terça-feira, 8 de março de 2011

Mil Vivas A Baiano E Os Novos Caetanos



Em uma época onde a ditadura imposta pelos grandes meios de comunicação força nosso povo a reverenciar tipos de arte com qualidade duvidosa, principalmente com relação a música.É mais que necessário que lembremos de brasileiros geniais, que foram responsáveis por criações divinas que fazem parte da nossa rica MPB.
Assim, o “A Arte Do Meu Povo” com muita honra e orgulho rende homenagem a esses dois monstros da nossa cultura, não através do humor(onde eram geniais comprovadamente). Mas como compositores, que com letras inteligentes falaram e criticaram problemas sérios do nosso país. Música séria feita por humoristas, isso deve ser motivo de orgulho para todos nós que nascemos nesse continente verde e amarelo.
Rogando para que não sejam esquecidos nunca, a homenagem de hoje vai para Chico Anysio e Arnold Rodrigues , através do seus Baiano e os Novos Caetanos!
Nas pesquisas, encontrou-se no blog http://euovo.blogspot.com/2006/10/baiano-e-os-novos-caetanos.html, estas informações:



Chico Anysio e Arnaud Rodrigues criaram uma paródia com Caetano Veloso e os Novos Baianos. No final da década de 60, quando Caetano e Gilberto Gil foram exilados do país, a trupe de Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby Consuelo e Paulinho Boca de Cantor ficou conhecida como Novos Baianos, como eles mesmos se intitularam.

Na televisão, Chico Anysio fazia sucesso com Chico City, onde junto com Arnaud Rodrigues interpretavam diversos personagens. Num desses quadros surgiram Baiano e os Novos Caetanos. O grande sucesso da dupla foi “Vô batê pra tu”. O primeiro disco foi lançado em 1974. No ano seguinte, 1975, a dupla lançou outro disco do “Baiano e os Novos Caetanos 2”, mas também lançaram outros discos como “Azambuja & Cia” e “Chico Anysio ao Vivo”, onde o humorista fazia um show com textos de Arnaud Rodrigues.”

Já o site WIKIPEDIA informa o seguinte:

“Baiano e os Novos Caetanos é o nome de um trio musical e humorístico composto pelos humoristas Chico Anysio, Arnaud Rodrigues e Renato Piau satirizando no título o conjunto Novos Baianos e o cantor Caetano Veloso.
Nascida nos anos 70 como uma sátira ao tropicalismo, a dupla formada por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anísio e Arnauld Rodrigues, respectivamente, no humorístico “Chico City”) trazia em suas canções letras divertidas e engajadas e um instrumental de primeira, com belos arranjos de violões, sanfonas e cavaquinhos, entre outros instrumentos. Clássicos como "Vô Batê Pá Tu", que fala das delações na ditadura, e "Urubu Tá com Raiva do Boi", uma crítica à situação econômica do país e ao “milagre econômico brasileiro”, e a bela "Folia de Reis", fizeram de Baiano & Os Novos Caetanos um nome significativo no universo do samba-rock e da música rural.”


Chegou a hora de você conhecer ou relembrar algumas maravilhas compostas e interpretadas por "Baianos e Novos Caetanos":

Nega

Nega, a cor da pele me incendeia
É cor de meia-noite e meia
É luxo para o seu homem, só

“Viu, neguinha, é isso aí...”

Nega, a cor da pele me incendeia
É cor de meia-noite e meia
É luxo para o seu homem, só

Faço do meu canto a neura existencial.
O conteúdo do cotidiano, o dia-a-dia da vida.
A eletrônica está substituindo o coração.
A inspiração passou a depender do transistor, do poeta, de aço, de poesia programada.
É demais para os meus sentimentos, tá sabendo ?

Folias de Rei

Ai andar andei, ai como eu andei
E aprendi a nova lei
Alegria em nome da rainha e folia em nome de rei
Alegria em nome da rainha e folia em nome de rei
Ai mar marujei, ai eu naveguei
E aprendi a nova lei
Se é de terra que fique na areia o mar bravo só respeita o rei
Ai voar voei, ai como eu voei
E aprendi a nova lei
Alegria em nome das estrelas e folia em nome de rei
Alegria em nome das estrelas e folia em nome de rei
Ai eu partirei, ai eu voltarei, vou confirmar a nova lei
Alegria em nome de Cristo, porque Cristo foi o rei dos reis
Alegria em nome de Cristo, porque Cristo foi o rei dos reis

Aldeia

Aldeia, aldeia, aldeia de pedra, aldeia
Semeia, semeia, sementes de ferro, semeia

Aldeia, aldeia, aldeia de pedra, aldeia
Semeia, semeia, sementes de ferro, semeia

Lá vem a procissão
Toca o sino late o cão
E todo mundo corre e todo mundo morre de pasta na mão
Oh de pasta na mão

Aldeia, aldeia, aldeia de pedra, aldeia
Semeia, semeia, sementes de ferro, semeia

Em cada rosto uma expressão
Em cada bucho a digestão
Um novo carro, nova capa
Enquanto velho me pede pão

O pão nosso de cada dia, dái-nos hoje, creditai, nossas dívidas
Assim como não nos perdoam nossos credores,
Não nos perdoam nossos credores...

Aldeia, aldeia, aldeia de pedra, aldeia
Semeia, semeia, sementes de ferro, semeia
Aldeia, aldeia, aldeia de pedra, aldeia
Semeia, semeia, sementes de ferro, semeia

Apocalipse

Tu não deves temer quando o azul deste céu se abrir
Tu não deves temer quando o verde da mata fluir
E um anjo branco toca a alma em clarim
E um anjo negro não quer saber mais de mim

Tu não deves temer quando o pó do planeta subir
Tu não deves temer quando o chão começar a ruir
E um anjo negro toca a alma em clarim
E um anjo branco não quer saber mais de mim

A lua de prata
Vira um ponto preto
Não se sobra o brilho da estrela Dalva

O sol bola de fogo
Vira um pingo d’água
Não escapa o riso é o fim da mágoa

Tu não deves temer quando a guerra parar de fluir
Tu não deves temer quando a fita da paz se partir
E um anjo branco toca a alma em clarim
E um anjo negro mostra a bandeira do fim

“ A gente tá só dando um toque. Não existe o centro, tá sabendo? A dor, o amor, a terra, a guerra, o pobre, o nobre... tudo é emprestado. Tudo é por enquanto, não sabe? Certo não é não... muda. Não muda, Paulinho? Tem que mudar... a gente ta só dando um toque. Quem se tocar, se tocou. Quem se toca, se toca....”

Catira caipira

Diz a frase sábia, mudou o acento é sabiá
O sol que nasce aqui é o mesmo sol que morre acolá
Quando entro no rio e vejo a sombra me acompanhar
Sombra é coisa bem feita, que entra na água sem se molhar

Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...

Um qualquer é qualquer coisa
Qualquer um pensa o que quer
Qualquer um é qualquer coisa que você quiser

Pode ser nome de homem
Sobrenome de mulher
Ou então o telefone de quem não lhe quer
Ou então o telefone de quem não lhe quer

Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...

A torneira quando pinga
É que não sabe fungar
Mas mulata quando ginga
Torce até quebrar

Diz que tudo vem do pó
Tudo em pó se voltará
E o café que é em pó, o que que vai virar?
E o café que é em pó, o que que vai virar?

Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...
Diz a frase sábia, mudou o acento é sabiá
O sol que nasce aqui é o mesmo sol que morre acolá
Quando entro no rio e vejo a sombra me acompanhar
Sombra é coisa bem feita, que entra na água sem se molhar

Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...
Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...
Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...
Catira, catira, catira, posso cantar?
Catira, catira, catira, lalalala...

Cego É Quem Não Quer Ver

Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver

Flores nos campos
Frutos da terra parida, hei
Muita comida
Povo bem alimentado

Com o seu suor
Sangrando de felicidade hei
Mas tudo é sonho, hei
Fácil de ser verdade

Não é porque... Cego é quem não quer ver
Não é porque...
Cego é quem não quer ver

Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver

Nos quatros cantos
Do planeta Terra, vida hei
Crianças vivas, hei
Pela fome devoradas

E o mal pior
É o vírus da sociedade, hei
Dói em você, eu sei
Dói em nós, mas é verdade

E é porque... Cego é quem não quer ver
Só é porque... Cego é quem não quer ver

Nos quatros cantos
Do planeta Terra, vida hei
Crianças vivas, hei
Pela fome devoradas

E o mal pior
É o vírus da sociedade, hei
Dói em você, eu sei
Dói em nós, mas é verdade

E é porque.... Cego é quem não quer ver
Só é porque... Cego é quem não quer ver

Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver
Cego é quem não quer ver

Cidadão da mata

Meu rancho de palha lala
Meu campo de malha lala
Um rosto na talha lala
E a chuva na calha lala

Cidadão da mata... eu sou
Cidadão da mata... eu sou

A água na lata tata
A mesa tão farta tata
Perdido na data tata
Achei-me na mata tata

Cidadão da mata... eu sou
Cidadão da mata... eu sou

Um touro na raia iaia
Um potro na baia iaia
A gente não vai iaia
Qualquer um que caia iaia

Cidadão da mata... eu sou
Cidadão da mata... eu sou

Meu cão, minha gralha lhalha
A minha pirralha lhalha
Meu pão, minha tralha lhalha
E um velho que malha lhalha

Cidadão da mata... eu sou
Cidadão da mata... eu sou

Meu rabo de saia iaia
Comigo na praia iaia
Mais se o dia raia iaia
A gente trabaia iaia

Cidadão da mata... eu sou
Matador da vila... não sou
Não sou...

“Amo, amo a mata! Porque nela não há preços. Amo o verde que me envolve... o verde sincero que me diz que a esperança, não é a ultima que morre. Quem morre por último é o herói. E o herói, é o cabra que não teve tempo de correr...”


Dendalei
Eu aprendi tudo que sei
Nos sete dias de transas do rei

Do que eu vi, muito gostei
Tudo perfeito demais
dendalei dendalei denda

Sou fã da viração do vento
Sou fã do livre pensamento
Sou fã da luz do nascimento
Sou fã aqui do melhor momento

Eu aprendi tudo que sei
Nos sete dias de transas do rei

Do que eu vi, muito gostei
Tudo perfeito demais
dendalei dendalei denda

Sou fã desse meu firmamento
Sou fã da roda que eu entro
Sou fã do velho testamento
Sou fã do agradecimento

Sou fã da viração do pensamento
Da luz do melhor momento
Do livre nascimento
Da cor do testamento
Do velho firmamento
E do agradecimento



Entardecer na fazenda

O anoitecer na fazenda
Traz um sol de esperanças
Para o dia que vem

Céu vermelho é o sangue das cores
Vistas nos arredores
Salpicadas de sol

Um bom pigarro
No uísque do doutor
Um bom cigarro, curtição do plantador

E a lua nova
Um anel no céu do entardecer
Cigarrra canta, ai, até morrer

Já deu seis horas, mãe da lua anunciou
Agora é ceia, prosa, verso e tocador
A sanfoninha, oito baixo e toca alto pra danar
Baião no chão, no céu, no ar

Entardecer na fazenda

O anoitecer na fazenda
Traz um sol de esperanças
Para o dia que vem

Céu vermelho é o sangue das cores
Vistas nos arredores
Salpicadas de sol

Um bom pigarro
No uísque do doutor
Um bom cigarro, curtição do plantador

E a lua nova
Um anel no céu do entardecer
Cigarrra canta, ai, até morrer

Já deu seis horas, mãe da lua anunciou
Agora é ceia, prosa, verso e tocador
A sanfoninha, oito baixo e toca alto pra danar
Baião no chão, no céu, no ar

Painho

Painho, Painho
Tô sofrendo mal de amor
Painho, Painho
-Joga os santos em sua dor

Painho Painho
o Xodó é o meu fraco
Painho, painho
-Sai pra lá que eu tô um caco

Chame os Santos lá de dentro
Chame os Santos de lá fora Õ,ô, ô,ô
Ô,ô,ô,ô

A Cunhã foi me dizer
Que painho tá sem amor
-Foi? Eu tô!

Eu também sofro essa dor
Essa dor ninguém suporta
-Afee! Tô morta!

Painho, painho
Um amor é meu remédio
Painho, painho
Posso ir fundo?
-Não, vá médio

Chame os Santos lá de dentro
Chame os Santos de lá fora Ô, ô, ô,ô
Ô, ô, ô ô....

A Cunhã foi me dizer
Que painho tá sem amor
-Foi? Eu tô!

Eu também sofro essa dor
Essa dor ninguém suporta
-Afee! Tô morta!

Painho, painho
Um amor é meu remédio
Painho, painho
Posso ir fundo?
-Não, vá médio

Chame os Santos lá de dentro
Chame os Santos de lá fora Ô, ô, ô,ô
Ô, ô, ô ô....

Sete Luas

Tem sete luas no cair do dia
Acende as velas para Ave-Maria
(Ave-Maria, Ave-Maria)

Tem sete luas quando o sol esfria
Acende a praça para ver Maria
(Hum... ver Maria, hum... ver Maria)

E Maria era morena
Pele jambo e reluzia
Todo homem que à via
Esquecia da novena
E fazia sua cena
Só pra ver se ela sorria
E Maria percebia
E Maria não falava
E Maria sonhava

Era uma vez um cavalo dourado
Que galopava no vento
Nele montado um príncipe encantado
Maior que o seu pensamento

E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)

Era uma vez um cavalo dourado
Que galopava no vento
Nele montado um príncipe encantado
Maior que o seu pensamento

E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)

Tem sete luas no cair do dia
Acende as velas para Ave-Maria
(Ave-Maria, Ave-Maria)

Tem sete luas quando o sol esfria
Acende a praça para ver Maria
(Hum... ver Maria, hum... ver Maria)

Era uma vez um cavalo dourado
Que galopava no vento
Nele montado um príncipe encantado
Maior que o seu pensamento

E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)

Era uma vez um cavalo dourado
Que galopava no vento
Nele montado um príncipe encantado
Maior que o seu pensamento

E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)
E galopava livre (e galopava livre)



Tributo ao Regional

Não há considerações gerais a fazer
Tá tudo aí... Tá tudo aí
Para quem quiser ver

Não há considerações gerais a fazer
Tá tudo aí... Tá tudo aí
Para quem quiser ver

Um som perfeitamente leve pro meu corpo
Um som incrivelmente vivo, nada morto

Chia (chia), chia (chia), chia meu cavaquinho
Pia (pia), pia (pia), pia minha flautinha

Não há considerações gerais a fazer
Tá tudo aí... Tá tudo aí
Para quem quiser ver

Não há considerações gerais a fazer
Tá tudo aí... Tá tudo aí
Para quem quiser ver

Um som perfeitamente leve pro meu corpo
Um som incrivelmente vivo, nada morto

Chia (chia), chia (chia), chia meu cavaquinho
Pia (pia), pia (pia), pia minha flautinha

Chia (chia), chia (chia), chia meu cavaquinho
Pia (pia), pia (pia), pia minha flautinha



Urubu tá com raiva do boi

“Legal... me amarro nesse som, tá sabendo?
O medo, a angústia, o sufoco, a neurose, a poluição
Os juros, o fim... nada de novo.
A gente de novo só tem os sete pecados industriais.
Diga Paulinho, diga...
Eu vou contigo Paulinho, diga”

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

O mosquito é engolido pelo sapo
O sapo a cobra lhe devora

Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.
Mas o urubu não pode devorar o boi:
Todo dia chora, todo dia chora.

