds(na realidade 3) de um grupo que faz música regional em Manaus, através do meu amigo e cunhado professor Clédson Ponce.

Assim que ouvi, me apaixonei com a qualidade, poesia, sensibilidade do grupo e em especial desse poeta/compositor que o “A Arte Do Meu Povo” homenageia agora.

É bonito demais ver a nossa verdadeira cultura sendo feita e apresentada por pessoas como o grupo IMBAÚBA, que em outra oportunidade também estará aquis endo homenageado como mais detalhes.






Neste momento o “A Arte Do Meu Povo” mostra pra você, a brasilidade, brasileira do Brasil através da arte e poesia desse grande representante da nossa cultura verde Amazonia e imponente Amazonas, Poeta Celdo Braga.

As informações aqui contidas foram encontradas, através de pesquisa no site: http://www.carlosbranco.jor.br/poesiasceb.html . Mas muitos outros sites trazem informações sobre o trabalho desse grande poeta brasileiro.




Faça uma visita ao site http://www.imbauba.art.br/


Para você um pouco do Poeta Celdo Braga...




Celdo Braga é amazonense (benjaminense de coração), nascido em setembro de 1952. Professor, músico e poeta, já publicou quatro livros de poemas. Entre eles, Mito x Realidade e Cordel Verde e Água e Farinha. Outros o fez em parceria com Eliberto Barroncas.

Radicado em Manaus há mais de 15 anos, desde dos tempos de Benjamin Constant já era ligado à literatura e à música. Aliás, tem formação em Letras e lidera o grupo de música regional Raízes Caboclas. É mais um autor da nova geração amazonense.”




Sinta um pouco da força da poesia desse grande brasileiro amazonense:


Amazonas

O rio banha de luz
murmureja e vai seguindo
de porto em porto esculpindo
as margens do seu destino.

Destino de ser caminho
de ser barco e navegante
de ser leme e comandante
do seu próprio caminhar.

Canaranas matupás
membecas e murerus
são ilhas de arribação
no regime das enchentes.

Nas vazantes borda praia
onde o rito da desova
aninha nos tabuleiros
tartarugas tracajás.

E no ciclo das areais
a vida eclode apressada
pra ser de novo tocada
pelo compasso do rio.

Quantas vezes esse rio
brincou comigo de pira
lavou roupas nas beiradas
foi a fonte do meu pão...

Em silêncio e solitário
vai vencendo desafios
se envereda em paranás
bebe a água de outros rios.

Guarda os segredos dos lagos
se embrenha nos igapós
sabe notícia da mata
na boca do igarapé.

Ao desfolhar a paisagem
das matas já distantes
dos primeiros navegantes
acordando o seu silêncio.

O rio acende memórias
de lendas de encantamento
e fragmentos de mistérios
que borbulham do seu leito.

Carrega todos os sonhos
do olhar das ribanceiras
que se enche de esperança
ao ver o barco passar.

Sempre que um gesto impensado
tolda as águas mancha a vida
o rio geme lá no fundo
a ferida que já sangra.

O sol míngua no poente
brisa mansa maresia
o rio se esquiva e dorme
em noturna romaria.

No amanhecer inda brilha
a luz dos últimos astros
que a noite se banharam
no firmamento do rio.

rio de saber, santuário
onde os pajés os sacacas
em mirações milenares
beberam da sua luz.

luz de versos que caminham
alumiando os barrancos
que choram terras caídas
à procura de outro chão.

Com jeito de cobra-grande
o rio das águas barrentas
rumo leste busca o mar
talvez para se perder
talvez para se encontrar.




Canoa

Tronco escavado
a ferro e fogo
que ganha nas águas
o prumo da quilha
o destino da proa
Um toque de arte
um ciclo de vida
uma nave cabocla -
CANOA



Lendaridade

A flor da vitória-régia
é branca ao amanhecer
cor-de-rosa pela tarde
lilás, ao anoitecer
Mas quando tudo serena
a flor se torna morena
repete o rito da lenda
mergulha para morrer



Identidade

Toda vez que ouço o rio
deslizando lentamente
em busca do mar
Ouço o eco da saudade
dos meus pais
dos meus avós
ressoando em mim...
Minha parte nordestina
querendo voltar
Mas ao entrar na canoa
uma voz bem lá do fundo
soa, dizendo não vá
É o som de todas as tribos
tamborilando meu peito...
Minha parte índia
querendo ficar
Daí olhando pro rio
com sede de identidade
entendo que na vontade
de partir e de ficar
o meu ser caboco é
o encontro de duas águas
metade rio, metade mar



"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!"