“O norte, a morte, a falta de sorte...
Eu tô vivo, tá sabendo?
Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo...
Eu vivo, Paulinho.
Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: ‘Tudo bem?'
E ele diz pá gente: ‘Tudo bem!'
Não é um barato, Paulinho?
É um barato...”

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Urubu tá com raiva do boi
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
Não tem alimentação

Gavião quer engolir a socó
Socó pega o peixe e dá o fora

Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora
Mas o urubu não pode devorar o boi
Todo dia chora, todo dia chora

“Nada a dizer... nada... ou quase nada...
O que tem é a fazer: tudo... ou quase tudo...
O homem, a obra divina...
Na rua, a obra do homem...
Cheiro de gás, o asfalto fervendo, o suor batendo
O suor batendo (4 x) ”

Veio Zuza

Veio Zuza (8x)

E ele vem todo de branco, vem
E ele vem todo de branco, vem
É negro, é africano, é mestre, é Zulu

E ele vem todo de branco, vem
E ele vem todo de branco, vem
E ele vem todo de branco, vem
É negro, é africano, é mestre, é Zulu
E ele vem todo de branco, vem

São Gonçalo do Amaranto
Com sua espada em seu posto
Uma estrela na testa
Outra na maçã do rosto

São Gonçalo do Amaranto
Com sua espada em seu posto
Uma estrela na testa
Outra na maçã do rosto


Veio Zuza (8x)

E ele vem todo de branco, vem
E ele vem todo de branco, vem
É negro, é africano, é mestre, é Zulu

E ele vem todo de branco, vem
E ele vem todo de branco, vem
E ele vem todo de branco, vem
É negro, é africano, é mestre, é Zulu

E ele vem todo de branco, vem

São Gonçalo do Amaranto
Com sua espada em seu posto
Uma estrela na testa
Outra na maçã do rosto

São Gonçalo do Amaranto
Com sua espada em seu posto
Uma estrela na testa
Outra na maçã do rosto

Veio Zuza (8x)
Violamania
Baiano e Os Novos Caetanos
Composição: Indisponível
Onde, nem sei como...
De repente brilhou tudo em volta

Era meio da noite
E na toada só amor se tocou

Veio trazendo a luz do dia
O som quase esquecido
Da viola, a violamania (2x)

Onde, nem sei como...
De repente brilhou tudo em volta

Era meio da noite
E na toada só amor se tocou

Veio trazendo a luz do dia
O som quase esquecido
Da viola, a violamania (2x)


Vô batê pá tú

Falou, é isso aí malandro
Tem que se ligar aí nesse som, tá sabendo...
Eu vou bate pá tú, pá tu bate pá tua patota

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração, um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações

Tá falado, tu tem que se ligar....
É isso aí, falou

Vou batê pá tu bate pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê
Vô batê pá tú, batê pá tú
Pá tú batê

Pá amanhã a pá não me dizer
Que eu não bati pá tú
Pá tú pode batê

O caso é esse
Dizem que falam que não sei o que
Tá pá pintá ou tá pá acontecer
É papo de altas transações

Deduração um cara louco
Que dançou com tudo
Entregação com dedo de veludo
Com quem não tenho grandes ligações


"E Viva A Arte Do Meu Povo!!!"

sexta-feira, 4 de março de 2011

Maestro Hérve Cordovil: Um Gênio Brasileiro


Essa tarefa do “A Arte Do Meu Povo” de homenagear grades nomes da nossa cultura, em especial da Música Brasileira, que passam despercebidos ou desconhecidos pela maioria dos compatriotas tupiniquins, é triste e ao mesmo tempo gratificante. Triste porque são nomes que deveriam está na grande mídia a todo momento, servindo de exemplo para os nossos jovens(que tanto precisam hoje de bons ídolos) e orgulhando o nosso povo. E alegre por está, de certa forma, contribuindo para que esses grandes nomes não caiam de vez no ostracismo e também despertando em outras pessoas o interesse por eles. Quem sabe a gente plantando essa sementinha a cada dia, não colhamos em futuro não tão distante frutos de verdadeira brasilidade na maioria dos brasileiros.
É com essa intenção que o “A Arte do Meu Povo”, homenageia, hoje, mais um grande da nossa cultura. Sem medo de errar, posso afirmar que é um gigante cultural, estou falando do maestro Hervé Cordovil, um gênio da nossa música. Produziu pérolas em diversos estilos da nossa música, com certeza você conhece mais de uma música de brasileiro brilhante.
Foi pesquisando no blog http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/herv-cordovil.html, que encontrei as seguintes informações sobre nosso homenageado:



Hervé Cordovil, compositor, pianista e regente, nasceu em Viçosa MG (3/2/1914) e faleceu em São Paulo SP (16/7/1979). Foi criado no Rio de Janeiro RJ. O pai era médico e político e a mãe tinha formação musical. Estudou música desde pequeno e, entre 1924 e 1930, no Colégio Militar, foi aluno de Romeu Malta, que era também maestro da banda do colégio. Nessa época, começou a compor, mas foi desencorajado por Eduardo Souto, diretor da Casa Edison, a quem mostrou suas primeiras músicas.
Estreou como pianista e compositor em 1931, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, e na Orquestra de Romeu Silva. Em 1933, já como um dos pianistas mais solicitados pelas rádios cariocas, transferiu-se para a Rádio Philips. No ano seguinte, compôs com Lamartine Babo um dos seus primeiros jingles, a marcha Madame do barril. No ano seguinte sua composição Triste cuíca (com Noel Rosa) foi lançada por Araci de Almeida. Ainda em 1935, trabalhou como maestro da orquestra do filme Estudantes, de Wallace Downey, e, a partir de então, musicou diversas peças de teatro, entre elas Da favela ao Catete, escrita por Freire Júnior, participando como pianista de diversas gravações.
Em 1936 formou-se em direito, mas, antes de acabar o curso, sua carreira como compositor popular já se firmara com a marcha Carolina (com Bonfiglio de Oliveira), que, gravada pelo então desconhecido Carlos Galhardo, fez muito sucesso no Carnaval de 1934. Ainda em 1936, compôs com Noel Rosa a marcha Não resta a menor dúvida, para o filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, compondo depois para vários outros filmes. Nesse ano transferiu-se para a Rádio Guarani, de Belo Horizonte MG, em que, por dois anos seguidos, teve de compor e apresentar, diariamente, uma canção nova.