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Poeta Carlos Silva do Sertão Nordestino

A mais ou menos dois anos, cheguei na Rádio onde trabalhava e o responsável pela progrmação me chamou dizendo: “ Teve aqui um poeta cantor e trouxe um CD que eu achei a tua cara”. Tenha certeza... era a minha cara mesmo, me apaixonei na hora pelo trabalho daquele poeta/cantador que tão bem traduzia o sentimento sertanejo através do seu trabalho.

Pela minha falta de tempo não tive como fazer uma pesquiesa mais detalhada sobre ele antes. Mas estes dias tive uma surpresa maravilhosa. Pois, quando abri o blog e dei uma olhada na última postagem, encontrei um cometário desse magnífico poeta, que tanto me encantou e melhor ainda ele passou a ser seguidor(como muitas outras pessoas maravilhosas) desse humilde espaço de valorização da nossa brasilidade, brasileira do Brasil.

Por isso é que com muita honra e orgulho o “A Arte Do Meu Povo” homenageia o Poeta “nordestino dos bons” Carlos Silva.

Para encontrar as informações contidas nesta homenagem busquei o site oficial do poeta o: http://www.carlossilva.com.br, que aconselho você a visitar bem como o blog www.bandasdegaragem.com.br/carlossilvacantaqdor.

E agora para as amigas e os amigos o poeta Carlos Silva!!!!



"Nascido em São Paulo, Carlos Silva encontrou suas raízes culturais no sertão da Bahia onde foi criado desde a meninice. E entre trovadores e cordelistas na vila de Itamira no município de Aporá, no interior baiano encontrou a magia da poesia popular.

Começou a cantar em 1978, ainda interpretando outros nomes da música Brasileira e Internacional. E logo depois sentiu necessidade de criar seu próprio estilo. “Foi aí que deixei a paixão pelo Nordeste falar mais alto [...]” diz Carlos Silva que se considera um 'nordestino inverso'.

Ao longo dos anos foi construindo sua carreira baseada na lealdade a cultura de seu povo e no trabalho intenso. Seguiu, inspirado por grande nomes com Luís Gonzaga, Vital Faria, Xangai, Geraldo Azevedo e do Trio Nordestino e por importantes nomes da literatura como Zé Limeira, Patativa do Assaré, Gordurinha, Téo Azevedo, Assis Ângelo e Moreira do Acopiara.


Resultando em 2000 no lançamento de seu primeiro CD com produção independente e o primeiro folheto de cordel. Então pegou a estrada e viajou o país inteiro difundindo a cultura nordestina “que é tão bela e tão rica”.

Em 2003, lançou seu segundo CD intitulado “Retratando”, álbum que presta justa homenagem a todos os cordelistas, trovadores, cantadores e, em especial, a Mestre Vitalino e outros ícones da nossa cultura. Assumindo um tom ora lúdico ora crítico, as canções que compõem o disco reverenciam o artesanato, a linguagem e a poética do povo nordestino. Outro ponto debatido pelo compositor é a invasão lingüística e cultural promovida por países como os Estados Unidos, o que fica bastante evidente na canção ESTRANGEIRISMO, um sucesso absoluto composto em parceria com Sandra Regina.
Ainda em 2003 com apoio do Itaú Cultural e juntamente com a Cooperifa ( Cooperativa dos Poetas da Periferia – movimento literário da capital paulista do qual faz parte ) lançou a coletânea Rastilho de Pólvora, êxito que foi repetido em 2006 com o lançamento de um CD de poesias pela Cooperifa e duas canções compostas por ele em parceria com o músico Zé Riba fazem parte de um CD lançado na França pela gravadora Urban Jungle. “Brazil estamental (oito pilha! Hum real) foi uma música de grande sucesso nas rádios francesas”, destaca.




De lá pra cá, Carlos Silva segue viajando por esse Brasil, divulgando seu trabalho e cativando o público por onde anda com sua música que é acima de tudo verdadeira e abre espaços antes fechados pela exclusão e marginalização desta cultura. “Lembro que até meados de 1994 era uma vergonha usar chapéu de couro e caminhar nas ruas de São Paulo” diz ele. Atualmente espaços como UNIP e UNIBAN (2006 e 2007) já prestigiaram de perto a arte deste Nordestino Inverso.
Carlos Silva também mantém o trabalho com os livretos de cordéis, tendo lançado entre 2005 e 2007 5 livretos e ainda têm muito mais guardados na gaveta à espera do lançamento."


Agora vamos nos deliciar com uma pequena amostra do maravilhoso trabalho Carlossilvense:



NOSSA LÍNGUA - VAI MUDAR

Vão mudar nossa gramática
Quero estar preparado
Pra na hora da mudança
Eu estar bem informado
E saber dizer direito
O que foi modificado

Vou fazer reflexão
Com a minha mente acesa
E tentar me adequar
As mudanças com certeza
Pelas quais irão Passar
A nossa língua Portuguesa

O que entra e o que sai
O que muda afinal?
São cinco paises unidos
De forma tão genial
Para melhor entendermos
De forma universal
Já passamos Pero Vaz

E logo depois Camões
Machado de Assis teve
Nela grandes inspirações
Será uma forma bela
De boas transformações

O processo será lento
Para todos absorver
A nossa velha gramática
E a nossa forma de ler
Mas no fundo meu amigo
Todos irão compreender

Os sintaxes os fonemas
As crases, o velho trema
Essas modificações
Resolverão o problema?
Eu ficarei aguardando
E a todos indagando
Sem querer perder o tema

"Sou simples sou composto
Oculto,indeterminado
Particípio eu sou gerúndio
Sou fonema Sim Senhor
Adjetivo,predicado eu sou sujeito
Ainda trago no meu peito
Este Brasil com muito amor"





O VERDE NÃO VALE TANTO?
Ou qual o valor que o verde tem?

VEJO O MUNDO AOS POUCOS AQUECENDO
AS GELEIRAS DERRETENDO A CADA DIA
ESPATIFANDO EM PERFEITA HARMONIA
ICE BERGS ESTÃO DESAPARECENDO
E O HOMEM DIZ NÃO TÁ ENTENDENDO
ESTE AQUECIMENTO TÃO BRUTAL
E AOS POUCOS A BELEZA GLACIAL
TRAZ ENCHENTE CAUSANDO INUNDAÇÃO
COMO SE PREPARASSE A DESTRUIÇÃO
DESTE MUNDO E DA VIDA ANIMAL


TALVEZ SEJA EXTINÇÃO DA HUMANIDADE
POR GANANCIA AUMENTANDO A PRODUÇÃO
SUFOCANDO COM SUA POLUIÇÃO
TODA ESSENCIA DA PRÓPRIA CRUELDADE
POIS O HOMEM CONHECE DE VERDADE
TODA CAUSA TEM EFEITO GARANTIDO
QUANDO ELE NOTAR QUE ESTÁ PERDIDO
O SEU GESTO NÃO TERÁ MAIS REVERSÃO
PAGARÁ COM SUA VIDA A DESTRUIÇÃO
MORRERÁ ESCUTANDO SEU GEMIDO


O PLANETA É UMA CASA ABENÇOADA
CONSTRUIDA POR UM DEUS UNIPOTENTE
MAS O HOMEM ESQUECEU O QUE É SER GENTE
DESTRUINDO ESTA OBRA TÃO SAGRADA
O QUE RESTA DO MUNDO É QUASE NADA
POIS ATÉ O BOM DEUS FOI ESQUECIDO
HOJE LAMENTA VENDO TUDO DESTRUÍDO
MAS EM BREVE COBRARÁ O QUE FOI FEITO
E APENAS O LEAL SERÁ ELEITO
QUANDO TUDO AQUI FOR CONSUMIDO

VEJO TRISTE A AMAZÔNIA DESTRUÍDA
EXPLORAÇÃO DESORDENADA ME APAVORA
A BELEZA EXISTENTE DESTA FLORA
JÁ É UMA FOTOGRAFIA ESQUECIDA
QUE SERÁ ÓH MEU DEUS DE TODA VIDA
QUE DESPREZA O QUE ERA PRESERVAÇÃO
OS POLÍTICOS ENVOLVIDOS NA AMBIÇÃO
COMPRA E VENDE A BELEZA NACIONAL
ENCURTANDO O CAMINHO PRO FINAL
SEM AMOR, SEM CLEMENCIA E SEM PERDÃO.





"SER" POETA...ou o troco.


POETA NÃO É QUEM VERSA
VERSOS DE OUTRO ALHEIO
ESFORÇANDO PRÁ NÃO ERRAR
SÓ PARA NÃO FAZER FEIO
POETA É AQUELE QUE CRIA
COM RESPEITO E SABEDORIA
O SEU PRÓPRIO DEVANEIO

SER POETA CAMARADA
É AMARGAR SUA DOR
SORRIR NA DIFICULDADE
A NINGUÉM SER LAMENTADOR
É USAR A INTELIGÊNCIA
DE TODA SUA CIÊNCIA
QUE LHE DEU O CRIADOR

É FAZER DA PEDRA O PÃO
E DO FRIO SEU COBERTOR
FEITO CHICOTE RASGANDO
O GÉLIDO SERENO DA DOR
É FAZER RIMA E VERSO
VAGAR NO SEU UNIVERSO
MOSTRAR QUE TEM SEU VALOR

SENTIU O ESTOMAGO RONCAR
RECLAMANDO O ALIMENTO
DORMIU EM PENSÃO BARATA
PRÁ NÃO FICAR NO RELENTO
JÁ SAIU PRÁ MANGUEAR
PARA UNS TROCADOS GANHAR
EM TROCA DO SEU TALENTO?