Nessa época compôs, com a prima Marisa Pinto Coelho, Pé de manacá, que fez grande sucesso na voz de Isaura Garcia, em 1950. Em 1938, de volta ao Rio de Janeiro, compôs a marcha Esquina da sorte (com Lamartine Babo), jingle para uma casa lotérica, gravada por Lamartine e Araci de Almeida, na Victor, para o Carnaval do ano. Em 1940, foi trabalhar na Rádio Tupi, de São Paulo.
Entre 1941 e 1945, trabalhou como advogado em Manhuaçu MG. Foi durante esse período que compôs o baião Cabeça inchada, grande sucesso em 1951, quando foi gravado por Carmélia Alves, e que teve mais de 50 gravações diferentes na Europa. Em 1945 voltou a São Paulo, passando a trabalhar como maestro orquestrador na Rádio Record, emissora em que se aposentou 26 anos depois.



Em 1946 compôs, com Mário Vieira, Sabiá lá na gaiola, outro grande sucesso gravado por Carmélia Alves, em 1950. Compôs com Correia Júnior, em 1966, Canto ao Brasil, peça sinfônica orquestrada por Gabriel Migliori e executada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. No conjunto de sua obra destacam-se as marchas Seu Abóbora (com Lamartine Babo), gravada por Carmen Miranda em 1935, Seu Gaspar, gravada por Sílvio Caldas em 1938, e Esta noite serenou, gravada por Dalva de Oliveira em 1951; a toada Me leva (com Rochinha), gravada por Ivon Curi em 1951; o samba-canção Uma loura, gravado por Dick Farney em 1951; além dos já citados baiões Pé de manacá, Sabiá na gaiola e Cabeça inchada.
Compôs ainda algumas músicas jovens, como Rua Augusta e Boliche legal, ambas em 1964, e a versão Biquini de bolinha amarelinha. Tem músicas feitas em parceria com seus filhos Ronnie Cord e René Cordovil, também compositores. Em 1977 participou do show comemorativo 30 anos de baião, realizado no Teatro Municipal, de São Paulo, com Luiz Gonzaga, Carmélia Alves e Humberto Teixeira. Em 1997 foi publicado 0 livro Hervé Cordovil - Um gênio da música popular brasileira, de autoria de Maria do Carmo T. Passiago (João Scortecci Editora, São Paulo). “



Agora, algumas das pérolas brilhantes do nosso homenageado, algumas com parcerias magnânimas, como:

A Vida do Viajante
Com Luiz Gonzaga

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se, um dia, descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei

Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação
E a alegria no coração

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se, um dia, descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei

Mar e terra
Inverno e verão
Mostro o sorriso
Mostro a alegria
Mas, eu mesmo, não
E a saudade no coração.




Biquíni De Bolinha Amarelinha Tão Pequenininho

Ana Maria entrou na cabine
E foi vestir um biquíni legal
Mas era tão pequenino o biquíni
Que Ana Maria até sentiu-se mal

Ai, ai, ai, mais ficou sensacional!
Era um biquíni de bolinha amarelinha (chocante)
Tão pequenininho, mal cabia na Ana Maria
Biquíni de bolinha amarelinha (chocante)
tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia

Ana Maria toda envergonhada
Não quis sair da cabine assim
Ficou com medo que a rapaziada
Olhasse tudo tim tim por tim tim

Ai, ai, ai, a garota tá pra mim!

Era um biquíni de bolinha amarelinha (chocante)
Tão pequenininho, mal cabia na Ana Maria
Biquíni de bolinha amarelinha (chocante)
tão pequenininho
Que na palma da mão se escondia

Ana Maria olhou-se no espelho
E viu-se quase despida afinal
Ficou com o rosto todinho vermelho
E escondeu o maiô no dedal

Olha a Ana Maria aí, gente!
Yêee shenshashional!
Uma onda, é uma onda, é uma onda que é... splishplash.

Era um biquíni de bolinha amarelinha (chocante)
Tão pequenininho, mal cabia na Ana Maria
Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow (chocante) Polkdot Bikini
Que na palma da mão se escondia.




Cabeça Inchada

Eu tô doente morena
doente eu tô merena
cabeça inchada morena
tô, tô e tô.
Ai, moreninha, moreninha meu amor
você diz que me namora, morena
mentira, morena,
namora morena
namora não

Ai morena, moreninha meu amor
você diz que por mim chora,
morena, mentira
morena não chora morena
não chora não.




Cabeça Inchada

Eu tô doente morena
doente eu tô merena
cabeça inchada morena
tô, tô e tô.
Ai, moreninha, moreninha meu amor
você diz que me namora, morena
mentira, morena,
namora morena
namora não

Ai morena, moreninha meu amor
você diz que por mim chora,
morena, mentira
morena não chora morena
não chora não.




Não Resta a Menor Dúvida

Você é uma pequena
que não resta a menor dúvida
Oh dúvida!
E eu por sua causa
já não pago a minha dívida
Oh dívida!
Estou só esperando que você
me leve o último tostão
Pra me dar seu coração

Para possuir seu coração
Darei até meu último tostão
Pelo seu amor
Serei aviador
Irei até lamber sabão

Se acaso você não quiser
Fazer por mim aquilo que puder
Eu irei então
Trocar meu coração
Por outro coração qualquer.




Rua Augusta

Entrei na Rua Augusta a 120 por hora
Botei a turma toda do passeio pra fora
Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina
Parei a quatro dedos da vitrina

Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo
Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo

Meu carro não tem breque,
não tem luz, não tem buzina
Tem três carburadores,
todos os três envenenados
Só pára na subida quando acaba a gasolina
Só passa se tiver sinal fechado

Toquei a 130 com destino à cidade
No Anhangabaú eu botei mais velocidade
Com três pneus carecas derrapando na raia
Subi a galeria Prestes Maia
Tremendão

Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo
Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo.






Uma Loira


Todos nós temos na vida
um caso com uma loira
você...
você também tem...

uma loira é um frasco de perfume
que evapora
é o aroma de uma pétala de flor
espuma fervilhante de champanhe
numa taça muito branca de cristal
é um sonho
um poema

você já teve na vida um caso com uma loira?
pois eu...
eu tive também.







" E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!"

terça-feira, 1 de março de 2011

Elpídio Dos Santos - O Nosso Grande Maestro/Poeta/Compositor


Amigas e Amigos, tem um tempinho que não posto nada no nosso “A Arte Do Meu Povo” a razão é a já relatada neste espaço. Porém, acredito que agora serei mais constante por aqui e para retornar e retornar bem quero homenagear hoje o GRANDE Elpídio dos Santos, mais um imenso brasileiro que o nosso povo deveria conhecer muito mais.



Elpídio foi maestro e compositor, tem obras belíssimas que fazem parte da história da nossa MPB. Mas como acontece com a maioria dos grandes nomes da nossa cultura, muito, muito pouca gente o conhece ou conhece a sua história.



Por isso é que o "A Arte Do Meu Povo" existe, para mostrar aos brasileiros que existem e existiram grandes nomes que merecem todo nosso respeito e nossa admiração.Brasileiros e brasileiras que são para nós motivo de orgulho.
Na pesquisa feita sobre Elpídio dos Santos , foram encontradas no site Wikipédia, as seguintes informações:


Elpídio dos Santos (nasceu em São Luís do Paraitinga,no dia 14 de Janeiro de 1909 — faleceu em São Luís do Paraitinga,no dia 3 de setembro de 1970) foi um maestro brasileiro.