JA PEGOU ESTRADA (poeta?)
CHEIO DE SONHOS NA SACOLA
PRÁ VENDER A SUA ARTE
SEM ACEITAR UMA ESMOLA
JÁ PASSOU O CHAPÉU NA FEIRA
OU ISSO PRÁ TI É BESTEIRA
TIRADO DA MINHA CACHOLA?

QUANTAS PROMESSAS"EMBRIAGADAS"
RECEBERAS DE PROPOSTAS,
QUANTOS MENTIROSOS TU
CARREGASTES EM TUAS COSTAS
E TE LARGARAM INDAGANDO
AO "DESTINO"PERGUNTANDO
SEM OBTER AS RESPOSTAS?

ACORDA, POIS SER POETA
É VIRAR UM VAGALUME
TROCAR NOITE PELO DIA
PISAR NO BARRO OU NO ESTRUME
É FAZER DA POESIA
UM SONHO EM CANTORIA
SEM PERDER O BOM COSTUME

PEGA AGORA UM PAPEL
CANETA E INSPIRAÇÃO
ESCREVA A SUA HISTÓRIA
DESPERTE SUA CRIAÇÃO
NÃO PRECISA SER RIMADA
DE FORMA CORDELIZADA
OU COM METRIFICAÇÃO

OU SERÁ QUE VOCÊ PENSA
QUE POETA JÁ NASCE FEITO
QUE O HOMEM NÃO É CAPAZ
DE CRIAR VERSO DIREITO?
LEVANTE, COMECE ESCREVER
O MUNDO QUER CONHECER
O QUE HÁ NESTE TEU PEITO


ANTECIPO COM CERTEZA,
VIVER DE ARTE É UM DESAFIO
TEM QUE CONTAR COM A SORTE
SER INSISTENTE TER BRIO
LEVAR NOME DE VAGABUNDO
E NEM SE QUER POR UM SEGUNDO
ACHAR QUE O TEMPO É TARDIO


MENTIRAS E MENTIROSOS
DE CERTO ENCONTRARÁ
TAXADO DE SONHADOR
VOCE SEMPRE ESCUTARÁ:
ONDE É QUE VOCÊ TRABALHA
QUAL É A SUA BATALHA,
FELIZ AGORA VOCE ESTÁ?

NÃO FAÇA POEMA APOLÓGICO
NEM DIGA VOU LER UM VERSINHO
NÃO DEIXE QUE OUTROS DIGAM
QUE VOCÊ É UM COITADINHO
AFASTE-SE DOS "IDEALISTAS"
OU DE LITEROS-MASOQUISTAS
QUE CRUZAR O TEU CAMINHO

SE QUISER SER RESPEITADO
NÃO DÊ O QUE PRODUZIR
NEGUE SEMPRE QUE PUDER
QUANDO VIEREM TE PEDIR
MINHA ARTE TEM UM PREÇO
NÃO PODE PAGAR,?AGRADEÇO
MÁS EU PRECISO PARTIR

SE NÃO FOR PRÁ SER ASSIM
SIGA ENTÃO A SUA VIDA
QUANDO ENTÃO ME ENCONTRARES
SAIBA QUE ESTAREI NA LIDA
"VENDENDO" A MINHA OBRA
POIS É ISSO QUE ME SOBRA
DA PROFISSÃO ESCOLHIDA

SE MEUS VERSOS MAGOARAM
CREIA:NÃO QUIS TE OFENDER
SE NÃO VÊ SINCERIDADE
OUTROS LIVROS ENTÃO VÁ LER
POR FAVOR SAIA DA FRENTE
ALI TÁ CHEGANDO GENTE
E PRECISO A ARTE "VENDER"




Para conhecer mais poesias verdadeiras com o cheiro do sertão nordestino produzidas pelo nosso homenageado, faça uma visita agora mesmo ao site www.carlossilva.com.br ou ao www.bandasdegaragem.com.br/carlossilvacantaqdor.

E boa leitura prazerosa!!!



"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!!!!!"