Nascido no Vale do Paraíba, estudou música e aprendeu a tocar instrumentos de sopro na banda local, foi para São Paulo onde estudou no Conservatório Paulista de Canto Orfeônico. Escolheu o violão como instrumento que o acompanharia por toda a vida. Foi professor de música, autor de uma extensa obra com inúmeros sucessos gravados por artistas como Almir Sater e Sérgio Reis, Fafá de Belém, Vanuza, Cascatinha e Inhana, Renato Teixeira entre outros. No cinema foi o compositor preferido de Amácio Mazzaropi, criando 25 trilhas para filmes do cineasta.   Suas músicas fizeram parte da trilha sonora das novelas: Cabocla (Rede Globo), Rei do Gado (Rede Globo), Pantanal (TV Manchete/SBT) e Meu Pé de Laranja Lima (Band). Embora seja conhecido como compositor de música caipira, sua obra conta com vários gêneros musicais como valsa, samba, choro, etc.

Em 1952 grava a primeira canção (A cruz de ferro) em parceria com os amigos e compositores Anacleto Rosa Junior e Patativa, contando a lenda da cruz de ferro em Ubatuba.
Logo depois, em 1955, a gravadora Toda América lança mais uma composição de Elpídio dos Santos: Despertar do Sertão, interpretada por Cascatinha e Inhana, uma conhecida dupla da música popular na época e que foi a primeira canção brasileira tocada na rádio BBC de Londres. Novamente sua música é tocada nas rádios, seu nome começa então a ser citado nos jornais da época e a partir dali uma série de composições são gravadas por vários interpretes diferentes, entre eles: Amilton, Cascatinha Inhana, Dircinha Costa, Du Brasil Moreno, Elza Laranjeira, Irmãs Galvão, José Tobias, Laurinha, Mary do Arte, Mazzaropi, Mires de Oliveira, Nei de Fraga, Pinheirinho, Titulares do Ritmo, e recentemente foi gravado por Renato Teixeira, Almir Sater, Fafá de Belém e Sérgio Reis, entre outros. Esses intérpretes tornaram conhecidas as músicas como: Você vai gostar; A mulher do canoeiro; Chegadinho chegadinho; Lua na roça; Bandinha doIinterior; Despertar do Sertão (primeira música brasileira tocada na rádio BBC de Londres); Milagre de São Benedito; Desce a noite; Não sei chorar; Cai sereno; Velho moinho; Namoro antigo; entre outras.



Elpídio era o compositor preferido de Amácio Mazzaropi, sempre convidado para criar as músicas específicas de cada filme e que seriam cantadas pelo próprio artista. A amizade surgiu quando Mazza veio para a região com um circo quadrado bem velho e chovia muito. Procuraram o Elpídio e disseram que este homem estava a perigo e não tinha dinheiro para pagar músicos. Então Elpídio foi ajudá-lo e disse-lhe que tocaria sem cobrar nada. Mazza nunca esqueceu e reconheceu o talento de Elpídio. Assim surgiu uma grande parceria e amizade que duraria até o fim da vida de Elpídio dos Santos.


Em 1970 Elpídio dos Santos morre. No ano subsequente, Amácio Mazzaropi retorna à casa de Cinira para fazer um apelo: que um de seus jovens filhos tentasse fazer a música para seu novo filme e não deixassem assim, cessar aquela parceria.


Passados alguns anos, Amácio Mazzaropi grava a música “Despertar do Sertão” e a parceria com o velho amigo continua mesmo após sua morte.



Ao todo foram vinte e cinco canções de Elpídio dos Santos gravadas por Amácio Mazzaropi.”



Aqui algumas das maravilhs compostas por Elpídio:



A Dor Da Saudade
Elpídio dos Santos



A dor da saudade
Quem é que não tem
Olhando o passado
Quem é que não sente
Saudade de alguém...
Da pequena casinha
Da luz do luar...
Do vento manhoso
Soprando do mar...
A dor da saudade...
E até das mentiras
Que fazem sonhar
De alguém que se foi
Pra não mais voltar...
A dor da saudade...
Vá embora saudade
Dá minha casinha
Que eu quero bem.



Casinha Branca
Elpídio dos Santos



Eu tenho andado tão sozinho ultimamente,
que nem vejo à minha frente,
nada que me dê prazer.
Sinto cada vez mais longe a felicidade,
vendo em minha mocidade
tanto sonho perecer.
Eu queria ter na vida simplesmente
um lugar de mato verde,
pra plantar e pra colher.
Ter uma casinha branca de varanda,
um quintal e uma janela
para ver o sol nascer.
Às vezes saio a caminhar pela cidade.
À procura de amizades,
vou seguindo a multidão.
Mas eu me retraio olhando em cada rosto,
cada um tem seu mistério,
seu sofrer, sua ilusão.




Lá no Pé da Serra
Elpídio dos Santos


Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nóis dois morar
Fica perto da barranca do rio paraná
O lugar é uma beleza eu tenho certaza você vai gostar
Fiz um capela bem do lado da janela prá nós dois rezar
Quando for dia de festa você veste o seu vestido de algodão
Quebro o meu chapéu na testa para arrematar as prendas no leilão
Satisfeito vou levar você de braço dado atrás da procissão
Vou com meu terno riscado uma flôr do lado e meu chapéu na mão.





Ranchinho Brasileiro
Elpídio dos Santos


Numa noite de garoa
Numa rede de taboa
Balançando rente ao chão
Sob a luz do candeeiro
Um caboclo brasileiro
Canta a sua inspiração
Quando desabafa o peito
Sinto até bater sem jeito
O meu pobre coração
Porque a sua melodia
É o Brasil em sinfonia
Bem no meio do sertão
E quem ouve esse violeiro, ai, ai, ai
Tem vontade perguntar
Se um ranchinho brasileiro
Chega bem
Pra dois morar.


E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Maviael Melo, Um Dos Gigantes Da Nova Geração


Para começar bem 2011 e depois de algum tempo sem condições de atualização, é com imenso prazer que o “A Arte Do Meu Povo” volta para homenagear esse que é dos GRANDES da chamada nova geração de poetas populares, cantadores e contadores de causos. Ele é um verdadeiro defensor e divulgador da nossa cultura nordestina, um lutador para a continuidade da nossa Brasilidade, Brasileira do Brasil. O nome desse GRANDE é...

Maviael Melo, sobre ele a melhor definição encontrada é a do site http://www.myspace.com/372918544 , que segundo está lá, foi o próprio poeta que escreveu. Assim...


“Maviael Melo, é um pernambucano radicado na Bahia, já se apresentou em diversas cidades de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, e outros estados Brasil a fora. Suas apresentações, sempre recheadas de poesias e cordéis, além de belas músicas, já lhe renderam diversas premiações em Festivais, dentre as quais, o 1º Lugar no Festival Edésio Santos, em Juazeiro, na Bahia, bem como premiações no X Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro; no Festival Geraldo Azevedo da Canção, em Petrolina, Pernambuco, no Festival de Violeiros da Chapada Diamantina, em Seabra e no Festival de Ibotirama, na Bahia, respectivamente com as canções Ave Rio, Chegou a Vez, Tempo Lamento e Mané, Maria e Luar, tendo também poesias premiadas em diversos festivais de poesia pelo nordeste, a exemplo do 3º Recitata, em Recife-PE, Festival de Poesia de Ibotirama e Carinhanha, na Bahia. Maviael é Pedagodo e Educador Ambiental, publicou através do Instituto de Gestão das Aguas e Clima da Bahia – INGÁ, o Cordel da Água, utilizando-o como instrumento de Educação Ambiental nas escolas da rede publica de ensino em diversos municípios baianos, e também assina parte da trilha sonora do DVD Ética e Ecologia, do teólogo e ambientalista Leonardo Boff, também produzido pelo INGÁ, onde o tema principal é a canção Chegou a Vez, de sua autoria em parceria com o poeta Rodrigo Sestrem. Maviael destaca-se pela sua performance, não só como compositor e intérprete, mas também como um exímio escritor e declamador de cordéis, tanto recitando versos de sua autoria, como de outros escritores e cordelistas. É cordelista e ministra oficinas de cordel para professores e educadores de como trabalhar cordel em sala de aula. Além de oficinas de cordel com temas voltados para a Educação Ambiental. Realizou nos dia 20, 22 e 24 de outubro, o projeto Entre Versos e Canções por toda a Bahia, aprovado pelo Edital de Circulação de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia - Vivaldo Ladislau, nas cidades de Camaçari,(20) Santa Maria da Vitória (22) e Lençóis (24), recebendo como convidados os cantadores Xangai, Celo Costa e Raimundo Sodré, respectivamente. Atualmente prepara-se para a gravação do seu primeiro CD/DVD, onde contará com a participação de poetas e cantadores, nomes como Maciel Melo, Xangai, Geraldo Azevedo e Raimundo Sodré, também começa a circular em algumas cidades realizando oficinas de cordel para professores da rede publica.


Cordelista e escritor com diversas publicações em jornais, autor do livro de contos e cordel Vais Casar? Contra Quem? - 2002 e dos folhetos de cordel: Ataque Suicida, Campanha Eleitoral, Viagem de Lotação e a Peleja de Manuel Filõ com Antônio Marinho – 2005; O cordel da água – folheto institucional publicado pela SRH – Superintendência de Recursos Hídricos do Estado da Bahia – 2007 e do Livrel Entre Versos também em 2007, premiado em agosto de 2007 em 2º lugar com a Poesia Estamos; Não Somos!, no XXXI Festival de Poesia e Música de Ibotirama-BA; Pedagogo em formação, graduando pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, ministrou oficinas de Literatura de Cordel para professores da rede publica de ensino em vários municípios, entre eles: Petrolina-PE – 2005/2007; Lagoa grande-PE - 2005; Moreilândia-PE – 2005; Santa Maria da Boa Vista-PE – 2007; Alunos da UNEB em Alagoinhas-BA – 2006; Camaçari-BA – 2006; Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Salvador, também em 2007, entre outros.”





Foi no blog http://maviaelmelo.blogspot.com , que encontrei os tesouros de Maviael Melo, dos quais uma pequena amostra tomei a ousadia de publicar aqui, para você conhecer e se deliciar com as maravilhas desse IMENSO brasileiro, que deve ser conhecido por todos que são apaixonados pela cultura e pela arte desse nosso país de Mãe Preta e Pai João.

Um troço chamado virus
E vestido à Papai Noel
Anda espalhando lorota
E causando um escarcéu
Por isso aqui meu recado
Não mando arquivo “lincado”
Não abra esse “xeleléu”

E como em todo bordel
Tem sempre um cara de pau
Tem um mandando um cartão
Dizendo ser de Natal
Não tenho nada com isso
Para evitar rebuliço
Delete esse marginal

Que além de ser virtual
Deve ser vírus danoso
Jogue esse rato no lixo
Pois pode ser perigoso
E aproveitando o mote
Quero desejar um xote
De aconchego e dengoso

Quero vos saudar saudoso
De mais um ciclo completo
Quero abraçar a todos
Sem ter nem um predileto
E espero que a nossa poesia
Leve amor, paz e alegria
Em cada peito dilecto

Quero um sorriso repleto
Em cada olhar de criança
Transbordante de carinhos
Recheado de esperança
Peço desculpas se errei
Mas confesso que apanhei
Pra adquirir confiança

Quero que a nova aliança
Que cada um escolher
Seja sincera e futura
Na hora que perceber
Desejo de coração
Os versos de uma canção
Que vejo agora nascer!

Buscando a felicidade!

Entre a paquera e a procura
Um velho verso renasce
Profetizando o enlace
De uma poesia futura
Recriando a criatura
Numa nova construção.
No calor de cada mão
Fortalece a aliança
Construindo a esperança
E alimentando a paixão

Olhar na frente, o desejo
De um namoro sereno
E em cada gesto o aceno
Daquele olhar benfazejo
Entre um abraço e um beijo
Tem muito a se construir
Do sonho a distribuir
Na alegria do riso
Unir o que for preciso
Para melhor produzir

Construindo passo a passo
Uma nova relação
Reescrevendo a lição
Na força de cada abraço
E cada olhar é um traço
De um futuro decente
Num casamento ciente
Voluntário e promissor
Irrigando sem pudor
O perfume Ambiente!

E assim, andar lado a lado
Numa procura constante
Sentindo o peito atuante
Pulsante e apaixonado
Entre a quimera e o legado
Está a sinceridade
E quando vem a vontade
O verso se faz poesia
Declamando o novo dia
Buscando a felicidade!




Um mote pra versejar


O vaqueiro cantando uma alegria
A morena se ajeita na janela
O poeta pintando uma aquarela
Com o pincel cria forma de poesia!
É a chuva trazendo a invernia
Orvalhando a flor, florindo a rama
Na porteira um aboio se declama
Sem ensaio a boiada se apruma
O Nordeste se enfeita e se perfuma
Quando o pranto da nuvem se derrama

A Caatinga floresce diferente
Com aroma da relva que umedece
Todo o povo se ajunta na quermece
E agradece a Deus o Onipotente
Um ansião corta o fumo no batente
Amanhece na serra o céu proclama
O sertão se prepara e vira a cama
Onde a chuva se deita e se consuma
O Nordeste se enfeita e se perfuma
Quando o pranto da nuvem se derrama



Tudo na Vida da Gente


Tudo na vida da gente
Tem sua vez de chegar
Tem o poeta que sente
Em cada verso um penar
Tem a vontade chegando
Acompanhando a poesia
De cada verso que chega
Na barra do dia-a-dia
Do sol quando chega a vez
De cada raio que guia
Iluminando o que fez
Iluminar a harmonia
Chegou a vez de entender
Para poder ir em frente
Ver germinar a semente
Brotar e poder crescer
Chegou a vez de querer
Tudo na vida da gente

E está na palma da mão
Aonde se quer chegar
Tá na pisada do chão
Que trilha no caminhar
Tá no sorriso maroto
De um garoto feliz
Que ganha um bombom garoto
E aprende a ser aprendiz
Tá na saudade da terra
Onde se finca a raiz
Onde a Saudade se enterra
Aonde o tempo é juiz
Que nos ensina a viver
Para poder ir em frente
Buscando ser a vertente
Para melhor entender
E em cada verso escrever
Tudo na vida da gente

Em cada pé no batente
Galgando algum lugar
Que mostra o poder da mente
Dos que vivem a conspirar
Em versos, que sonhadores
Sonhavam de pés no chão
No repicar dos tambores
Conduzindo o coração
Procurando uma saída
Pegando de mão em mão
“Ré-afinando” a batida
Criando um novo refrão
Por não saber compreender
Para poder ir em frente
Ter um bom inconsciente
E consciente Saber
Que a vida vem pra dizer
Tudo na vida da gente

Ninguém é tão renitente
Que nunca para e nem cansa
E a rotação conseqüente
Que cada pisada alcança
Um novo passo completa
Seguindo no caminhar
E cada dor que lhe afeta
É um segundo a passar
Na hora em que chega a vez
Quando é a vez de chegar
E com sublime altivez
Constroi o alicerçar
Na arte do bem viver
Para poder ir em frente
Plenamente consciente
Para não mais se perder
Nesse passo a percorrer
Tudo na vida da gente.




Equações Poéticas

Na geometria desse teu espaço
Sou tangente à parábola da poesia
Sou a circunferência no teu braço
E a hipotenusa da tua metria

Traço um raio em plena harmonia
No compasso cateto do teu passo
Sem ter réguas a ti eu faço um traço
Paralelo à a reta da alegria

Marco um X no quadrante da paixão
E a elevo a última potência
Do problema eu sou a interseção

Das palavras eu sou a reticência
Para o amor eu sou tua solução
Na razão do quadrado, a congruência.







O Sertanejo agradece


A cabocla bonita se aconchega
Nos lençóis e nos braços do matuto
No café o reforço absoluto
É o cuscuz temperado na manteiga
Ele reza um pai nosso e a chuva chega
Lhe avisando com um ronco de um trovão
Vem trazendo esperança pro cristão
Pois com agua o caboclo fortalece
Sertanejo erque os braços e agradece
Pelas chuvas no solo do sertão

É tão bom acordar na madrugada
Escutando a orquestra na biqueira
O caboclo do campo a noite inteira
Já vislumbra sua farta milharada
Logo cedo ao som da passarada
No seu carro de boi sai pra função
Vê as vargens crescendo no feijão
Lacrimeja a boneca que floresce
Sertanejo erque os braços e agradece
Pelas chuvas no solo do sertão

Fim de tarde ele junta a filharada
Na varanda da casa a conversar
A familia na hora do jantar
Faz uma prece pra chuva abençoada
Com a mulher, numa rede da sacada
Admira o poder da criação
Ao dormir outra humilde oração
E um acordo com deus estabelece
Sertanejo erque os braços e agradece
Pelas chuvas no solo do sertão

E assim ele segue seu destino
Faz projeto com a safra do roçado
O feijão vai vender lá no mercado
Pra vestir a menina e o menino
E mais forte o caboclo nordestino
Regozija com a sua plantação
E na festa de são Sebastião
Ele manda uma oferenda pra quermesse
Sertanejo erque os braços e agradece
Pelas chuvas no solo do sertão.








Grande Chico

Naveguei por um vagão encantado
Vendo Chico Pedrosa declamar
Vi Jesus apanhando a protestar
Contra um guarda romano embriagado
E ouvi quando o velho Delegado
Acabou com a Briga na Procissão
Vi “Antôin de Jovita” na ilusão
Construir uma guerra lá da Guia
O velho Chico emana poesia
Na ribeira do nosso coração!

Tia Joana contava o prejuízo
Que o menino traquino lhe causou
E o Pilão de Pedra que pilou
Mastigava em versos de improviso
Vi São Brás no momento indeciso
Apertar o botão da “corrução”
Pero Vaz escrever que nesse chão
Tanto dá, como também se procria
O velho Chico emana poesia
Na ribeira do nosso coração!

Vi o Sertão Caboclo, vi Zabé,
Na infância risonha com meus pais
Zé Gogó com palavras magistrais
Numa festa de gado em Sumé
Vi tenentes, soldados em banzé!
General comandando um batalhão
Continências e vôos de avião
Para um Guarda Noturno, um vigia!
O velho Chico emana poesia
Na ribeira do nosso coração!

Ouvir Chico Pedrosa declamar
É andar por um campo de sonho
Entre versos e rimas que componho
Quero humilde, ao mestre aclamar,
Quem desenha num verso um Luar
E descreve com rimas a emoção
Tem também o poder da criação
Que deságua no rio de alegria
O velho Chico emana poesia
Na ribeira do nosso coração!



Vendedor de Coletivo

Com licença ô Pessoal!!!
Desculpe eu “encomodar”
O silencio (da viagem) de vocês
To aqui pra num roubar
Pois sou também cidadão
Mas a minha condição
Não me deixa trabalhar

E pra num ser marginal ô Pessoal!
To arriscando vender
E o que to trazendo aqui
Quero lhes oferecer
Essa grande promoção
Que trago na minha mão
Pra ninguém se arrepender

Pode ir conferir e ver
Em qualquer supermercado
Ela custa um real
Mas aqui bem do seu lado
Preste atenção pessoal!
No preço promocional
Basta cinqüenta trocado....

E pra ser mais arretado
Leva dois por um real
Por três você paga um vale
Num produto natural
Direto do fabricante
Deixa a boca refrescante
Aproveita ô pessoal!

Não vão me levando a mal
Sou vou gastar um minuto
Da sua rica atenção
Eu tenho aqui um produto
Que é cheio de “nutriência”
E toda a sua essência
É retirado do fruto

Em qualquer supermercado
Aqui “mermo” em salvador
Você paga dois “real”
Pra senhora e pro senhor
Eu trago na minha mão
Essa grande promoção
Que é sensacional... Ô Pessoal!

Por apenas um real
Leva a mercadoria
Com um vale, você leva três
Aí é só alegria
Pra você e pro baleiro
Sem gastar muito dinheiro
Sua garganta alivia

Boa Noite! Ô Pessoal!
Essa aqui é minha lida
Que Deus acompanhe a todos
Lhes protegendo na vida!
Valeu aí cobrador!
Muito abrigado motor!
Que eu já to de partida!





Fica aqui a dica para você visitar o http://maviaelmelo.blogspot.com, esse blog maravilhoso, onde encontrará muito mais da arte de Maviael.



"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!!!"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um Maxado Bem Nordestino



Faço hoje, uma justa homenagem a este que é um dos grandes cordelistas do Brasil e defensor ferrenho dessa arte.
E faço essa homenagem com a sua ajuda, já que fiz essa poesia seguindo algumas das suas instruções, sobre como escrever cordel.
Sei que tenho muita farinha pra comer, antes de chegar as pegadas desse MESTRE. Porém sou 'ozado' e aqui está, Professor Franklim Maxado, o meu muito obrigado por tudo que o senhor fez e faz por nossa arte popular nordestina.

Um Maxado Bem Nordestino
Nivaldo Cruz – 02.04.2010




No nosso Brasil querido,
Existe a má cultura
Reconhecer talento
Após morrer a criatura
Aí é rua, cidade,
Ou livro, filme, escultura.

É bastante falsidade!
É tanta bajulação !
Que se vivo ainda fosse
Vomitaria o cristão,
Parecendo que em vida
Foi benquisto o cidadão.

Muitas vezes em vida
A coisa é bem diferente.
Pobre sofre indiferença
Até mesmo de parente
Alguns até o rejeitam
Deixando morrer descrente.

Nadando contra a maré
Quero homenagear
Um grande talento vivo
E com saúde para dar.
É valoroso ao quadrado
Ninguém pode isso negar.

Nasceu em 43,
Nessa Feira de Santana,
A Princesa do Sertão,
Boa cidade baiana
Sendo fonte de cultura
No chão de seca tirana.

Franklin Cerqueira Machado
Ou “Maxado Nordestino”
Podendo até ser chamado
De um ancião/,menino,
Pois todo poeta o é.
E assim faz seu destino.

Para seu representante
A poesia o escolheu.
Mas por sua inquietude
Noutras artes se meteu
Até mesmo Jornalismo
È um dos ofícios seu.


Teatrólogo, Apresentador de TV
Advogado, professor
Xilógrafo, teatrólogo,
No Teatro, é ator
Oficial militar
Cordelista, compositor


Ainda foi dirigente
Do Museu Regional
E da Casa do Sertão
Foi um chefe de ideal
Enormes serviços presta
À UEFS no cultural

Presidiu o Instituto
Histórico e Geográfico
E a Academia de Letras.
É tanto cargo no gráfico,
Que a sua biografia
Não é um trabalho prático.

Sempre viveu da cultura
E disso não se envergonha.
É seu defensor ferrenho.
Quem quiser que se oponha.
Compra uma boa briga
Com seu verso de peçonha.

Folhetos de cordel, já
Escreveu em centenas.
Arisco até milhares
Que vendeu a duras penas
Infelizmente, não basta
Ser um bom poeta apenas.

Para viver do cordel
Tem que ser bom vendedor.
Seria melhor dizer
Também um grande ator.
Com arte pra despertar
A atenção do comprador.

O Maxado Nordestino
Fez e faz com maestria
Por isso é bem conhecido
Dentro e fora da Bahia.
Pra representar a arte,
Era só chamar que ia.

O verbo tá no passado,
Melhor corrigir então:
Ele não ia, ele vai
Dentro e fora do sertão
Pra divulgar a cultura
Por todo esse mundão.

Pra cumprir essa missão
Que a poesia lhe deu,
Já obrou de quase tudo.
Muita coisa conheceu.
Situações más ou boas,
O bardo vive ou viveu.

Não é unanimidade,
Isso é bem natural.
Ninguém agrada a todos,
Diz ditado universal
Mas ele é reconhecido
Por ser um fenomenal.

Carlos Drummond de Andrade,
Grande vate brasileiro
Reconheceu seu talento
E o exaltou por inteiro.
Jorge Amando outro grande
Fez elogio verdadeiro.

O Manuel do Christo Planzo,
Mestre intelectual,
Teceu enormes destaques
Ao poeta sem igual.
Tem mais gente importante
Que o deixou universal.
Maxado universal.


Rodolfo C. Cavalcante,
Grande nome do cordel,
Escreveu sobre o Franklin
Maxado no seu papel.
Publicou alguns folhetos
Sobre esse menestrel.

Seu valor de sertanejo,
Tudo isso vem provar.
Seu trabalho e esforço
Vieram sempre mostrar
Que a raiz cultural
Temos de valorizar.

Somente assim o respeito
Dos outros nós vamos ter.
Pois só vão desrespeitar
Se não saber ou conhecer
E, para isso, o Folclore
Tem muito o que fazer.

Franklin Cerqueira Maxado,
Ou “Maxado Nordestino”
Humilde, sábio, um mestre!
Nosso bardo velho/menino
É um senhor de respeito
E um guri bem traquino.

Essa é minha homenagem,
Pequena mas verdadeira,
A esse grandioso homem
Que carrega a bandeira
Da cultura nordestina
E da gente brasileira.

Que Deus lhe dê longos anos
De inspiração e vida
Pois a nossa fiel arte,
Que é também sua querida,
O tornou imortal
Pra nunca ter despedida.

Findo aqui esse folheto.
Deixo apreço e respeito.
Espero que desse modo,
Tenha ajudado direito
Por fora do leito e lápide
Louvar artista perfeito.

N – ossas desculpas sinceras
I- nduzidas ao professor ,
V-osmicê, Franklin Maxado,
A-migo que mostra amor.
L- emos sem nenhum favor.
D- as coisas que escrevemos,
O- que fica é um louvor.




"E VIVA A ARTE DO MEU POVO!"

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Desculpas!


Amigos, quero pedir desculpas, a todos, pela demora na postagem. É que estou passando por mudanças em minha vida profissional e isso está interferindo bastante no meu acesso a internet e também no tempo para as pesquisas.
Para não ficar apenas nas magoas, hoje irei postar uma poesia, em estilo popular, da minha autoria.
Essa poesia popular nasceu de uma notícia que lí em um site e achei interessante por demais.
Segue-a abaixo para você apreciar:


Quem Diria Heim....
Nivaldo Cruz – 23.03.2010


O grande La Fonteine
Não podia imaginar
E pela cabeça dos irmãos
Grim jamais iria passar
Uma história como essa
Que agora vou contar.

E o mais interessante,
Que ela não é invenção
É a mais pura verdade.
Aconteceu cidadão.
Parece fábula ou lenda.
Mas não é nenhuma ficção.

O acontecido se deu
Em pleno mês de fevereiro
No Reino Unido, Na Europa
Dentro dum galinheiro,
Você nem imagina o que foi.
Da pra ganhar dinheiro.

Através da internet
A noticia, a mim chegou
O site G1.com bizarro
Foi quem noticiou
No dia três de março
A notícia publicou.

A história incrível
Que se assucedeu
Inacreditável é
Mas de fato aconteceu
E eu não vou enrrolar mais,
Vou contar o que se deu.

Quatro galos de briga
Comandaram uma ação
E dentro do galinheiro
Fizeram uma revolução
Provando que a força
Nunca vence a união.

Dude, Izzy, Pongo e Pecky
Dos heróis da nossa história
Esses são os nomes
Que devem ficar na glória
Pois a façanha que realizaram
Não sairá da memória.


Esses bravos / corajosos
Perceberam em um momento
Algo errado no galinheiro,
Um estranho movimento,
Tinha perigo por perto
Foi esse o pressentimento.

Com certeza não deu outra
Tinha raposa rondando
E tava ali por perto
Só o momento esperando
Pra atacar o galinheiro
E com ele ir acabando.

Os galos então começaram
A um plano arquitetar
Deixaram tudo pronto
Pra começar a atacar
Assim que a Raposa
Decidisse a entrar.

Foi então que se deu
A raposa assim entrou
Um galinheiro em fúria
Para surpresa ela encontrou
Recebeu tanta bicada
Que a danada não suportou.

Dude, o galo mais bravo
Foi quem comandou a ação
Partiu pra cima da bicha
Parecendo um furacão
Ela tomou um susto
E ficou sem noção.

Aí não teve mais jeito
Pra ensaiar uma reação
Era tentar se proteger
Daquela rebelião,
Bicada de tudo que é lado
Não tinha como fugir não.

Até uma mesa velha
Foi como arma usada
Pra nocautear a raposa
Que tava desesperada
Sem saber o que fazer
Com a situação inesperada.

Michele, a dona da fazenda
E do galinheiro contou
Ao jornal inglês “ Metro”
Que a ela entrevistou,
Que na manhã seguinte
Quando viu a cena assustou.

Dentro do seu galinheiro
Tinha uma raposa morta
Toda cheia de bicada
E estava fechada a porta,
A mesa estava caída
E a portinhola torta.

As galinha fizeram isso!
Foi o que ela pensou.
Ficando muito feliz
Com o que se passou.
Suas galinhas estavam ali
Nenhuma se quer faltou.

Essa história muito real
Vem mais uma vez ensinar
Que não se pode nem deve
Ao pequeno desprezar
Porque todos têm qualidades.
Ninguém pode duvidar.

Ela ensina também,
O valor que tem a união
Não existe perigo certo
Se um ao outro der a mão.
O impossível só existe
Pra um, pra todos não.

Fica aqui minha humilde,
Mas sincera contribuição
De mostrar essa notícia
Que também é uma lição
Para todos dessa e
Da próxima geração.

Escolhi fazer isso
Em verso popular
Porque é outra coisa
Que se precisa valorizar
Ela é nossa cultura
E devemos apreciar.

Mais uma vez com humildade
Quero um pedido fazer
Valorize o que é nosso
Pois e bom pra se viver
A gente se conhece
E valoriza o nosso ser.